Cenários desvirtuados

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Uma das premissas para se trabalhar com planejamento é a possibilidade de acompanhar o desenrolar das atividades projetadas a fim de, caso necessário, fazer mudanças que coloquem a atividade, a ação, o negócio ou mesmo o desenvolvimento de uma cidade, estado ou país em harmonia com as metas fixadas, a fim de que os recursos, sempre escassos, possam ser utilizados de forma a proporcionar o melhor benefício possível.

No início do século 21, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), como era denominado o atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), publicou um trabalho que contemplava a Amazônia com diagnóstico sobre a conjuntura regional e oferecia a perspectiva de que a região poderia, a partir do ano 2000, atingir um dos cenários projetados ao fim da segunda década do milênio.

O primeiro cenário, batizado como de “Desenvolvimento Sustentável”, previa uma Amazônia “próspera, fortemente integrada e com intenso comércio com o resto do País e exportações ampliadas para o mundo.” A realização desse cenário considerava o protagonismo a ser exercido pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), uma vez que esse dinamismo seria suportado pela produção de bens de consumo, equipamentos e componentes microeletrônicos, de informática e telefonia. Assim, o desenvolvimento da região estaria interiorizado, criando postos de trabalho e alavancando os indicadores sociais.

O cenário seguinte é o de “Desenvolvimento Regional e Qualidade de Vida”, onde sobressairiam atividades novas como a bioindústria, combinados, por exemplo, com a de equipamentos e componentes microeletrônicos, além da ampliação de setores tradicionais como a indústria de bens de consumo duráveis e não-duráveis, com os mesmos resultados já listados no primeiro cenário.

“Crescimento e Degradação Ambiental” é um cenário menos otimista e a Amazônia aí é vista como região de crescimento médio e os segmentos com melhores retornos são a indústria de eletro-intensivos, metal-mecânica, agropecuária, agroindústria, beneficiamento de madeira e turismo. O desempenho da região, nesse cenário, não consegue eliminar a pobreza, além de um alto custo quanto ao meio ambiente, degradado com a utilização de tecnologias inapropriadas.

O quarto e último cenário, “Estagnação e Pobreza”, já dá bem a medida do que poderia acontecer com uma Amazônia que se manteria com a exportação de produtos derivados de recursos naturais renováveis e não-renováveis. “O espaço regional”, diz o estudo, “é desarticulado e as atividades dinâmicas são concentradas em poucos polos.” Resultado: pobreza e meio ambiente degradado.

O enunciado acima é parte do estudo Macrocenários da Amazônia 2000-2020 e oferece uma boa base para refletirmos acerca do que é e o que pode vir a ser a Amazônia, além de incluir o Polo Industrial de Manaus como uma das forças necessárias para o crescimento e desenvolvimento regional, fato que reforça a percepção do modelo Zona Franca de Manaus como fator primordial no crescimento do Amazonas e das outras regiões sob a jurisdição da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

No entanto, a integração da Amazônia ao resto do país ainda deixa muito a desejar e, no caso do Amazonas, e particularmente de Manaus, pela importância de seu parque industrial, a situação é mais precária sem ter por onde se abastecer ou escoar os produtos made in ZFM por via terrestre. Em um país que lá atrás, meados do século 20, fez a opção de privilegiar o modal rodoviário, a capital do Amazonas está isolada dos grandes centros consumidores do país, com as consequências drásticas daí advindas.

Voltando ao que dizíamos sobre a necessidade de planejar, pode-se afirmar que as poucas políticas públicas voltadas para dotar o país da infraestrutura necessária para dar suporte ao crescimento da economia são deixadas pelo caminho ao gosto do administrador público de plantão e para desgosto da sociedade. Sem isso, o país parar, como os caminhoneiros fizeram no último mês de maio, é apenas uma das muitas mazelas que devem ser enfrentadas.

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Sem manutenção, nem LED acende

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Diz a Prefeitura de Manaus que o atual prefeito, cuja gestão completou 2000 dias no último domingo, dia 24, conseguiu recuperar 4 mil quilômetros de vias ao longo de sua administração, o que dá a média de dois quilômetros recuperados por dia. Pode ser uma boa marca, mas não se tem parâmetros para avaliar esse desempenho, nem de quantos quilômetros a chuva e o desgaste destroem no mesmo período.

Um outro destaque da Prefeitura de Manaus para as realizações do atual gestor, dá conta de que a cidade recebeu a instalação de 46 mil pontos iluminados com a tecnologia LED, mais econômica e com maior rendimento no aspecto iluminação.

