Eletrobras AM no ranking das mais endividadas

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O anuário Melhores & Maiores, publicado pela revista Exame, incluiu, na edição de 2018, dez empresas com operações no Amazonas, a maior parte integrante do Polo Industrial de Manaus (PIM). Em que pese a má conjuntura vivida pelo país em 2017, e no Amazonas em particular, há surpresas agradáveis a relatar, conforme apurado pela publicação da Editora Abril.

A indústria mais bem situada no ranking do anuário é a Samsung, que aparece entre as cinquenta maiores com faturamento estimado pela publicação, no exercício de 2017, de 5.72 bilhões de dólares. A empresa de capital coreano manteve a posição do ano anterior, isto é, permaneceu em 18º lugar entre as 500 maiores listadas por Exame.

A Eletrobras Amazonas aparece em dois rankings: no das companhias com os maiores prejuízos e entre as 20 maiores endividadas

Com menos da metade do faturamento da coreana, a atacadista Petróleo Sabbá faturou 2.24 bilhões de dólares, e seu bom desempenho a levou, da posição 93, em 2016, para 74 em 2017. Já no quesito lucro, a Petróleo Sabbá registrou mais de 62 milhões de dólares como resultado de suas operações no exercício passado.

Ainda no ramo atacadista a organização que demonstra um desempenho excepcional, conforme o anuário, é a Atem’s Distribuidora. A empresa faturou mais de um bilhão de dólares em 2017, com crescimento de 62% no faturamento. A distribuidora apresentou lucro de 32,7 milhões de dólares e subiu 122 posições entre um exercício e outro. Da posição 331, em 2016, assumiu a 209ª em 2017 e está entre as 250 maiores.

A Moto Honda, com faturamento de 1.65 bilhão de dólares em 2017, subiu da posição 112 para a 109 no ano passado, quando manteve 5.785 postos de trabalho.

No segmento de energia a estatal Eletrobras Amazonas aparenta estar sem potência para controlar seus custos. A companhia faturou 1.09 bilhão de dólares e subiu da posição 243 para a 185, entre 2016 e 2017, quando seu resultado negativo foi de 786 milhões de dólares em prejuízo que o contribuinte vai ser chamado a cobrir.

Participando do mesmo setor que a Eletrobras Amazonas, a Cigás aparece pela primeira vez no ranking das 500 Melhores & Maiores de Exame, já ocupando a posição 253. Com faturamento de 845 milhões de dólares, a companhia apresentou lucro de 19,6 milhões de dólares em 2017 e está entre as 300 maiores do ranking.

A Innova, que mantém operações no segmento de química e petroquímica, caiu da posição 313 para 327. A companhia faturou 673 milhões de dólares, com crescimento de 3,3%. O lucro registrado em 2017 foi de 47.7 milhões de dólares.

Na área de bens de consumo, a Arosuco caiu da posição 294 para 338 em 2017, com vendas de 647 milhões de dólares, o que representou baixa de 7,5% em seu faturamento se comparado ao exercício de 2016. A empresa registrou lucro de 79 milhões de dólares.

No mesmo segmento, a P&G, de capital norte-americano, faturou 626 milhões de dólares e também reduziu as vendas em 2,6%. Para piorar a situação, teve prejuízo de 147 milhões de dólares. Com a queda no faturamento, caiu da posição 315 para 348 em 2017.

Por fim, a Panasonic, de capital japonês, caiu da posição 412 para a 438 em 2017, quando suas vendas somaram 474 milhões de dólares.

O anuário Melhores & Maiores traz outras informações acerca do desempenho das empresas, tanto daquelas que integram o setor privado quanto as do setor público e aí a Eletrobras Amazonas se deu mal.

Enquanto a Atem’s Distribuidora aparece nos rankings das 20 empresas que mais cresceram e das mais rentáveis, a Arosuco integra outros três: das que distribuíram maiores dividendos, das menos endividadas e no da geração de riqueza por funcionário.

Do outro lado, a Eletrobras Amazonas aparece em dois rankings: no das companhias com os maiores prejuízos e entre as 20 maiores endividadas.

Apesar desses resultados, sem falar na qualidade do serviço, tem senador querendo mantê-la sob a gestão do Estado em prejuízo do cidadão, do contribuinte e de quem é forçado, pelo monopólio estatal, a comprar seus serviços.

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País patina e candidatos só prometem

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A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o desempenho do produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, divulgada na sexta-feira, 31, informa que houve crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O estudo enfatiza que este é o sexto resultado positivo em sequência, o que sinaliza a recuperação da economia – embora lenta e gradual.

