Voo de galinha no radar

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Dois indicadores listados pelo Banco Central na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 21, chamam a atenção para a freada da atividade econômica que já está se aproximando neste ano. O primeiro é a sinalização dos agentes econômicos quanto ao crescimento dos preços administrados e o segundo é a indicação de queda na geração de riqueza no país.

Com o realinhamento de seus preços ao mercado externo, a companhia assegurou lucro de quase a R$ 7 bilhões no primeiro trimestre deste ano

No que diz respeito aos preços administrados, cuja estimativa subiu de uma semana para outra de 5,20% para 5,40%, sem contar que há três semanas esse patamar era bem inferior e estava situado em 5%, reflete, entre outros fatores, a política de preço dos combustíveis praticada pela Petrobras. Com o realinhamento de seus preços ao mercado externo, a companhia assegurou lucro de quase a R$ 7 bilhões no primeiro trimestre deste exercício, enquanto quem paga a conta, como caminhoneiros, anda fazendo protesto, mas o petróleo é nosso.

Se a Petrobras, desta vez, parece ter encontrado o caminho para o bom desempenho empresarial, mesmo que seja na rota do bolso do usuário de seus produtos, a sinalização quanto à geração de riqueza no Brasil, também conforme a pesquisa do Banco Central, voltou a cair pela terceira semana, quando estava em 2,75% e, na semana passada, chegou a indicar que produto interno bruto (PIB) do país deve crescer 2,50% neste ano.

Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Monitor do PIB relativo a março também não traz boas notícias ao constatar que os números apurados pela FGV são divergentes quanto ao desempenho da economia no primeiro trimestre de 2018, pois a taxa do trimestre é de crescimento de 0,3% com tendência de alta, já a taxa trimestral no comparativo interanual, apesar de ser positiva em 0,9%, apresenta trajetória de queda.

Os analistas da FGV sinalizam algum otimismo quanto ao desempenho da atividade econômica quando registram que esse desempenho dá continuação à inversão da trajetória de queda observada até o último trimestre de 2017, no entanto, acender duas velas em ano de eleição presidencial também vale para esses técnicos. Eles explicam que a agropecuária, a mascote do desempenho no ano passado, fechou o mês de março acumulando retração de 5,2% no acumulado dos três meses iniciais de 2018.

Embalada por fatores externos e internos, a indústria também apresenta baixas. Conforme o Monitor da FGV, a indústria de extração mineral teve retração de -1,6% e a construção de 2,5%. Entre os segmentos mais representativos, o setor e serviços só teve um segmento com retração, o de informação, com baixa de -3,3%.

Enquanto isso, a Bolsa de Valores – B3 – teve uma sessão volátil na segunda-feira, 21, tendo subido até 0,96%, mas no meio da tarde estava em queda de -1,68%, assim, não acompanhou suas congêneres no exterior e foi puxada pela queda de ações como a da Vale e dos bancos, o que não impede de que tal desempenho também tenha a ver com a atração exercida pelos juros mais altos no Estados Unidos.

Em ano de Copa do Mundo, o esporte nacional não parece estar empolgando os brasileiros que continuam a correr atrás de emprego sem que este apareça, enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) continua a identificar imenso contingente de brasileiros em idade produtiva que não estudam e nem trabalham. Na última PNAD Contínua divulgada na sexta-feira, 18, essa massa era de 11,2 milhões de pessoas, em números de 2017, maior do que o contingente encontrado em 2016. É o Brasil perdendo a oportunidade de crescer e melhorar a renda da população por falta de políticas públicas sérias.

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Candidatos “desbravadores” em Manaus

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Até a semana passada, pelo menos sete pré-candidatos à Presidência da República às eleições de outubro deste ano visitaram Manaus e alguns até conseguiram arrebanhar boa quantidade de interlocutores entre a sociedade local para apresentar suas propostas e ganhar o eleitorado já a partir de agora, mesmo que a campanha propriamente dita ainda não esteja a toda força.