Sem se referir ao principal responsável pelo equilíbrio fiscal obtido pelo município, o ex-secretário da Semef, Ulisses Tapajós Neto, a comemoração do prefeito por suas realizações nestes quase seis anos à frente da prefeitura passou longe de algumas promessas de campanha, embora tenha lembrado de que construiu algumas creches na cidade.

Como se sabe, Manaus tem um dos aeroportos mais modernos do país e deveria receber um fluxo maior de turistas, tanto do Brasil quanto do exterior, se os governos municipal e estadual dessem prioridade para o segmento turístico. No entanto, o que se vê é que o Terminal Rodoviário de Manaus continua como sempre esteve, isto é, pequeno, acanhado, sem conforto para usuários e passageiros. Tal situação não se justifica mesmo que se considere aquela porta de entrada/saída de pessoas como de baixo fluxo.

O amazonense e pessoas egressas de outros estados da região e dos países limítrofes acessam a capital do Amazonas pelas vias fluviais que cortam a Amazônia e o porto da cidade, o Roadway, que já foi orgulho da cidade, continua operando a meia-boca, com boa parte da estrutura sem utilização, prejudicando usuários e, por que não afirmar, a própria cidade.

A população do interior que aqui chega tem que enfrentar o atravancado – para dizer o mínimo – porto da avenida Lourenço da Silva Braga, que já foi escadaria dos Remédios, virou Manaus Moderna e continua operando como porto de lenha, sem nem mesmo isso ter, a lenha.

Quem se der ao trabalho de visitar aquele local vai ter a triste sensação de voltar no tempo, ali pelo início do século XX, ou até antes, quando os barcos eram movidos a velas ou a vapor. Hoje, embora as lanchas “ajato” façam grande parte do transporte de passageiros pelos rios do Amazonas e as embarcações de maior calado, como barcos de recreio e mesmo navios regionais transportem a maior parte da carga e passageiros, os métodos de trabalho de carga e descarga são os mesmos da época da escadaria dos Remédios, ou quem sabe, até de bem antes: feito nas costas de homens e mulheres, alguns profissionais do ramo, outros por pura necessidade.

Se algumas lanchas “ajato” dispõem de um terminal mais moderno, onde podem ancorar para desembarque e embarque, a maior parte só consegue atracar nas balsas exploradas por terceiros e que servem de píer. Com o rio cheio, como nesta época do ano, o sacrifício de quem necessita transitar por essas balsas é menor, na seca, passageiros têm que carregar bagagens e cargas penosamente, subir escadas com mais de cinquenta degraus para chegar a via pública, enquanto carregadores profissionais – a lembrar os escravos pintados por Jean-Baptiste Debret no Rio de Janeiro imperial – transportam cargas nas costas para cima e para baixo. Ali, de moderno, só chegou o apelido da avenida que circunda a orla: Manaus Moderna.

Manaus, uma das primeiras cidades brasileiras a ter energia elétrica e cujo prefeito, até com justiça, jacta-se de ter implantado a iluminação a LED, esqueceu as promessas feitas antes de assumir a Prefeitura de Manaus, lá por 2012, e após a recuperação do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, cujo relógio está parado, tirou a área portuária de suas prioridades. Mesmo com LED, há necessidade de dar manutenção e cobrar dos terceirizados que prestam serviços à PMM que o façam com seriedade, o que não acontece: a tal Manaus Moderna está há uma semana sem luz elétrica e quem necessitar embarcar ou desembarcar depois das 18h sofre e arrisca se acidentar.

Manaus Moderna está sem luz

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Área da avenida Lourenço da Silva Braga, a Manaus Moderna, próxima ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa, está sem iluminação há cerca de uma semana, denunciam comerciantes e usuários tanto da feira quanto passageiros que utilizam aquele local como porto de embarque e desembarque de pessoas e mercadorias.

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A constatação sobre a ausência de iluminação foi feita no início da noite de sexta-feira, 22, quando o movimento diurno, normal em função da feira da Manaus Moderna, com venda de alimentos e comércio tradficional, já estava menor. No entanto, ainda havia muitas pessoas transitando por ali, assim como  veículos, em busca de embarc ações com destino ao interior do Amazonas ou mesmo de outros estados da região.

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A ausência de iluminação pública, conforme informaram usuários que preferiram não ser identificados, acontece desde terça-feira, 19, após um temporal. A situação persiste mesmo após comerciantes que trabalham na Feira Manaus Moderna terem reclamado ao administrador do local. Em época de festa em Parintins, a situação pode trazer mais prejuízos pelo aumento da demanda do local como porto de embarque.

