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A participação de Manaus na Rio 2016, ou seja, nos Jogos da XXXI Olimpíada da era moderna, deve dar bom resultado para os organizadores, para quem conseguiu se estabelecer comercialmente na Arena da Amazônia e deixar alguma saudade para os espectadores que foram ou irão, nesta terça-feira, à Arena da Amazônia, assistir aos jogos de futebol feminino da seleção brasileira contra a África do Sul, e da Colômbia, que deve enfrentar os atletas dos Estados Unidos.

Bom mesmo, porém, é ouvir a atacante da seleção brasileira, Beatriz, dizer que durante os dias que vai passar na cidade quer aproveitar todas as belezas que puder encontrar

Mas se os estabelecimentos comerciais da Arena da Amazônia podem comemorar, já que os seis jogos praticamente têm garantia de casa cheia, e o desta terça-feira, 9, entre Brasil x África do Sul deve lotar o estádio, o mesmo não se pode dizer em relação aos torcedores que prestigiam os jogos.

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A insatisfação de quem comparece aos jogos começa quando há necessidade de adquirir comida ou bebida no estádio. O serviço é demorado, os produtos são caros, além das filas quilométricas para conseguir comprar alguma coisa por lá.

Porém se os jogos da Rio 2016 trouxeram alguns transtornos para a cidade, como os tais pontos facultativos nos dias de realização dos eventos, ou o desvio do trânsito nas imediações da Arena da Amazônia, além de contratempo e burocracia para quem mora nas imediações, por outro lado, dá prazer ouvir visitantes reconhecerem as belezas da cidade e do Amazonas, mesmo que, em determinado momento, jornalistas da Rede Globo tenham transferido o município de Parintins para o estado vizinho, o Pará, como aconteceu na edição do Fantástico, do último domingo.

Aliás, por falar em Parintins, não é possível deixar de registrar a atuação dos artesãos e artistas parintinenses na abertura da Rio 2016, ocorrida na sexta-feira, dia 5. Até onde a memória lembra, talvez a abertura dos jogos olímpicos de Moscou, em 1980, ainda quando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) existia, possa rivalizar com o trabalho feito no Brasil, com destaque para a pavulagem – no melhor sentido – dos artistas da ilha Tupinambarana.

Bom mesmo, porém, é ouvir, como registrou um matutino local, a atacante da seleção brasileira, Beatriz, dizer que durante os dias que vai passar na cidade quer aproveitar todas as belezas que puder encontrar, sem esquecer de tomar o saboroso “vinho” de açaí. Pois é, “vinho” é como jovens com mais de seis décadas de vida chamavam ao suco de açaí.

Vinho ou suco, garanto que Beatriz e companhia vão se surpreender ao provarem um açaí puro, apenas com açúcar e farinha de tapioca. Afinal, esse negócio de pôr amendoim, castanha e até leite condensado no açaí não é coisa de quem conhece e sabe como tomá-lo.

Como tudo é festa, o melhor é esquecer os transtornos causados pelos jogos e aproveitá-los. Afinal, não é todo dia que uma olimpíada vai aterrissar por aqui, principalmente quando o manauara vai ter oportunidade de ver e torcer pelas meninas da seleção, que já garantiram vaga na fase seguinte e, ao contrário do triste espetáculo da seleção masculina, as moças só têm dado alegria aos brasileiros.

Dá-lhes Marta, Beatriz e, possivelmente, Cristiane!

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 9/08/2016

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