Neste ano, porém, o calendário eleitoral parece já ter nascido letra morta e as condições para fazer cumpri-lo, conforme as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não se concretizam e o resultado é que até político presidiário se candidata à Presidência da República, enquanto seus simpatizantes fazem trocadilho com sua condição a fim de, nessa era pós-verdade cheia de mentiras e fake news, enganar o eleitor incauto, tratando como presidiário político.

Na mesma linha do vale-tudo, Manaus foi palco de uma prática inaugurada, ao que parece, lá pela terra natal do deputado federal Alfredo Nascimento (PR): a de fazer protesto a favor de presidiários que cumprem pena longe de seu pedaço. Se a moda pega, vai faltar tornozeleiras eletrônicas, além de cadeias para esses apologistas do crime.

Mas voltemos aos pré-candidatos que visitam o Amazonas em busca de capital eleitoral (esclarecendo: votos e não outra coisa). É interessante a reação de quem vem à Amazônia e se encanta com a floresta a ponto de inventar (ou seria “criar”?) narrativa transmutando pessoas em heróis, como o fez a pré-candidata do PCdoB que, ao se  despedir e agradecer à sua correligionária e senadora pelo Amazonas que a trouxe a Manaus, afirmou que a senadora “desbravou o Amazonas”. Como diria o caboco de antigamente: “Olha já!” e os de hoje simplesmente complementam com um sonoro “é mermo!”

Se pré-candidatos vêm vender seu peixe por aqui, os políticos com cargo no Congresso Nacional parecem estar sentindo o problema que o cidadão comum já sente há algumas eleições: a falta de opções de candidatos comprometidos com mudanças – e por isso agregadores de votos – mas que sejam flexíveis em troca de apoio político, como se pôde observar nas recentes visitas de Rodrigo Maia (DEM) e Flavio Rocha (PRB).

Não só um ou dois políticos locais estiveram em eventos dos dois candidatos, e não me refiro ao prefeito de Manaus, mas até a político do PRB, com assento na Câmara Federal, que mostrou a cara para prestigiar evento do candidato rival, no caso, o candidato do DEM, Rodrigo Maia.  Vai por aí a grande capacidade de diálogo e entendimento do político ou é aquela célebre situação de acender uma vela a Deus e outra ao capeta?

Por falar em Rodrigo Maia é bom registrar o que parece ser uma posição muito favorável ao Amazonas ao concordar com a pavimentação da rodovia BR-319, que um dia ligou o Amazonas ao restante do país. Ao contrário de outra pré-candidata – ou nem tanto? – Marina Silva (Rede) que quando ministra do Meio Ambiente fez um esforço tão grande para preservar a Amazônia que manteve a BR-319 intransitável, embora, lá pelo seu estado natal, o Acre, se tenha rodovias ligando-o inclusive à Bolívia e as perdas de floresta sejam bem mais visíveis.

Rodrigo Maia, porém, ao contrário de Flavio Rocha que buscou para suas empresas a zona franca do Paraguai, prefere que se façam investimentos na Zona Franca de Manaus (ZFM) com o objetivo de modernizá-la e também de ampliá-la. Se por ampliar se entender avalizar projetos que estendam benefícios fiscais onde eles podem fazer a diferença, nada contra, agora se for para aumentar subsídios com recursos do contribuinte para ampliar também a desigualdade entre as regiões brasileiras, como projetos em trâmite no Congresso Nacional propõem, aí é melhor reavaliar as propostas de Maia.

Mas enquanto Flavio Rocha se preocupa em proteger indígenas, os quais, conforme o candidato, estão sendo expulsos de suas terras, Maia prefere fazer um alerta ao Brasil: Se as reformas necessárias não forem implementadas, daqui uns dias os investimentos públicos priorizarão a educação ou a saúde, não mais as duas.

Bem, do jeito que ambas estão, parece que não se investe em nenhuma já faz um bom tempo.