No entanto, no mesmo período, o desempenho da indústria caiu 0,6%, enquanto a agropecuária permaneceu estável e o setor de serviços cresceu 0,3%. O tombo maior identificado pelo IBGE foi a baixa de 1,8% na formação bruta de capital fixo (FBCF) – investimentos produtivos, grosso modo.

A análise mais positiva, conforme o estudo, é a que avalia os resultados da economia relacionando o acumulado de quatro trimestres comparados ao mesmo período do ano anterior. Os números aí registrados indicam que o PIB brasileiro cresceu 1,4%. O segmento agropecuário teve desempenho positivo de 2% e a indústria de 1,4%, mesmo patamar do setor de serviços. Os investimentos (FBCF) cresceram 2,6%.

O valor atingido pelo PIB é de um trilhão, 693 bilhões de reais, dos quais 1,45 trilhão de reais correspondem a valor agregado, além de 242,9 bilhões de reais em impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

A boa notícia nesse estudo é a expansão da taxa de investimento, a qual, informa o IBGE, atingiu 16% do PIB, que ficou acima da observado no mesmo período de 2017, que fora de 15,3%. Por outro lado, também um desempenho melhor da taxa de poupança, que ficou em 16,4% no segundo trimestre de 2018, enquanto no mesmo período de 2017 ficara em 15,7%.

Embora o IBGE informe desempenho positivo do PIB, a pesquisa semanal Focus, fechada no dia 31, sexta feira, indica que o mercado tem expectativa descendente quanto a este indicador no decorrer do presente exercício. Por ali, há quatro semanas, a visão era de que o PIB cresceria 1,5% em 2018, mas na última semana essa estimativa já caíra para 1,44%. Isto é, manteve a indicação da semana anterior.

A taxa de câmbio que, como se sabe, fechou o mês de agosto acima dos 4 reais, mantém expectativa de valorização da moeda norte-americana em relação ao real. Há quatro semanas, o dólar estava cotado em R$ 3,70, subiu para R$ 3,75 e fechou a pesquisa em R$ 3,80. As incertezas políticas e econômicas no país, assim como crises no exterior (Turquia, entre outros), contribuem para depreciação do real ante ao dólar.

Conforme a pesquisa Focus, os preços administrados, na visão do mercado, mantêm tendências de alta tanto em 2018 quanto para o exercício de 2019. Neste ano deve fechar em 7,2%, e no próximo, em 4,77%. Neste último caso, houve uma variação para baixo, passando de 4,80% para patamar atual.

Pelo estudo do Banco Central, outro indicador mantém curva descendente: a produção industrial, que caiu de 2,85% para 2,43% nas últimas quatro semanas, quando cenário é o desempenho em 2018. Para o próximo ano, esse indicador cai de 3%, para fechar 2019 em 2,89%.

Enquanto o país patina e a economia não se firma, os políticos continuam em campanha e, para variar, fazendo promessas e mais promessas, como foi o caso, nesta segunda-feira, quando até a BR-319 foi elevada a categoria de prioridade – e é – mas não do governo estadual, que tem muitas outras mais com as quais se preocupar e solucionar

Jornada fotográfica sob escolta

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PM acompanha fotógrafos no centro histórico de Manaus

Por volta de 2007, um grupo de fotógrafos profissionais, junto com amadores da fotografia, e também da cidade de Manaus, criou um movimento chamado a Escrita da Luz.  A ideia era juntar essas pessoas para fotografar sítios históricos e turísticos de Manaus com o objetivo de, a partir desse material, montar exposições fotográficas e divulgar a capital do Amazonas.

Em 2007, a taxa de mortes por homicídios, no AM, era de 21,1 por 100 mil habitantes. Desde aí, e até 2012, só cresceu

Naquela época, esse grupo saía às ruas sem nenhuma preocupação com a segurança.  Profissionais integrantes do grupo levavam seus equipamentos, alguns, como quem estava começando a fotografar, uma câmera básica, mas havia quem possuísse equipamentos melhores e com preços mais elevados, mesmo assim saíam para fotografar com esses equipamentos.

 Pouco mais de dez anos depois, no último domingo, dia 19 de agosto, outro grupo de fotógrafos resolveu fotografar o centro de Manaus como uma forma de comemorar a data dedicada ao Dia Mundial da Fotografia. A iniciativa de aproveitar o domingo ensolarado e quente teve início no Paço da Liberdade, onde o grupo se concentrou para fazer um percurso que terminou no Largo de São Sebastião, por volta das 11h.

