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Sabe aquele cara durão, metido a machão e que diz não levar desaforo pra casa? Pois é, Odivaldo Jó, 32, era desses e a galera que trabalhava com ele na empresa de ônibus da qual era motorista evitava contrariar Odivaldo.

 

Casado com Maria do Rosário, 24, uma morena nascida lá pelas bandas de Barreirinha, mas morando em Manaus desde os 14 anos, Rosário conheceu Odivaldo quando trabalhava no Distrito Industrial e ele fazia a rota que a transportava para a indústria de lentes.

Ele, brancão, vindo do Paraná, encarou a morena de cabelos compridos, rosto bonito de “caboca” do Amazonas, pernas grossas, com aquelas coxas… bem, vai por aí.

O romance iniciou depois que ele a convidou para ir ao Chapéu Goiano e, três meses depois, estavam casados. Dois anos se passaram sem que tivessem filhos, quando a crise chegou, Rosário perdeu o emprego e só Odivaldo continuou a manter o casal. Ela ficava em casa, fazia bico vendendo produtos de perfumaria e higiene pessoal. Tinha muito tempo para si mesma.

Até que certa tarde, um vendedor, desses que passam de porta em porta, apareceu vendendo cabides e cruzetas. Rosário até que precisava e começou a pechinchar para comprar alguma coisa, mas ficou de olho no brancão louro e magro que estava à sua frente. Não demorou, ele pediu água… ela mandou ele entrar, o calor aumentou… conversaram, se olharam e não deu outra, foi ali mesmo, na sala da casa de Rosário que os dois foram apanhados, no ato, por Odivaldo, que se sentira mal e voltara mais cedo para casa.

O brancão louro conseguiu fugir correndo só de cuecas, mas deixou uma camisa e um par de tênis de presente para Odivaldo, que não se deu ao trabalho de persegui-lo.

Preferiu consolar Rosário, desmanchada em lágrimas pedindo perdão… ele a perdoou e arranjou um emprego pra ela na empresa de ônibus onde estava empregado.

Pois é, cabeça vazia é casa do capeta e os machões também aceitam chifres, às vezes…

Publicação no Portal do Holanda em 29/01/2016
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