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O primeiro turno das eleições gerais de 2018 terminou no último domingo, dia 7, sem maiores surpresas, pelo menos no que diz respeito aos candidatos à Presidência da República e ao governo do Estado do Amazonas, a não ser pela inversão de posições dos candidatos Amazonino Mendes (PDT) e Wilson Lima (PSC).

O governador Amazonino Mendes, pleiteante à reeleição e também conhecido como Negão, tinha, no dia 5 de outubro, conforme pesquisa do Ibope, a preferência de 35% dos eleitores, enquanto o adversário mais próximo estava a uma distância de três pontos percentuais. Wilson Lima tinha, no mesmo dia, a preferência de 32% dos votantes.

Para quem acompanhou a apuração, o fato mais emocionante talvez tenha sido o rali de votos ao Senado Federal entre o deputado Luiz Castro (Rede) e o senador Eduardo Braga (MDB)

No entanto, o que as urnas mostraram e a apuração confirmou com o envio da decisão pelo governo estadual ao segundo turno é que Wilson Lima tem 33,73% dos votos válidos, jogando o Negão para correr atrás e transformar o prejuízo em vantagem nos últimos 20 dias de campanha até o último domingo de outubro, ali pertinho do dia das Bruxas, pois com a preferência de 32,74% dos eleitores a disputa até lá vai ser acirrada.

No panorama nacional não surpreendeu ninguém a confirmação da disputa pela Presidência da República ir ao segundo turno, embora a margem que as urnas deram a Jair Bolsonaro, com 46,03%, ante o petista Fernando Haddad, o qual obteve 29,28% dos votos válidos, coloque Bolsonaro a quase 17 pontos percentuais à frente do discípulo e consulente do agora presidiário nº 1 do PT.

O desempenho acima da expectativa de Bolsonaro repercutiu nos mercados nesta segunda-feira, dia 8, quando a B3, (ex-Bovespa) chegou a operar em alta superior a 4%, enquanto na outra ponta a cotação do dólar norte-americano caiu quase 3% antes do meio-dia.

Analistas de mercado veem com bons olhos a evolução do candidato do PSL, que também usufrui de expansão de sua bancada no Congresso Nacional. Esse fato, dizem os observadores, vai dar maior governabilidade a um eventual futuro governo de Bolsonaro.

Voltando às disputas políticas locais, é digno de registro a eleição do vereador Plínio Valério (PSDB) ao Senado Federal. Com mais de 834 mil votos, Plínio é senador da República pelo Amazonas e já se comprometeu em defender o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) em Brasília. Aliás, a ZFM perdeu um grande defensor com o fracasso da tentativa de reeleição do deputado federal Pauderney Avelino (DEM).

Para quem acompanhou ao vivo (ou quase, pois houve falhas na transmissão dos trabalhos) a apuração dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), talvez o fato mais emocionante tenha sido o rali de votos ao Senado Federal entre o deputado Luiz Castro (Rede) e o senador Eduardo Braga (MDB). Castro liderou praticamente toda a apuração e estava prestes a comemorar a vitória quando Braga, aos 96% da apuração, deu o troco e virou o resultado a seu favor. Ele se reelegeu com 607,2 mil votos, enquanto Luiz Castro sensibilizou 581,5 mil eleitores.

Outros dois políticos não conseguiram se eleger: Alfredo Nascimento (PR) buscava mandato de senador, e Vanessa Grazziotin (PCdoB) postulante à reeleição.

O eleitor agora vai aguardar a apresentação de propostas pelos candidatos ao governo estadual e à Presidência da República para definir seu voto, enquanto esses candidatos também vão correr atrás de compor apoio que lhes dê melhor desempenho no próximo round das urnas, no dia 28 de outubro

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