A grande diferença entre as saídas de 2007 e a atual foi a preocupação com a segurança. Os organizadores da jornada fotográfica tomaram a iniciativa de buscar apoio e uma viatura da Polícia Militar acompanhou o grupo durante toda a manhã. O fato exemplifica o clima de medo e de insegurança que hoje impera na cidade e faz as pessoas pensarem mais de uma vez quando vão se expor nas ruas.

Em 2007, a taxa de mortes por homicídios, no Amazonas, era de 21,1 por 100 mil habitantes. Desde então, e até 2012, só cresceu. Em 2013 houve uma queda nessa taxa, que no ano anterior fora de 37,4 por 100 mil habitantes, e ficou em 31,3 por 100 mil habitantes. Essa baixa pode ser atribuída ao serviço de segurança comunitária inaugurado naquele ano, o Ronda no Bairro, que colocou a polícia mais próxima da comunidade.

Mas, como se sabe, tudo que é bom dura pouco, e as mudanças no governo que aconteceram em seguida devem ter contribuído para excluir a segurança das prioridades e o resultado é que, já em 2014, a taxa de homicídios subiu para 32 por 100 mil habitantes.  No ano seguinte, 2015, já voltara ao nível de 2012 e atingira 37,4 por 100 mil habitantes.

É possível que medidas tomadas em 2016 tenham feito essa taxa recuar um pouco naquele ano, para 36,3 homicídios por 100 mil habitantes. Este é o último número divulgado pelo Mapa da Violência, levantamento efetivado com apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), embora o cidadão não consiga perceber se está mais seguro, hoje, do que há dois anos atrás.

A evolução, o crescimento do número de homicídios entre 2005 e 2015 foi de 101,7%, passando a 16,8% entre 2014 e 2015, enquanto no período de 2010 a 2015 ficou em 20,3%. Não é uma taxa que dê segurança a ninguém, pois continua a aumentar o número de homicídios do Amazonas, embora o Mapa indique que entre 2015 e 2016 a taxa teve redução (-2,9%).

A insegurança no Amazonas, no entanto, também se aplica a área da saúde, com doenças que se tinha como erradicadas e que voltaram a assolar o amazonense. A insegurança faz vítimas com a infraestrutura que não é melhorada e se não mata “na hora”, aumenta o preço dos produtos e leva os 314 mil desempregados do Amazonas ao desespero, outra insegurança catalogada por aqui.

Vou tirar seu nome do SPC

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Os números sobre o desempenho do segmento industrial no Brasil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada, apontam para um crescimento da produção do setor na faixa de 13%, que seria a média para o país, aferida na passagem de maio para junho deste ano.

Esse crescimento, exatos 13,1%, segundo o IBGE, coloca o desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) como o patinho feio entre 13 estados que, entre maio a junho, tiveram crescimento na produção industrial. O Amazonas, com -1,1%, e o Espírito Santo, -2,0% destoaram desses estados.

Apesar da baixa no mês de junho, o PIM deve continuar a ampliar sua produção, até pela proximidade das festas de fim de ano.

O quadro estatístico montado pelo IBGE, entretanto, faz quatro comparativos que englobam os dados de um mês com o anterior, o mesmo mês com o do ano anterior, o acumulado do ano e o acumulado de 12 meses. No caso do Amazonas, apenas a relação de junho, período ao qual a pesquisa se refere, com maio, apresenta queda na produção.

Na comparação com junho de 2017, as indústrias que operam em Manaus apresentam crescimento de produção de 4,2%, entre janeiro e junho deste exercício, a produção do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus acumula expansão de 15,6% e é a única com dois dígitos entre os 15 estados pesquisados. No comparativo do acumulado de 12 meses, quando a produção do PIM cresceu 10,8%, conforme o IBGE, vale o que foi dito para este ano: é o maior entre os estados e o único com dois dígitos.

A média de desempenho da produção industrial brasileira de junho, aferida pelo IBGE, conforme registramos, é de 13,1%, mas no comparativo com o mesmo mês de 2017, cai para 3,5%, no acumulado deste ano, até junho, é de 2,3%, enquanto em 12 meses a produção cresceu, no Brasil, 3,2%.

Ressalte-se, porém, que o IBGE indica desempenhos superiores a 10%, em junho comparado com maio deste ano, para oito estados, além da região Nordeste, com pico de 28,4% no Paraná. Observe-se que esses estados foram atingidos, em tempo real, pela crise dos caminhoneiros, deflagrada em maio, logo sua base comparativa ficou reduzida em relação a junho.

A logística diferenciada do Amazonas, um dos fatores que deram origem à Zona Franca de Manaus, deve ter interferido, retardando aqueles efeitos da greve em relação às indústrias com sede em Manaus. Assim, pode-se dizer que, apesar da baixa no mês de junho, o PIM deve continuar a ampliar sua produção, principalmente se considerarmos a proximidade das festas de fim de ano.

