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O verão amazônico está chegando, com dias mais ensolarados, céu azul e, para variar, um pouco mais de calor, porém, nada que um refrescante banho de igarapé, ou no rio Negro, não resolva. O problema é que nem sempre, ou pelo menos nos dias de semana, não dá para tomar um banho nessas águas que refrigeram o corpo, ou ver a paisagem que faz bem aos olhos, pois é necessário trabalhar.

A boa notícia é que, com menos chuvas, quem sabe o município intensifica o serviço de recapeamento asfáltico pela cidade

Se o calor aumenta, isso vai refletir no consumo de energia, com organizações, indústria e residências ampliando a demanda por esse insumo e é aí que a vaca vai para o brejo, como se dizia antigamente, mas como até os brejos secaram ou foram aterrados em Manaus, fica difícil achar para onde a vaca pode ir…

Já o consumidor e as empresas começam a sentir com maior frequência a falta de energia, como aconteceu no domingo, dia 26, quando a zona Norte ficou parcialmente sem energia e as pessoas tiveram que encarar o calorão manauense sem ventilador ou ar condicionado. Isso, mesmo após conexão do Amazonas ao sistema nacional. Vai ver que anda dando curto-circuito direto. No entanto, essas falhas no fornecimento de energia nada têm de atípico por aqui.

A novidade parece ser o fato de ter iniciado bem mais cedo neste ano. Se em junho, quando as chuvas começam a escassear ou ficar menos frequentes, a concessionária já não consegue equiparar a oferta com a demanda, é de se esperar, infelizmente, que lá pelo mês de agosto o fornecimento esteja bem pior, complicando a vida de empresas e pessoas.

A boa notícia é que, com menos chuvas, quem sabe o município intensifica o serviço de recapeamento asfáltico pela cidade, pois se no Centro, uma prioridade declarada do atual prefeito, as ruas estão bem conservadas e o visual mudou completamente ante o que se tinha há quatro anos, os bairros manauenses estão necessitados de urgente operação tapa-buracos e eliminação de mondrongos.

Mesma nas vias principais, como a avenida Arquiteto José Henrique Bento Rodrigues, no bairro Nova Cidade, zona Norte, a incidência de buracos e mondrongos coloca em risco quem por ali transita, à noite a coisa é bem pior. Essa via, porém, é apenas um exemplo dos vários que poderão ser levantados pela Prefeitura de Manaus aonde os riscos para o trânsito e para a vida das pessoas está presente.

Se a falta de energia faz parar quem está empregado e os mondrongos e buracos findam por reduzir a velocidade do trânsito e retardar a chegada das pessoas ao seu destino, pior está quem não tem trabalho e o desemprego continua a aumentar por aqui.

Conforme dados levantados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o desemprego continua a detonar postos de trabalho no Amazonas. Em maio foram 924 os postos exterminados, principalmente no segmento de serviços e na indústria. Esse número pode parecer baixo, mas nos primeiros cinco meses do ano já foram extintos 14.234 postos e, nos últimos 12 meses, o extermínio de postos de trabalho já atinge 39.577, informa o Caged.

Pois é, com todo esse contingente de emprego formal extinto no Amazonas, a falta de energia, o calor, os mondrongos e os buracos pelas ruas da cidade não vão facilitar a vida de quem está empregado. No mais, é chegar na hora e não reclamar do calor, afinal, o exército de reserva – desempregados – está grande.

Texto produzido em 27/06/2016

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 07/07/2016

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