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Os 346 anos de Manaus, completados neste sábado 24 de outubro, vão ser comemorados sob, talvez, o mais forte e prolongado fumaceiro já visto na cidade, agravado, a todo momento, pela prática de queimar lixo e outros resíduos no próprio perímetro da cidade por seus moradores.

É evidente que a origem da fumaça que está sobre a cidade desde o dia 1º de outubro não se deve apenas a essa prática arcaica e prejudicial de seus habitantes, mas também a fatores climáticos cujas consequências para a região não foram, ainda, devidamente esclarecidas pelas autoridades vinculadas à área ambiental e meteorológicas. Enquanto isso, a população sofre as agruras de males ligados às vias respiratórias.

No entanto, nem só de fumaça se ressente o povo manauara, hoje um contingente que supera os dois milhões de habitantes, mas também de um transporte público deficitário e sem qualidade, da falta de educação da maioria dos motoristas que dirigem pelas ruas da cidade, da ausência de equipamentos urbanos de lazer, além da expectativa de uma seca recorde do rio Negro.

Se não faltam problemas a serem enfrentados pelos gestores da cidade e pelos seus moradores, há que se falar também de iniciativas já implementadas e necessárias, como a linha azul, que privilegia o transporte coletivo público, dando maior velocidade aos ônibus que por aí transitam, mas que necessita ser ajustada, seja adaptando toda a frota, ou sua maior parte, para utilizar esses corredores, hoje restritos a pequena parte dos ônibus.

Há que se falar, também, de espaços públicos como parques e jardins, alguns recentemente implantados, outros já existentes desde há muito e agora sendo recuperados para uso do manauara e, assim, oferecendo maior qualidade de vida à população.

Por fim, como não se pode falar apenas dos problemas e das necessidades da Manaus de hoje, é fazer votos de que os administradores de Manaus, de hoje e daqueles que ainda o serão, tenham uma visão de futuro ao tomar decisões sobre o que é feito, construído, e às vezes, destruído na cidade, sem perder de vista a necessidade do povo que aqui mora. É dfícil? Sim, mas não impossível.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 24/10/2015

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