Saindo um pouco da economia para registrar que os ataques direcionados à Zona Franca de Manaus devem se ampliar na campanha eleitoral que se aproxima e se inicia, no rádio e TV, em 31 de agosto, como já ficou demonstrado pelo que dizem alguns candidatos que, de maneira geral, criticam os incentivos fiscais à ZFM sem procurar saber a natureza e como é feita sua aplicação pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Para esses candidatos, que citaremos em um próximo texto, não há diferença entre o programa que dá incentivos à indústria automobilística, talvez a mais rica e menos necessitada do país, e aqueles vinculados às agências de desenvolvimento regional com Sudam, Sudene e a própria Suframa. Dos candidatos que aí estão, de novo só há o discurso tentando mostrar sua inocência quanto àquelas práticas que a Lava Jato anda investigando há anos, a menos que consideremos a promessa daquele candidato que alega ser capaz, se eleito presidente do Brasil, de limpar o nome de 63 milhões de CPFs negativados. Melhor ouvir o samba do Zeca Pagodinho, intitulado “SPC”.

PIM tem panorâmica positiva

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Após quatro meses sem divulgar os dados de desempenho das indústrias incentivadas, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) publicou os Indicadores do Polo Industrial de Manaus (PIM). O documento acumula os números relativos aos quatro meses até abril de 2018. Em março, a Suframa divulgara os dados referentes ao mês de janeiro deste ano e, desde lá, só agora os atualizou. De modo geral, pode-se afirmar que o PIM está se recuperando, apesar do baixo impacto na contratação de pessoal.

O comparativo do desempenho entre o acumulado até abril de 2018 com o mesmo período do ano passado revela dados positivos nos principais indicadores conectados á indústria incentivada de Manaus, como bem confirma a aquisição de insumos, a qual passou de 3.62 bilhões de dólares em 2017, para 4.74 bilhões de dólares neste ano, registrando expansão superior a 30%. Esse fato oferece a percepção de aquecimento na atividade industrial.

 A média dos investimentos produtivos no PIM, em 2017, foi de 9.02 bilhões de dólares, enquanto em 2018, conforme os Indicadores de abril, chegou a 9.44 bilhões de dólares, superando a marca dos 4%, até abril

As importações do PIM cresceram de 2.24 bilhões de dólares, nos quatro primeiros meses do ano passado, para 3.12 bilhões de dólares neste ano, com crescimento de 39%. As exportações também obtiveram expansão de dois dígitos, ultrapassando a casa dos 20% no período sob análise, quando atingiu 168 milhões de dólares, em face dos 139 milhões de dólares no mesmo período do exercício anterior.

Indicador mais visado, a expansão do faturamento no primeiro quadrimestre deste ano está, também, na casa dos dois dígitos e passou de 7.91 bilhões de dólares, para 9.13 bilhões de dólares, marcando crescimento superior a 15%, aferido pela moeda norte-americana.

No que diz respeito ao desempenho dos investimentos produtivos efetivados pelas organizações com operações fabris no Polo Industrial de Manaus, embora esse indicador esteja na casa de apenas um dígito, sua performance é positiva. A média, em 2017, foi de 9.02 bilhões de dólares, enquanto em 2018, conforme os Indicadores de abril, chegou a 9.44 bilhões de dólares, superando a marca dos 4%, até abril.

Ainda sobre os investimentos no PIM, o setor de eletroeletrônicos mantém a dianteira com média de 2.67 bilhões de dólares, em 2018, ante 2.53 bilhões de dólares no ano anterior, apresentando expansão superior a 5%. O segmento seguinte é o de termoplástico, cujas alocações passaram de 1.50 bilhão de dólares, em 2017, para a média de 1.60 bilhão de dólares neste ano, registrando expansão superior a 6%

Os investimentos no segmento de duas rodas, terceiro maior do PIM, caíram de 1.59 bilhão de dólares, em 2017, para 1.54 bilhão de dólares neste exercício, registrando baixa de 3,15%. Mesmo assim, o setor está entre aqueles que ampliaram a produção de bens, ao montar mais de 350 mil unidades, até abril deste ano, e faturar 306 milhões de dólares, contra os 269 milhões de dólares no mesmo período de 2017. A expansão das vendas chegou a quase 14%.

Em 2018, também houve expansão dos dispêndios das indústrias com salários, encargos e benefícios (SEB). Assim, da média mensal de 135.79 milhões de dólares em 2017, as organizações chegaram 136.39 milhões de dólares, conforme os dados de abril. Esse volume teve incremento de 0,44% na comparação com o ano anterior.

