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PNegra-7-setembro

Redesenhada e com atributos para ser o mais bonito cartão postal de Manaus, a Ponta Negra ganhou, no último fim de semana, mais um espetáculo público para fazer parte de seu calendário de eventos com a realização, ali, do desfile militar em comemoração ao Dia da Independência.

A adaptação do local para o desfile militar não contou com a montagem de arquibancadas. Em seu lugar foram montadas barracas de campanha para livrar o espectador do sol e, principalmente, evitar que o público infantil se expusesse ao excesso de raios solares.

A inovação maior, no entanto, parece ter sido a ausência das cordas ou grades de isolamento que, normalmente, separam a pista de desfile do público

Mesmo assim, a garotada procurou lugares estratégicos para curtir o desfile militar e fez o que o era comum para crianças de gerações dos anos 1970: subiu nas árvores da avenida Coronel Teixeira de onde tiveram visão privilegiada do desfile militar de 7 de Setembro.

O pretexto para mudar o evento para a Ponta Negra, pois até 2013 era realizado no sambódromo, foi de que ali seria possível fazer a apresentação das embarcações da Marinha do Brasil, além de favorecer o espetáculo com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

A inovação maior, no entanto, parece ter sido a ausência das cordas ou grades de isolamento que, normalmente, separam a pista de desfile do público. No caso da Ponta Negra, o público foi um show à parte ao não invadir a área do desfile e manter um espírito alegre e propenso a aplaudir quem desfilava, inclusive a guarnição de países estrangeiros que participaram da parada militar.

O espetáculo aéreo, com salto de paraquedistas e passagem de aeronaves da FAB, realizado antes do início do desfile, chamou a atenção de adultos e crianças, uma vez que os paraquedistas fizeram a aterragem em plena pista da avenida Coronel Teixeira, próximo ao palanque das autoridades, o que os colocava, a cada salto, ao lado dos espectadores.

A parte do desfile que talvez tenha tido menos espectadores pode ter sido a das embarcações da Marinha do Brasil que fizeram passagem em frente à Ponta Negra no sentido do Tropical Hotel para o centro de Manaus, ao mesmo tempo em que os aviões e helicópteros da FAB realizavam sobrevoos ao largo do rio Negro, na mesmo área.

Entre as atrações mais esperadas, as onças do Centro de Instrução e Guerra na Selva (Cigs) estiveram presentes ao desfile militar, mas, talvez pelo calor do mormaço matinal, preferiram se manter bem sentadinhas durante quase todo o desfile, se levantando poucas vezes quando o flash de algum fotógrafo as tirava de seu “descanso” a bordo das viaturas militares. O espírito de celebridade parece que baixou nos belos felinos do Cigs.

Por fim, cabe registrar, como fator negativo mas que nem por isso levou alguém a desistir de ver o desfile, o fato de que a área de estacionamento prevista pelos planejadores da logística não deu conta da demanda de veículos para a área da Ponta Negra. Quem chegou até as 7h30 ainda pôde usar o estacionamento do Alphaville, quem passou desse horário sofreu para arrumar uma vaga e as pistas da avenida do Turismo foram tomadas até o cemitério Tarumã.

Na pior das hipóteses, quem deixou seu carro tão longe ganhou uma bela caminhada até a Ponta Negra, o que não faz mal a ninguém e só deixa os músculos das pernas um pouco doloridos.

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