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Morena, cerca de 1,70 m de altura, seios fartos e pernas bem delineadas, de rosto agradável e simpática com as pessoas, aos 17 anos Maria conheceu Pedro Américo, de 18, lá no bairro Alvorada e começaram a namorar.

Aos sábados, Américo sempre a levava para um lanche, à noite, na avenida Desembargador João Machado. Mas Américo já havia percebido que quase todas as vezes, quando ia buscar Maria para sair, tinha um engraçadinho, conhecido como Homi Cida, que tirava sarro com ele e Maria dizia para não ligar pra isso, manter a cabeça fria, cuidar dela etc e tal.

Américo tirava por menos, mas sabia que sua garota era bonita e despertava o desejo de outros jovens como ele. O que Américo e Maria não sabiam, era que Cida estava planejando aprontar algo mais séria contra o casal.

O dia 10 de janeiro de 2015 teve uma noite iluminada pela lua cheia e Américo aproveitou para levar Maria ao lanche que costumavam frequentar. Pediram a comida, trocaram olhares, até que o lanche chegou, junto com um saboroso suco de cupuaçu, pra ele, e de laranja pra ela, que, de cupuaçu, só gostava das balas.

Enquanto comiam, os dois planejaram ir para um forró ali por perto, pois casa de forró não falta no Alvorada, e aproveitar a noite de sábado para dançar e se divertirem.

Ao fim do lanche, Américo foi pagar o consumo e quando voltou do caixa e se aproximou de Maria, viu Cida se chegar, mas não levou malícia, apenas pensou: “Lá vem esse chato encher o saco de novo!”

Se enganou redondamente. Cida, dessa vez, resolvera presentear o casal com balas e fazer jus ao seu apelido, até então. Se aproximou, sacou de uma arma e disparou três vezes contra Américo. Um quarto disparo acertou Maria e Homi Cida saiu correndo para uma moto que o aguardava e fugiu.

Quando o Samu chegou só pôde dar assistência a Maria, pois Américo estava morto com três balas no corpo. Maria foi levada ao pronto-socorro e verificou-se que ela fora atingida de raspão, não corria risco de morrer.

Enquanto isso, Homi Cida e seu piloto de moto voltaram ao local para ver se a vítima, Américo, estava mesmo morta. Estava.

Mais tarde, a polícia ficou sabendo pelo irmão de Américo, João Antonio, que Cida era apaixonado por Maria e queria o caminho livre para ficar com a garota.

Maria, que gosta de balas de cupuaçu, quase morre alvejada por outro tipo de bala, e seu namorado perdeu a vida porque nessa terra tem gente que mata pensando que algum tipo de amor pode justificar tal maldade, que, infelizmente, acontece todo dia.

Publicação no Portal do Holanda 17/04/2015

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