A média de colaboradores com vínculo formal no polo industrial passou de 78.900, em 2017, para 79.505 neste ano, com expansão 0,77%. No entanto, a média dos dispêndios com SEB teve uma ligeira baixa de 0,32%, ao passar de 1,721.10 dólares, no ano passado, para 1,715.55 dólares, neste exercício.

A recuperação do PIM está em andamento, mas a conjuntura política consegue atrapalhar a atividade da economia, também dependente de fatores externos, como a guerra comercial movida pelos Estados Unidos contra parceiros e aliados. Deve sobrar para as bandas daqui, também.

Ricos do Sudeste contra a ZFM, de novo

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A Zona Franca de Manaus (ZFM), para variar, volta ao foco da mídia, desta vez pela sempre vigilante imprensa paulista, como a segunda colocada em programas do governo federal que, por meio de incentivos fiscais, reduzem a arrecadação. O fundamento dos questionamentos contra a ZFM é um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que avaliou vinte programas de subsídios do governo em um período de 15 anos, entre 2003 e 2017.

O ranking montado pelo Ipea lista como os dez maiores programas que reduzem a arrecadação: Simples, 798,9 bilhões de reais; Zona Franca de Manaus, 448,1 bilhões de reais; isenções e deduções do IRPF, 319,8 bilhões de reais; entidades sem fins lucrativos, 261,8 bilhões de reais; desoneração da cesta básica, 230,8 bilhões de reais, fundos constitucionais, 164,5 bilhões de reais; Fundo de Amparo ao Trabalhador, 164,5 bilhões de reais; empréstimos da União ao BNDES, 160,3 bilhões de reais; Minha Casa Minha Vida, 106,9 bilhões de reais; Desoneração da folha de pagamento, 104,9 bilhões de reais.

No que diz respeito à ZFM, o valor registrado pelo Ipea, de 448,1 bilhões de reais acumularia subsídios no montante de 29,9 bilhões de reais por ano. Conforme informações do governo referente a 2017, esse gasto tributário atingiu 21,63 bilhões de reais. Onde será que foi parar a diferença?

Uma outra informação que, se foi levantada pelos pesquisadores do Ipea não teve destaque na matéria do jornal paulista, se relaciona à colocação oficial dos gastos tributários da União (GT), conforme a LOA. Por ali, os maiores subsídios têm a seguinte ordem: Simples Nacional é o que absorve maior volume de recursos. Em 2017 atingiu 75,57 bilhões de reais. Em seguida vêm os gastos com Rendimentos Isentos e Não Tributáveis – IRPF, com 28,04 bilhões de reais. O terceiro maior GT, Agricultura e Agroindústria – Desoneração da Cesta Básica, foi de 23,84 bilhões, enquanto a Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio, no exercício de 2017, ficou com 21,63 bilhões de reais. Quer dizer, o estudo apresenta discrepâncias entre os dados oficiais e os apresentados, tanto no valor quanto no ranking.

Mas também não é dito na matéria do jornal paulista que, no balanço da distribuição regional dos Gastos Tributários da União, conforme a LOA de 2017, a região mais rica e desenvolvida do país, a Sudeste, é contemplada com mais de 270 bilhões/ano em subsídios e é a que mais os absorve, cerca de 50% do total. A Região Sul fica em 2º lugar, com o montante de 40,1 bilhões de reais, correspondente a 14,8% do total; em 3º lugar vem a Região Nordeste, com 36,5 bilhões de reais e participação de 13,5%. Em seguida, na quarta posição, a Região Centro-Oeste, com 30 bilhões, equivalente a 11,1% e, na lanterna, na 5ª e última colocação ficou a Região Norte, com 29,5 bilhões e participação de 10,9 % no GT.

O estudo do Ipea também questiona a ausência de resultados dos programas de incentivos fiscais patrocinados pelos subsídios, inclusive pela falta de exigência desses resultados na legislação que os instituiu, ou mesmo por não serem fiscalizados pela autoridade competente. Como se vê, a falha e a incapacidade de avaliar resultados nasce no parlamento, ou em quem tem a iniciativa de propor os programas, e continua com a omissão dos órgãos fiscalizadores.

Se os pesquisadores do Ipea estudaram 20 programas de subsídios, pelo menos um, o modelo Zona Franca de Manaus, pode exibir os resultados. É só verificar o que era a economia do Amazonas na década de 1960 e no que se transformou nesses mais de 50 anos, mesmo com as crises cíclicas e os ataques frequentes ao modelo. Também pode ser aferido fotograficamente: ali no meio do mato onde se colhia buriti, sorva, caju, goiaba, talas para papagaio, hoje está em operação o Polo Industrial de Manaus (PIM).