Violência e a caça aos aliens

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aliens-pixelQuatro indicadores sobre a eficiência da segurança pública, relativos ao município de Manaus, consultados on line no site da secretaria estadual do Amazonas registram que crimes como homicídios, estupros e latrocínios estão em queda. O quarto indicador também é negativo, mas nesse caso, deveria ser positivo, pois é referente ao número armas apreendidas. Estas estatísticas, porém, não conseguem levar à população maior sensação de segurança, seja nas ruas de Manaus ou mesmo nas residências, como indicam fatos acontecidos de quinta-feira, 14, até o último domingo, 17.

Na noite de quinta-feira um passageiro armado reagiu ao assalto efetivado por pelo menos dois bandidos contra um ônibus que circulava na avenida Max Teixeira, zona Norte da cidade. O enfrentamento culminou com a morte do motorista do coletivo e o ferimento, na cabeça, de um dos assaltantes, o qual, mesmo sem respeitar os direitos humanos dos cidadãos, nem contribuir para geração de riqueza ou para a previdência, está sendo tratado como se fosse o cidadão mais importante e não o lixo que é.

No mesmo assalto, a população, que já não aguenta mais ver pessoas de bem serem mortas pelos bandidos todos os dias, tentou, em vão, evitar a remoção, pelo Samu, do bandido ferido. É possível que este mesmo sentimento de insegurança e de impunidade aos criminosos tenha levado o passageiro a reagir ao assalto. É a barbárie chegando? Talvez não, pode ser a omissão das autoridades levando as pessoas a tentar fazer justiça contra a bandidagem.

Outro fato acontecido na semana passada ilustra a insegurança na cidade. Foi o caso do homem que assassinou cruelmente o casal proprietário de uma floricultura. O assassino estava em seu terceiro dia no emprego. Roubou R$ 700 e mais três telefones, o preço de duas vidas humanas. Os casos de atentados fatais à vida humana já atingiram, de janeiro a junho deste ano, cerca de 420 vítimas.

Mesmo assim, as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública só têm registros públicos disponíveis até abril e é por ali que se obtém a informação de que, no período de janeiro a abril foram praticados 76 estupros, 262 homicídios e 17 latrocínios. Em 2017 os números foram 88 estupros, 313 homicídios e 25 latrocínios nesses quatro meses. O número que destoa é o da apreensão de armas, que em 2017 foi de 368 contra 356 no mesmo período deste ano.

No caso dos assaltos ao transporte coletivo, a informação divulgada pela mídia é de que essas ocorrências já atingiram mais de 1400 neste ano, com a média de 7 ocorrências/dia. É como se toda a frota que roda diariamente por Manaus já tivesse sido vítima de assalto.

No último domingo, pouco antes de iniciar o jogo do Brasil contra a Suíça, dez homens invadiram uma casa no bairro Cidade de Deus, zona Norte, e atiraram contra três pessoas. Para a polícia, parece ser uma briga entre gangs do narcotráfico, já que o local é considerado “zona vermelha”. O problema é que tais ocorrências não se limitam a tiroteios entre traficantes e, na maior parte das ocorrências, a vítima é o cidadão comum.

Ante tais fatos é de se perguntar em que estão sendo aplicados os recursos superiores a 10% do orçamento de segurança pública do Amazonas para o exercício de 2018, na faixa dos R$ 15,46 bilhões. As prisões têm, como sempre tiveram, carências crônicas e não recuperam quem ali é internado, a maior parte da frota de segurança até foi renovada, mas é comum se ver câmera e refletor desses veículos voltados para o céu, em busca de aliens, ou para o chão, caçando vermes, talvez.

Infelizmente, a ausência de um serviço mais efetivo na segurança pública dá oportunidade para que a população, cansada da insegurança e de viver sob temor de ser assaltada a qualquer momento e em qualquer lugar, comece a apelar, também, para a violência e tentar acabar com a bandidagem com o linchamento de quem é flagrado, embora esse caminho não leve à solução do problema.

Tecnologia para o bem

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Até o último mês de 1967, os cirurgiões já realizavam transplantes de órgãos como rins e fígados em seres humanos, assim como dos ossos do ouvido, mas se alguém falasse em realizar um transplante de coração a coisa mudava de figura. Até então, mexer no coração era coisa que ficava a cargo do amor e do divino, pois esse órgão era associado à sede da alma e aos sentimentos.

A ciência, a tecnologia para a criar o fígado a ser implantado em uma pessoa virá das técnicas relacionadas à quarta revolução industrial, também conhecida como Indústria 4.0

Foi então que, no dia 3 de dezembro daquele ano, o cirurgião sul-africano Christiaan Barnard, aos 44 anos, realizou esse feito memorável em uma intervenção que ocupou por cinco horas sua equipe de 20 cirurgiões. A operação foi bem sucedida, mas o paciente, Louis Waskansky, 53 anos, morreu 18 dias depois, vitimado por infecção pulmonar decorrente de deficiência imunológica relacionada à rejeição do órgão transplantado.

