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A concentração da riqueza pelo planeta afora continua a se expandir, informa a Oxfam, que lista em um relatório as oito maiores fortunas do mundo e faz uma comparação chocante ao declarar que 1% dos bilionários tem mais grana que o restante dos habitantes da Terra, isto é, os 99% de lascados das periferias.

A organização humanitária também demonstra, com dados obtidos da revista Forbes, que a soma do patrimônio de apenas oito bilionários é igual ao da metade mais pobre da população da Terra. A soma do patrimônio desses oito, literalmente, afortunados totaliza 426 bilhões de dólares.

Entre os oito afortunados listados pela Forbes, o “lanterna”, no oitavo lugar, é Michael Bloomberg, que acumula, com suas empresas de mídia, 40 bilhões de dólares

Entre esses oito personagens, outro fato chama a atenção. O primeiro colocado da lista é, ainda, o fundador da Microsoft, Bill Gates, que tem fortuna avaliada em 75 bilhões de dólares. Além de Gates, outros três bilionários também obtiveram sua riqueza no ramo das novas tecnologias envolvendo informática.

Ocupando o 5º lugar entre os oito mais ricos do mundo vem Jeff Bezos – Amazon – com 45.2 bilhões de dólares, em seguida está Mark Zuckerberg, – Facebook – com 44.6 bilhões de dólares e o 7º lugar fica para Larry Ellisson – Oracle – com 43.6 bilhões de dólares. O patrimônio desses quatro bilionários soma 208 bilhões de dólares.

Entre os oito afortunados listados pela Forbes, o “lanterna”, no oitavo lugar, é Michael Bloomberg, que acumula, com suas empresas de mídia, 40 bilhões de dólares. Para se ter ideia da montanha de dinheiro de Bloomberg, ela é um pouco menor do que as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) faturaram em 2011, US$ 41.09 bilhões. Desde então, o faturamento do PIM tem sido menor que o patrimônio de Bloomberg com a agravante de que, até novembro de 2016, a indústria incentivada não faturara nem a metade daquele valor.

Com cerca da metade das fortunas dos oito eleitos pela Forbes (49%), esses quatro são fundadores de empresas ligadas ao ramo da informática, que já estão na dianteira das tecnologias dominantes no planeta e devem se manter aí, além de ocupar mais espaço no futuro, como bem prenunciam as tecnologias de digitalização utilizadas pelas indústrias de ponta e conhecidas, em seu conjunto, com Indústria 4.0.

Esse segmento da indústria trabalha com o objetivo de ganhar mais produtividade e também inaugurar novos modelos de negócios, alguns dos quais já implementados, como a utilização de robôs em linhas de produção e o que é mais importantes, máquinas que utilizam inteligência artificial e, assim, podem aprender e evitar erros.

A comunicação entre eletrodomésticos como TV e geladeira, por exemplo, também conhecida como internet das coisas, é outra dessas frentes de novos negócios que, além de obter produtividade e dar maior comodidade aos usuários de bens finais, deve estar fazendo outras fortunas pelo mundo e, com toda certeza, não no lado mais pobre, onde estão os países periféricos que contam como atrativo o baixo valor de sua mão de obra.

O fosso entre os mais ricos e mais pobres, desta forma, tende a se alargar daqui para frente, principalmente porque do lado dos países pobres ou emergentes o esforço para dominar essas tecnologias vai depender de acordos com aqueles que as detêm: os países ricos.

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