Para quem não reside em Manaus e não sabe nada sobre o PIM, sobre o Amazonas e que muito critica sem conhecer a realidade local, esse resultado pode ser aferido dando uma olhada no selo de procedência de seus smartphones, a maioria produzidos na ZFM, assim como nos televisores e outros eletroeletrônicos, ou mesmo buscar relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) onde é feita referências ao acompanhamento da Suframa aos projetos por aqui instalados.

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As possibilidades de crescimento econômico da Amazônia foram esmiuçadas em quatro cenários propostos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em 2001, em projeções que poderiam se concretizar no fim da segunda década deste milênio, isto é, o prazo limite seria o ano de 2020. Aquelas projeções iam de uma Amazônia evoluída, com melhores indicadores sociais à base da sustentabilidade, com mais dois cenários intermediários de maior ou menor desenvolvimento, até o quarto cenário, onde, conforme aquele estudo, prevaleceria a pobreza e a degradação ambiental.

Os condicionantes para promover o crescimento e desenvolvimento da Amazônia, estão, como sempre estiveram, conectados aos processos internacionais e nacionais, com as limitações que tal situação impõe

Os condicionantes listados nos cenários propostos analisaram variáveis como a demanda por recursos naturais, o papel do Estado, rede e tecnologia da informação, passando  pelas políticas de desenvolvimento, política energética, ambiental, educacional, defesa nacional investimentos privados na região, oferta de transporte, comunicação e energia, entre outras de maior ou menor impacto na construção desse futuro a se concretizar daqui a dois anos.

No entanto, os condicionantes para promover o crescimento e desenvolvimento da Amazônia, estão, como sempre estiveram, conectados aos processos internacionais e nacionais, com as limitações que tal situação impõe, por fugir ao controle dos agentes locais, sejam da iniciativa privada ou dos governos estaduais e municipais. Assim, são caracterizados como externos.

Entre esses condicionantes externos, estão quatro conectados ao panorama mundial e cinco com ligações ao nacional. Assim, no panorama mundial, estão os serviços que a floresta tropical existente na Amazônia presta ao restante do mundo com impacto sobre as mudanças climáticas e o consequente espaço que se abre para esta região contribuir para o equilíbrio dos ecossistemas mundiais. Tais serviços, na visão de futuro dos cenários traçados, ensejariam a possibilidade de a Amazônia deixar para trás as atividades de exportação de recursos naturais, como madeira e minérios, e passar a ser exportadora de serviços ambientais valorizados, e devidamente remunerados.

Um outro condicionante externo mundial é a pressão por maior consciência acerca da necessidade de se preservar o meio ambiente. Esse fato se traduz em maior pressão de outras nações sobre países que, como o Brasil, detêm soberania sobre regiões ainda pouco degradadas, caso da Amazônia, com a finalidade de regular a exploração da natureza, assim como implementar medidas para controlar e administrar os recursos ambientais.

Reduzir o conteúdo de matérias-primas e energéticas e ampliar o conteúdo tecnológico e de conhecimento nos produtos a partir de inovações tecnológicas e de mudanças na estrutura produtiva seria um terceiro condicionante externo de impacto mundial para alterar as relações entre a produção e os recursos naturais e energéticos, reduzindo os coeficientes tanto de um quanto de outra nos produtos, com isso revertendo a tendência de degradar o ambiente, o que favoreceria a Amazônia por ser destaque nesse segmento.

A expansão mundial do turismo e a valorização do ecoturismo, que no início da década de 2000 movimentava cerca de 260 bilhões de dólares por ano, é outra condicionante mundial a favor da Amazônia, principalmente pelo envelhecimento e maior tempo livre da população dos países centrais, com maior renda média, assim como o apelo ao turismo ambiental, do qual esta região poderia sair favorecida. O problema, no entanto, é que o Brasil não dá prioridade a essa atividade até hoje e, nos idos dos anos 2000, a Amazônia, com tudo o que tem a oferecer, usufruía de apenas 0,01% daquele faturamento mundial.

Se essas condicionantes externas do panorama mundial deixam a região sem muita opção para alcançar estágio mais avançado de crescimento e desenvolvimento, outras existem e só dependem da vontade política de agentes nacionais, sejam prefeitos, governadores, ministros ou o presidente da República, assim como os parlamentares, cuja atenção não se volta para as ações com grande potencial de prover crescimento pelo Brasil afora e na Amazônia, particularmente, e aí ficamos a ver navios, pelo menos enquanto o rio Negro tiver calado suficiente para atracação de transatlânticos.