Pois é, o que era tabu e coisa só encontrada na ficção científica se tornou realidade no final dos anos 1960 e, desde então, a humanidade tem aperfeiçoado a ciência e a medicina e o ser humano ganhou maior longevidade graças a esses e muitos outros avanços da ciência. Mesmo assim pergunto: você já imaginou fazer um transplante de fígado de origem não humana e, ainda mais incrível, nem de procedência do reino animal? Não faria? Bem, a novidade está a caminho.

A ciência, a tecnologia para a criar o fígado a ser implantado em uma pessoa virá das técnicas relacionadas à quarta revolução industrial, também conhecida como Indústria 4.0, e tem data marcada para acontecer, ou, pelo menos, um prazo dentro do qual deve ocorrer: 2025,

A quarta revolução industrial envolve áreas e integra sequenciamento genético, nanotecnologia, assim como energia renovável e computação quântica, entre outras áreas da ciência e da técnica. O aprimoramento dessas tecnologias está em andamento e já há estudos  pelos quais cientistas reescrevem o genoma de suínos com a finalidade de que os porcos tenham órgãos adequados ao transplante humano.

Mas o seu fígado, do qual falei anteriormente, não virá de um porco cujo genoma foi reescrito, ele será construído por meio de uma impressão 3D. Essa façanha é uma das 21 inscritas como pontos de inflexão e que devem acontecer até 2025, fruto das discussões travadas no âmbito do WEF, a sigla em inglês para o Fórum Econômico Mundial e registradas na edição de 2016.

Para quem gosta de moda e mesmo para quem não gosta, mas é obrigado a andar vestido para cumprir as normas sociais, também tem novidades listadas. Por exemplo, em 2025, cerca de 10% das pessoas já terão acesso a roupas conectadas à internet. Para melhorar ainda mais a vida, cerca de 90% das pessoas também poderão armazenar seus dados sem nenhum custo direto, empresas de publicidade bancarão a conta. Inclua-se entre as modernidades outros 10% de pessoas usando óculos de leitura conectados à internet. Livros? Só online, ao que parece.

A presença no mundo virtual deve atingir 80% das pessoas e um smartphone implantável deverá estar disponível comercialmente, enquanto 90% da população já terá acesso a esse meio de comunicação. Aliás, um celular ainda é só um meio de comunicação? “O meio é a mensagem”, já preconizava McLuhan.

Entre os pontos de inflexão com prazo para acontecer até 2025 e que constam do livro “A Quarta Revolução Industrial, de Klaus Schwab, está listada a produção do primeiro carro impresso em 3D, além disso, nos Estados Unidos, os carros autônomos, que circularão sem motoristas, vão compor cerca de 10% da frota daquele país.

O mundo pode melhorar e o caminho é a educação, o incentivo ao estudo, mesmo assim têm Trump e Kim Jong Un que podem detonar o planeta com um simples apertar de botões, fruto da tecnologia para fins catastróficos.

Omissão e irresponsabilidade

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A população de Manaus parece que se cansou de sofrer pagando passagens em ônibus velhos que não atendem a contento seus usuários e, nesta segunda-feira, quando o movimento paredista dos rodoviários completava uma semana em greve, usuários do transporte público coletivo urbano apelaram para a violência e depredaram, incendiaram e não faltou infiltrados, disfarçados de passageiros, que saquearam os coletivos danificados.

O prefeito, que tem falado muito sobre resolver a situação, pouco faz de concreto em favor de um transporte público mais digno para Manaus

A senha para iniciar a depredação, além da insatisfação acumulada em uma semana de péssimo serviços dos coletivos, por que normalmente já é ruim, foi o abandono de passageiros que já tinham pago a passagem e foram expulsos dos veículos no terminal 4, zona Leste, sem opções de chegar a seus destinos.

O movimento ilegal dos rodoviários, que volta e meia e por qualquer motivo paralisam o transporte público na cidade, já vinha sendo objeto de punição por parte da justiça que especificou altas multas para sindicatos e motoristas que parassem seus veículos, essas penalidades não tiveram o poder de reduzir o ímpeto do movimento. Pois, conforme informaram as empresas, estas teriam colocado cerca de 850 ônibus nas ruas de Manaus no início da manhã.

Essa frota de 844 carros corresponderia a pouco mais de 56% da frota operante cadastrada pela Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU), que totaliza 1.507 veículos. O problema é que os coletivos saíram da garagem e pararam nos corredores viários ou terminais, deixando os usuários sem transporte.

