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A campanha eleitoral de Jair Bolsonaro (PSL) traz novas rotas para se fazer política e principalmente, campanhas eleitorais. Essa nova rota deixou meios como rádio, TV, andanças pelas ruas e carreatas muito para trás, quando se trata da busca pelo voto dos eleitores. Sem falar na necessidade de um grande partido político, ou vários de menor tamanho, dando suporte à campanha e estrutura política ao candidato.

Campanhas eleitorais que eram feitas com somas milionárias, contratação de marqueteiros a peso de ouro e aplicação massiva de propaganda nas ruas, TV, rádio e meios impressos são práticas que ficaram no limbo e quem se apegou a elas colheu o preço da derrota nas urnas.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, gastou menos de 1,8 milhões de reais para conseguir a adesão de quase 58 milhões de brasileiros à sua candidatura. É um marco na história das campanhas eleitorais do Brasil. Do outro lado, conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Haddad teve despesas superiores a 34 milhões de reais com a “companheirada” que o apoiou.

Mas nem só de boas notícias vivem as campanhas eleitorais, tanto para os candidatos, quanto para eleitores.

Não foram poucas as amizades desfeitas, algumas vindas da infância, que se acabaram, foram postas de lado, foram literalmente deletadas com um clique no botão para desfazer amizades em redes sociais.

Se amigos, por razões políticas, desfizeram amizade de longas datas, os familiares também se prejudicaram em suas relações por motivos políticos. A mesma coisa parece estar acontecendo no meio político nesse momento em que o Brasil necessita de união entre todos os brasileiros, mas que parece ser coisa ignorada, principalmente por quem perdeu a eleição.

Tal assertiva é fundamentada, por exemplo, na atitude do ex-presidenciável petista, derrotado pelas urnas nas eleições de 2018. Fernando Haddad, ao falar na noite de domingo a seus apoiadores, foi claro ao dizer que os democratas o acompanhariam, que todos deveriam estar vigilantes, que a nação brasileira tem que ser resgatada e coisas do gênero.

Como dizem analistas políticos, o PT parece não ter aprendido nada, com tudo que aconteceu nos últimos anos em que este partido governou o Brasil.

O petista, ao dizer que o PT vai fazer resistência ao governo eleito pelo poder do voto dos brasileiros, ao questionar a prisão do líder maior do PT, que se encontra em uma cela na Polícia Federal de Curitiba, mostra que não há respeito nem pela justiça e muito menos pela democracia por parte de seu partido.

É esse tipo de atitude, esse tipo de apego ao passado, às coisas erradas, desonestas que foram feitas em nome da preservação do poder pelo partido do presidiário que fizeram Fernando Haddad perder as eleições para Bolsonaro, como bem afirmou o senador eleito Cid Gomes.

Não vai longe a constatação de que Bolsonaro não é, de nenhum modo, o candidato ideal para o Brasil, no entanto, o antipetismo, como todos sabem, é que deu fôlego, impulso às adesões ao candidato do PSL, o capitão da reserva Jair Bolsonaro, levando-o à Presidência da República a partir do dia 1º de janeiro de 2019.

Ao candidato e partido derrotados caberiam o gesto de boa vontade, aquele mesmo apregoado durante a campanha, de que governaria com a visão de fazer o que for bom, melhor para o país. Isso poderia ter começado ainda na noite de domingo, com um simples telefonema ao presidente eleito, se não para parabenizá-lo, pelo menos para lhe desejar sorte, algo que qualquer eleito para o cargo vai precisar, e muito. Porém os espíritos continuam armados, mesmo após a campanha e o fim da eleição.

Boa sorte ao presidente Bolsonaro.

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