 

Cenários desvirtuados

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Uma das premissas para se trabalhar com planejamento é a possibilidade de acompanhar o desenrolar das atividades projetadas a fim de, caso necessário, fazer mudanças que coloquem a atividade, a ação, o negócio ou mesmo o desenvolvimento de uma cidade, estado ou país em harmonia com as metas fixadas, a fim de que os recursos, sempre escassos, possam ser utilizados de forma a proporcionar o melhor benefício possível.

No início do século 21, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), como era denominado o atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), publicou um trabalho que contemplava a Amazônia com diagnóstico sobre a conjuntura regional e oferecia a perspectiva de que a região poderia, a partir do ano 2000, atingir um dos cenários projetados ao fim da segunda década do milênio.

O primeiro cenário, batizado como de “Desenvolvimento Sustentável”, previa uma Amazônia “próspera, fortemente integrada e com intenso comércio com o resto do País e exportações ampliadas para o mundo.” A realização desse cenário considerava o protagonismo a ser exercido pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), uma vez que esse dinamismo seria suportado pela produção de bens de consumo, equipamentos e componentes microeletrônicos, de informática e telefonia. Assim, o desenvolvimento da região estaria interiorizado, criando postos de trabalho e alavancando os indicadores sociais.

O cenário seguinte é o de “Desenvolvimento Regional e Qualidade de Vida”, onde sobressairiam atividades novas como a bioindústria, combinados, por exemplo, com a de equipamentos e componentes microeletrônicos, além da ampliação de setores tradicionais como a indústria de bens de consumo duráveis e não-duráveis, com os mesmos resultados já listados no primeiro cenário.

“Crescimento e Degradação Ambiental” é um cenário menos otimista e a Amazônia aí é vista como região de crescimento médio e os segmentos com melhores retornos são a indústria de eletro-intensivos, metal-mecânica, agropecuária, agroindústria, beneficiamento de madeira e turismo. O desempenho da região, nesse cenário, não consegue eliminar a pobreza, além de um alto custo quanto ao meio ambiente, degradado com a utilização de tecnologias inapropriadas.

O quarto e último cenário, “Estagnação e Pobreza”, já dá bem a medida do que poderia acontecer com uma Amazônia que se manteria com a exportação de produtos derivados de recursos naturais renováveis e não-renováveis. “O espaço regional”, diz o estudo, “é desarticulado e as atividades dinâmicas são concentradas em poucos polos.” Resultado: pobreza e meio ambiente degradado.

O enunciado acima é parte do estudo Macrocenários da Amazônia 2000-2020 e oferece uma boa base para refletirmos acerca do que é e o que pode vir a ser a Amazônia, além de incluir o Polo Industrial de Manaus como uma das forças necessárias para o crescimento e desenvolvimento regional, fato que reforça a percepção do modelo Zona Franca de Manaus como fator primordial no crescimento do Amazonas e das outras regiões sob a jurisdição da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

No entanto, a integração da Amazônia ao resto do país ainda deixa muito a desejar e, no caso do Amazonas, e particularmente de Manaus, pela importância de seu parque industrial, a situação é mais precária sem ter por onde se abastecer ou escoar os produtos made in ZFM por via terrestre. Em um país que lá atrás, meados do século 20, fez a opção de privilegiar o modal rodoviário, a capital do Amazonas está isolada dos grandes centros consumidores do país, com as consequências drásticas daí advindas.

Voltando ao que dizíamos sobre a necessidade de planejar, pode-se afirmar que as poucas políticas públicas voltadas para dotar o país da infraestrutura necessária para dar suporte ao crescimento da economia são deixadas pelo caminho ao gosto do administrador público de plantão e para desgosto da sociedade. Sem isso, o país parar, como os caminhoneiros fizeram no último mês de maio, é apenas uma das muitas mazelas que devem ser enfrentadas.

Sem manutenção, nem LED acende

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Diz a Prefeitura de Manaus que o atual prefeito, cuja gestão completou 2000 dias no último domingo, dia 24, conseguiu recuperar 4 mil quilômetros de vias ao longo de sua administração, o que dá a média de dois quilômetros recuperados por dia. Pode ser uma boa marca, mas não se tem parâmetros para avaliar esse desempenho, nem de quantos quilômetros a chuva e o desgaste destroem no mesmo período.

Um outro destaque da Prefeitura de Manaus para as realizações do atual gestor, dá conta de que a cidade recebeu a instalação de 46 mil pontos iluminados com a tecnologia LED, mais econômica e com maior rendimento no aspecto iluminação.