A questão é antiga e do conhecimento das autoridades, assim como da administração das empresas e sindicato dos rodoviários. Enquanto estes alegam lutar por um reajuste de salário e manutenção de algumas conquistas, a população virou refém da irresponsabilidade dos sindicalistas e até de vereador ligado ao movimento e filiado ao PCdoB, que diz apoiar a causa e, por tabela, a baderna na qual se transformou a cidade, e principalmente a zona Leste na última segunda-feira, dia 4.

O prefeito, que tem falado muito sobre resolver a situação, pouco faz de concreto em favor de um transporte público mais digno para Manaus, sendo assim, conivente com a situação que levou usuários a depredar veículos.

Manaus, com certeza, não é a quarta capital em população no Brasil, no entanto tem a quarta tarifa mais cara do país, e, se for montado um ranking para avaliar e classificar o serviço de transporte coletivo, bem como o estado da frota, se não tomar nota zero vai ficar bem próxima disso, assim como as autoridades que não usam suas prerrogativas e autoridade para solucionar de vez o problema.

Pior do que a omissão das autoridades é presenciar, como ocorreu na manhã de ontem, na zona Leste, profissionais do transporte coletivo em choque, com medo de retomar seu trabalho em função da violência desencadeada pelos usuários e outros aproveitadores e provocadores. Aliás, não se deve descartar a possibilidade de um viés político na violência contra os veículos, pois não faltaram partidários do “quanto pior, melhor” para suas pretensões escusas, de vez que teve gente gritando “Fora Arthur”, mas também “Fora Temer”, assim como aqueles que disseram que a culpa disso tudo foi tirar a presidenta do Planalto. Me engana, que eu gosto.

Quem saiu ganhando foram os moto-taxistas e o pessoal do transporte alternativo, estes autorizados a alongar seus itinerários até o Centro. Mas como nem tudo é perfeito, resta saber se vão receber o produto de seu trabalho, de vez que as cooperativas vivem a reclamar do atraso nos repasses que devem ser efetivados pelo Sinetram.

Na briga do mar com o rochedo, a vítima é sempre o caranguejo, mas por aqui a população substituiu o caranguejo.

Opções erradas

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Um efeito sombra, se pode ser chamado assim, se abateu sobre Manaus na noite de quinta-feira e levou ao quase pânico proprietários de veículos durante toda a sexta-feira, 25 de maio, com boatos sobre quebra de estoque de combustíveis, principalmente de gasolina e etanol em toda a cidade. O resultado, alimentado pela mídia local, foi uma corrida aos postos de gasolina que culminou com cerca de 70% desses estabelecimentos distribuidores de combustíveis fechados, por volta das 14h, em virtude de estarem com seus reservatórios vazios.

O movimento paredista e de bloqueio de rodovias pelo país afora desencadeado pelos caminhoneiros chegou a Manaus pela via ilegal, assim como o próprio movimento, de bloquear o acesso à refinaria Isaac Sabbá ao longo da sexta-feira e, com isso, impedir a livre distribuição e venda de combustível na capital do Amazonas.

O movimento ilegal dos caminhoneiros foi organizado, conforme seus participantes, pelo aplicativo WhatsApp e esta iniciativa – de usar o aplicativo – deu origem a boatos que “bombaram” nas redes sociais e nos grupos do próprio aplicativo, por mais absurdos que fossem, como o foi a própria corrida aos postos pela cidade.

O que explica aquela corrida aos postos se no sábado, pela manhã, a maioria desses distribuidores estava comercializando combustíveis normalmente? A força da mídia, seja ela nas redes sociais ou nos meios tradicionais como rádio, TVs e jornais, além da própria internet em seus sites noticiosos. Como já registravam os estudiosas da sociologia da comunicação e das mídias, essas práticas seriam as “profecias comunicacionais” que ganharam maior impacto no final do século 20, com a internet e mesmo com setores econômicos que utilizam as novas tecnologias.

Sudeste, Sul e demais regiões brasileiras, assim como parte da região Norte conectada por rodovias, estão até esta segunda-feira, 28, enfrentando dificuldades dada a dependência do país, que tem nas rodovias mais de 60% do modal de circulação de cargas. O perfil de Manaus diverge da maioria das cidades brasileiras por ter uma refinaria instalada. Além disso, a entrada e saída de mercadorias para abastecimento ou distribuição do que aqui é produzido, depende de uma logística diferenciada que tem nos rios uma boa parte das rotas de escoamento, mesmo com o pouco caso das autoridades em relação às hidrovias.

