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A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o desempenho do produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, divulgada na sexta-feira, 31, informa que houve crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O estudo enfatiza que este é o sexto resultado positivo em sequência, o que sinaliza a recuperação da economia – embora lenta e gradual.

No entanto, no mesmo período, o desempenho da indústria caiu 0,6%, enquanto a agropecuária permaneceu estável e o setor de serviços cresceu 0,3%. O tombo maior identificado pelo IBGE foi a baixa de 1,8% na formação bruta de capital fixo (FBCF) – investimentos produtivos, grosso modo.

A análise mais positiva, conforme o estudo, é a que avalia os resultados da economia relacionando o acumulado de quatro trimestres comparados ao mesmo período do ano anterior. Os números aí registrados indicam que o PIB brasileiro cresceu 1,4%. O segmento agropecuário teve desempenho positivo de 2% e a indústria de 1,4%, mesmo patamar do setor de serviços. Os investimentos (FBCF) cresceram 2,6%.

O valor atingido pelo PIB é de um trilhão, 693 bilhões de reais, dos quais 1,45 trilhão de reais correspondem a valor agregado, além de 242,9 bilhões de reais em impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

A boa notícia nesse estudo é a expansão da taxa de investimento, a qual, informa o IBGE, atingiu 16% do PIB, que ficou acima da observado no mesmo período de 2017, que fora de 15,3%. Por outro lado, também um desempenho melhor da taxa de poupança, que ficou em 16,4% no segundo trimestre de 2018, enquanto no mesmo período de 2017 ficara em 15,7%.

Embora o IBGE informe desempenho positivo do PIB, a pesquisa semanal Focus, fechada no dia 31, sexta feira, indica que o mercado tem expectativa descendente quanto a este indicador no decorrer do presente exercício. Por ali, há quatro semanas, a visão era de que o PIB cresceria 1,5% em 2018, mas na última semana essa estimativa já caíra para 1,44%. Isto é, manteve a indicação da semana anterior.

A taxa de câmbio que, como se sabe, fechou o mês de agosto acima dos 4 reais, mantém expectativa de valorização da moeda norte-americana em relação ao real. Há quatro semanas, o dólar estava cotado em R$ 3,70, subiu para R$ 3,75 e fechou a pesquisa em R$ 3,80. As incertezas políticas e econômicas no país, assim como crises no exterior (Turquia, entre outros), contribuem para depreciação do real ante ao dólar.

Conforme a pesquisa Focus, os preços administrados, na visão do mercado, mantêm tendências de alta tanto em 2018 quanto para o exercício de 2019. Neste ano deve fechar em 7,2%, e no próximo, em 4,77%. Neste último caso, houve uma variação para baixo, passando de 4,80% para patamar atual.

Pelo estudo do Banco Central, outro indicador mantém curva descendente: a produção industrial, que caiu de 2,85% para 2,43% nas últimas quatro semanas, quando cenário é o desempenho em 2018. Para o próximo ano, esse indicador cai de 3%, para fechar 2019 em 2,89%.

Enquanto o país patina e a economia não se firma, os políticos continuam em campanha e, para variar, fazendo promessas e mais promessas, como foi o caso, nesta segunda-feira, quando até a BR-319 foi elevada a categoria de prioridade – e é – mas não do governo estadual, que tem muitas outras mais com as quais se preocupar e solucionar