Sem se referir ao principal responsável pelo equilíbrio fiscal obtido pelo município, o ex-secretário da Semef, Ulisses Tapajós Neto, a comemoração do prefeito por suas realizações nestes quase seis anos à frente da prefeitura passou longe de algumas promessas de campanha, embora tenha lembrado de que construiu algumas creches na cidade.

Como se sabe, Manaus tem um dos aeroportos mais modernos do país e deveria receber um fluxo maior de turistas, tanto do Brasil quanto do exterior, se os governos municipal e estadual dessem prioridade para o segmento turístico. No entanto, o que se vê é que o Terminal Rodoviário de Manaus continua como sempre esteve, isto é, pequeno, acanhado, sem conforto para usuários e passageiros. Tal situação não se justifica mesmo que se considere aquela porta de entrada/saída de pessoas como de baixo fluxo.

O amazonense e pessoas egressas de outros estados da região e dos países limítrofes acessam a capital do Amazonas pelas vias fluviais que cortam a Amazônia e o porto da cidade, o Roadway, que já foi orgulho da cidade, continua operando a meia-boca, com boa parte da estrutura sem utilização, prejudicando usuários e, por que não afirmar, a própria cidade.

A população do interior que aqui chega tem que enfrentar o atravancado – para dizer o mínimo – porto da avenida Lourenço da Silva Braga, que já foi escadaria dos Remédios, virou Manaus Moderna e continua operando como porto de lenha, sem nem mesmo isso ter, a lenha.

Quem se der ao trabalho de visitar aquele local vai ter a triste sensação de voltar no tempo, ali pelo início do século XX, ou até antes, quando os barcos eram movidos a velas ou a vapor. Hoje, embora as lanchas “ajato” façam grande parte do transporte de passageiros pelos rios do Amazonas e as embarcações de maior calado, como barcos de recreio e mesmo navios regionais transportem a maior parte da carga e passageiros, os métodos de trabalho de carga e descarga são os mesmos da época da escadaria dos Remédios, ou quem sabe, até de bem antes: feito nas costas de homens e mulheres, alguns profissionais do ramo, outros por pura necessidade.

Se algumas lanchas “ajato” dispõem de um terminal mais moderno, onde podem ancorar para desembarque e embarque, a maior parte só consegue atracar nas balsas exploradas por terceiros e que servem de píer. Com o rio cheio, como nesta época do ano, o sacrifício de quem necessita transitar por essas balsas é menor, na seca, passageiros têm que carregar bagagens e cargas penosamente, subir escadas com mais de cinquenta degraus para chegar a via pública, enquanto carregadores profissionais – a lembrar os escravos pintados por Jean-Baptiste Debret no Rio de Janeiro imperial – transportam cargas nas costas para cima e para baixo. Ali, de moderno, só chegou o apelido da avenida que circunda a orla: Manaus Moderna.

Manaus, uma das primeiras cidades brasileiras a ter energia elétrica e cujo prefeito, até com justiça, jacta-se de ter implantado a iluminação a LED, esqueceu as promessas feitas antes de assumir a Prefeitura de Manaus, lá por 2012, e após a recuperação do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, cujo relógio está parado, tirou a área portuária de suas prioridades. Mesmo com LED, há necessidade de dar manutenção e cobrar dos terceirizados que prestam serviços à PMM que o façam com seriedade, o que não acontece: a tal Manaus Moderna está há uma semana sem luz elétrica e quem necessitar embarcar ou desembarcar depois das 18h sofre e arrisca se acidentar.

Manaus Moderna está sem luz

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Área da avenida Lourenço da Silva Braga, a Manaus Moderna, próxima ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa, está sem iluminação há cerca de uma semana, denunciam comerciantes e usuários tanto da feira quanto passageiros que utilizam aquele local como porto de embarque e desembarque de pessoas e mercadorias.

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A constatação sobre a ausência de iluminação foi feita no início da noite de sexta-feira, 22, quando o movimento diurno, normal em função da feira da Manaus Moderna, com venda de alimentos e comércio tradficional, já estava menor. No entanto, ainda havia muitas pessoas transitando por ali, assim como  veículos, em busca de embarc ações com destino ao interior do Amazonas ou mesmo de outros estados da região.

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A ausência de iluminação pública, conforme informaram usuários que preferiram não ser identificados, acontece desde terça-feira, 19, após um temporal. A situação persiste mesmo após comerciantes que trabalham na Feira Manaus Moderna terem reclamado ao administrador do local. Em época de festa em Parintins, a situação pode trazer mais prejuízos pelo aumento da demanda do local como porto de embarque.