De acordo com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), a participação no escoamento de cargas pelas rodovias, no Brasil, atinge o volume de 65%; as ferrovias respondem por 15% e a cabotagem, em conjunto com as hidrovias, respondem por 16% do fluxo de cargas no país, cabendo ao transporte aéreo um residual de 0,2%. Dutovias respondem por 4%.

A opção pelas rodovias no país vem lá de meados do século XX, nos tempos de JK, com aquela política de fazer “50 anos em 5”. De lá para cá pouco se investiu em ferrovias e os números atuais continuam a fomentar essa preferência maléfica do país pelas rodovias, a quais receberam R$ 1,9 bilhão em investimentos – e nem por isso têm boa qualidade –, enquanto as ferrovias tiveram R$ 120 milhões.

Se o movimento dos caminhoneiros começou com a bandeira da reivindicação no corte no preço do óleo diesel, o que pode até ser entendido, pois a própria população sofre com a alta exacerbada no preço da gasolina também, se abre aí uma outra modalidade de debate que envolve a natureza da Petrobras como estatal, fato que, devido a seu monopólio na maioria das operações vinculadas à exploração de petróleo, tira a possibilidade de concorrência neste mercado, enquanto os varejistas, e por esse substantivo entenda-se os postos, são acusados da prática de cartel e não só em Manaus. Isto sem falar da enorme carga tributária incidente sobre os combustíveis, onde os grandes favorecidos são os estados, via arrecadação do Imposto so bre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Por fim cabe um registro acerca da malha aérea nacional, quando se sabe que Brasília concentra pelo menos 40% das conexões dos voos no país. Quer dizer, se o pessoal ligado a navegação aérea em Brasília resolver seguir a rota dos caminhoneiros, além da anunciada greve de petroleiros a partir de quarta-feira, dia 30, não vai faltar nada para o Brasil parar.

Voo de galinha no radar

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Dois indicadores listados pelo Banco Central na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 21, chamam a atenção para a freada da atividade econômica que já está se aproximando neste ano. O primeiro é a sinalização dos agentes econômicos quanto ao crescimento dos preços administrados e o segundo é a indicação de queda na geração de riqueza no país.

Com o realinhamento de seus preços ao mercado externo, a companhia assegurou lucro de quase a R$ 7 bilhões no primeiro trimestre deste ano

No que diz respeito aos preços administrados, cuja estimativa subiu de uma semana para outra de 5,20% para 5,40%, sem contar que há três semanas esse patamar era bem inferior e estava situado em 5%, reflete, entre outros fatores, a política de preço dos combustíveis praticada pela Petrobras. Com o realinhamento de seus preços ao mercado externo, a companhia assegurou lucro de quase a R$ 7 bilhões no primeiro trimestre deste exercício, enquanto quem paga a conta, como caminhoneiros, anda fazendo protesto, mas o petróleo é nosso.

Se a Petrobras, desta vez, parece ter encontrado o caminho para o bom desempenho empresarial, mesmo que seja na rota do bolso do usuário de seus produtos, a sinalização quanto à geração de riqueza no Brasil, também conforme a pesquisa do Banco Central, voltou a cair pela terceira semana, quando estava em 2,75% e, na semana passada, chegou a indicar que produto interno bruto (PIB) do país deve crescer 2,50% neste ano.

Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Monitor do PIB relativo a março também não traz boas notícias ao constatar que os números apurados pela FGV são divergentes quanto ao desempenho da economia no primeiro trimestre de 2018, pois a taxa do trimestre é de crescimento de 0,3% com tendência de alta, já a taxa trimestral no comparativo interanual, apesar de ser positiva em 0,9%, apresenta trajetória de queda.

Os analistas da FGV sinalizam algum otimismo quanto ao desempenho da atividade econômica quando registram que esse desempenho dá continuação à inversão da trajetória de queda observada até o último trimestre de 2017, no entanto, acender duas velas em ano de eleição presidencial também vale para esses técnicos. Eles explicam que a agropecuária, a mascote do desempenho no ano passado, fechou o mês de março acumulando retração de 5,2% no acumulado dos três meses iniciais de 2018.

Embalada por fatores externos e internos, a indústria também apresenta baixas. Conforme o Monitor da FGV, a indústria de extração mineral teve retração de -1,6% e a construção de 2,5%. Entre os segmentos mais representativos, o setor e serviços só teve um segmento com retração, o de informação, com baixa de -3,3%.

Enquanto isso, a Bolsa de Valores – B3 – teve uma sessão volátil na segunda-feira, 21, tendo subido até 0,96%, mas no meio da tarde estava em queda de -1,68%, assim, não acompanhou suas congêneres no exterior e foi puxada pela queda de ações como a da Vale e dos bancos, o que não impede de que tal desempenho também tenha a ver com a atração exercida pelos juros mais altos no Estados Unidos.

Em ano de Copa do Mundo, o esporte nacional não parece estar empolgando os brasileiros que continuam a correr atrás de emprego sem que este apareça, enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) continua a identificar imenso contingente de brasileiros em idade produtiva que não estudam e nem trabalham. Na última PNAD Contínua divulgada na sexta-feira, 18, essa massa era de 11,2 milhões de pessoas, em números de 2017, maior do que o contingente encontrado em 2016. É o Brasil perdendo a oportunidade de crescer e melhorar a renda da população por falta de políticas públicas sérias.

Candidatos “desbravadores” em Manaus

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Até a semana passada, pelo menos sete pré-candidatos à Presidência da República às eleições de outubro deste ano visitaram Manaus e alguns até conseguiram arrebanhar boa quantidade de interlocutores entre a sociedade local para apresentar suas propostas e ganhar o eleitorado já a partir de agora, mesmo que a campanha propriamente dita ainda não esteja a toda força.

Neste ano, porém, o calendário eleitoral parece já ter nascido letra morta e as condições para fazer cumpri-lo, conforme as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não se concretizam e o resultado é que até político presidiário se candidata à Presidência da República, enquanto seus simpatizantes fazem trocadilho com sua condição a fim de, nessa era pós-verdade cheia de mentiras e fake news, enganar o eleitor incauto, tratando como presidiário político.

Na mesma linha do vale-tudo, Manaus foi palco de uma prática inaugurada, ao que parece, lá pela terra natal do deputado federal Alfredo Nascimento (PR): a de fazer protesto a favor de presidiários que cumprem pena longe de seu pedaço. Se a moda pega, vai faltar tornozeleiras eletrônicas, além de cadeias para esses apologistas do crime.

Mas voltemos aos pré-candidatos que visitam o Amazonas em busca de capital eleitoral (esclarecendo: votos e não outra coisa). É interessante a reação de quem vem à Amazônia e se encanta com a floresta a ponto de inventar (ou seria “criar”?) narrativa transmutando pessoas em heróis, como o fez a pré-candidata do PCdoB que, ao se  despedir e agradecer à sua correligionária e senadora pelo Amazonas que a trouxe a Manaus, afirmou que a senadora “desbravou o Amazonas”. Como diria o caboco de antigamente: “Olha já!” e os de hoje simplesmente complementam com um sonoro “é mermo!”

Se pré-candidatos vêm vender seu peixe por aqui, os políticos com cargo no Congresso Nacional parecem estar sentindo o problema que o cidadão comum já sente há algumas eleições: a falta de opções de candidatos comprometidos com mudanças – e por isso agregadores de votos – mas que sejam flexíveis em troca de apoio político, como se pôde observar nas recentes visitas de Rodrigo Maia (DEM) e Flavio Rocha (PRB).

Não só um ou dois políticos locais estiveram em eventos dos dois candidatos, e não me refiro ao prefeito de Manaus, mas até a político do PRB, com assento na Câmara Federal, que mostrou a cara para prestigiar evento do candidato rival, no caso, o candidato do DEM, Rodrigo Maia.  Vai por aí a grande capacidade de diálogo e entendimento do político ou é aquela célebre situação de acender uma vela a Deus e outra ao capeta?

Por falar em Rodrigo Maia é bom registrar o que parece ser uma posição muito favorável ao Amazonas ao concordar com a pavimentação da rodovia BR-319, que um dia ligou o Amazonas ao restante do país. Ao contrário de outra pré-candidata – ou nem tanto? – Marina Silva (Rede) que quando ministra do Meio Ambiente fez um esforço tão grande para preservar a Amazônia que manteve a BR-319 intransitável, embora, lá pelo seu estado natal, o Acre, se tenha rodovias ligando-o inclusive à Bolívia e as perdas de floresta sejam bem mais visíveis.

Rodrigo Maia, porém, ao contrário de Flavio Rocha que buscou para suas empresas a zona franca do Paraguai, prefere que se façam investimentos na Zona Franca de Manaus (ZFM) com o objetivo de modernizá-la e também de ampliá-la. Se por ampliar se entender avalizar projetos que estendam benefícios fiscais onde eles podem fazer a diferença, nada contra, agora se for para aumentar subsídios com recursos do contribuinte para ampliar também a desigualdade entre as regiões brasileiras, como projetos em trâmite no Congresso Nacional propõem, aí é melhor reavaliar as propostas de Maia.

Mas enquanto Flavio Rocha se preocupa em proteger indígenas, os quais, conforme o candidato, estão sendo expulsos de suas terras, Maia prefere fazer um alerta ao Brasil: Se as reformas necessárias não forem implementadas, daqui uns dias os investimentos públicos priorizarão a educação ou a saúde, não mais as duas.

Bem, do jeito que ambas estão, parece que não se investe em nenhuma já faz um bom tempo.

Subsídios para os mais ricos, só para variar

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A arenga daqueles que criticam o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) por, nessa visão distorcida, acarretar despesas para a União sem que apareçam os retornos, resultado da política de incentivos fiscais devidamente previsto na Constituição Federal, começa a perder força com estudos que o Ministério da Fazendo vem publicando ultimamente.

Referimo-nos ao Orçamento de Subsídios da União (OSU), que, em sua segunda edição, com a inclusão de dados do exercício de 2017, demonstra sem nenhuma dúvida, para onde são carreados cerca de 50% dos subsídios concedidos pela Federação entre as cinco grandes regiões.

Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, os quais compõem a região mais rica do Brasil, a Sudeste, foram beneficiados, no exercício de 2017, com o valor de 134,4 bilhões de reais em subsídios caracterizados como Gastos Tributários da União (GT). Esse montante equivale a exatos 49,7% do total de 270,4 bilhões de reais, valor que inclui, também, por serem da mesma natureza, os incentivos da ZFM. Mas, como se vê, a parte do leão – ou da qual o Leão abdica – fica com os estados mais ricos.

A publicação do Ministério da Fazenda atribui essa grande participação da região Sudeste no GT ao fato, conforme o estudo, de ser nessa região que está a maior parte dos domicílios de quem aderiu ao Simples Nacional. Pode até ser, mas aí também deve pesar a força política dos representantes destes estados, entre outros fatores.  O Simples, no exercício de 2017, disponibilizou subsídios de pouco mais de 75 bilhões de reais, ou mais de três vezes aqueles auferidos pela ZFM.

No balanço da distribuição regional dos Gastos Tributários da União, a Região Sul ficou 2º lugar, com o montante de 40,1 bilhões de reais, correspondente a 14,8% do total; em 3º lugar vem a Região Nordeste, com 36,5 bilhões de reais e participação de 13,5%. Em seguida, na quarta posição, a Região Centro-Oeste, com 30 bilhões, equivalente a 11,1% e, na lanterna, na 5ª e última colocação ficou a Região Norte, com 29,5 bilhões e participação de 10,9% no GT.

Entre os principais programas abrangidos pelos Gastos Tributários da União, o Simples Nacional é o que absorve maior volume de recursos. Em 2017 atingiu 75,57 bilhões de reais. Em seguida vem os gastos com Rendimentos Isentos e Não Tributáveis – IRPF, com 28,04 bilhões de reais. Aqui cabe uma observação: rendimentos provenientes de lucros e dividendos não são tributados no IRPF, já aqueles oriundos do trabalho podem atingir até a alíquota de 27,5% de tributação.

O terceiro maior gasto do GT, com Agricultura e Agroindústria – Desoneração da Cesta Básica, foi de 23,84 bilhões, enquanto a Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio, no exercício de 2017, ficou com 21,63 bilhões de reais. Com valor pouco menor que o da ZFM, as isenções às entidades sem fins lucrativos, no mesmo período, foram de 21,20 bilhões de reais.

As Deduções de Rendimentos Tributáveis – IRPF, com 17,54 bilhões de reais, vêm na 6ª posição, e é oportuno registrar que os limites esses valores, à exceção de despesas médicas que não têm limite, há um bom tempo não são corrigidos, o que leva o brasileiro que ganha a fortuna de R$ 2.827,00, por mês, a pagar Imposto de Renda a partir da alíquota de 7,5%. As alíquotas também estão defasadas e quem ganha com isso é a arrecadação federal.

Apenas para ilustrar, embora não figure entre os dez maiores segmentos favorecidos com GT, o setor automotivo usufruiu de subsídios no montante de 5,22 bilhões de reais em 2017, isto, apesar de ser uma indústria amadurecida e que, a cada ano, necessita de menor contingente de trabalhadores em suas plantas, construídas para utilizar os recursos da automação em sua linha de montagem.

Os gastos totais da União com subsídios, incluindo GT, além dos financeiros e creditícios, atingiram o montante 354,8 bilhões de reais no exercício de 2017. Nesse universo de recursos, o valor “dispendido” com a ZFM representa 6,09%, sem se falar nos tributos gerados nas três esferas administrativas, consequência direta ou indireta da atividade da Zona Franca de Manaus.