Subsídios para os mais ricos, só para variar

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A arenga daqueles que criticam o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) por, nessa visão distorcida, acarretar despesas para a União sem que apareçam os retornos, resultado da política de incentivos fiscais devidamente previsto na Constituição Federal, começa a perder força com estudos que o Ministério da Fazendo vem publicando ultimamente.

Referimo-nos ao Orçamento de Subsídios da União (OSU), que, em sua segunda edição, com a inclusão de dados do exercício de 2017, demonstra sem nenhuma dúvida, para onde são carreados cerca de 50% dos subsídios concedidos pela Federação entre as cinco grandes regiões.

Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, os quais compõem a região mais rica do Brasil, a Sudeste, foram beneficiados, no exercício de 2017, com o valor de 134,4 bilhões de reais em subsídios caracterizados como Gastos Tributários da União (GT). Esse montante equivale a exatos 49,7% do total de 270,4 bilhões de reais, valor que inclui, também, por serem da mesma natureza, os incentivos da ZFM. Mas, como se vê, a parte do leão – ou da qual o Leão abdica – fica com os estados mais ricos.

A publicação do Ministério da Fazenda atribui essa grande participação da região Sudeste no GT ao fato, conforme o estudo, de ser nessa região que está a maior parte dos domicílios de quem aderiu ao Simples Nacional. Pode até ser, mas aí também deve pesar a força política dos representantes destes estados, entre outros fatores.  O Simples, no exercício de 2017, disponibilizou subsídios de pouco mais de 75 bilhões de reais, ou mais de três vezes aqueles auferidos pela ZFM.

No balanço da distribuição regional dos Gastos Tributários da União, a Região Sul ficou 2º lugar, com o montante de 40,1 bilhões de reais, correspondente a 14,8% do total; em 3º lugar vem a Região Nordeste, com 36,5 bilhões de reais e participação de 13,5%. Em seguida, na quarta posição, a Região Centro-Oeste, com 30 bilhões, equivalente a 11,1% e, na lanterna, na 5ª e última colocação ficou a Região Norte, com 29,5 bilhões e participação de 10,9% no GT.

Entre os principais programas abrangidos pelos Gastos Tributários da União, o Simples Nacional é o que absorve maior volume de recursos. Em 2017 atingiu 75,57 bilhões de reais. Em seguida vem os gastos com Rendimentos Isentos e Não Tributáveis – IRPF, com 28,04 bilhões de reais. Aqui cabe uma observação: rendimentos provenientes de lucros e dividendos não são tributados no IRPF, já aqueles oriundos do trabalho podem atingir até a alíquota de 27,5% de tributação.

O terceiro maior gasto do GT, com Agricultura e Agroindústria – Desoneração da Cesta Básica, foi de 23,84 bilhões, enquanto a Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio, no exercício de 2017, ficou com 21,63 bilhões de reais. Com valor pouco menor que o da ZFM, as isenções às entidades sem fins lucrativos, no mesmo período, foram de 21,20 bilhões de reais.

As Deduções de Rendimentos Tributáveis – IRPF, com 17,54 bilhões de reais, vêm na 6ª posição, e é oportuno registrar que os limites esses valores, à exceção de despesas médicas que não têm limite, há um bom tempo não são corrigidos, o que leva o brasileiro que ganha a fortuna de R$ 2.827,00, por mês, a pagar Imposto de Renda a partir da alíquota de 7,5%. As alíquotas também estão defasadas e quem ganha com isso é a arrecadação federal.

Apenas para ilustrar, embora não figure entre os dez maiores segmentos favorecidos com GT, o setor automotivo usufruiu de subsídios no montante de 5,22 bilhões de reais em 2017, isto, apesar de ser uma indústria amadurecida e que, a cada ano, necessita de menor contingente de trabalhadores em suas plantas, construídas para utilizar os recursos da automação em sua linha de montagem.

Os gastos totais da União com subsídios, incluindo GT, além dos financeiros e creditícios, atingiram o montante 354,8 bilhões de reais no exercício de 2017. Nesse universo de recursos, o valor “dispendido” com a ZFM representa 6,09%, sem se falar nos tributos gerados nas três esferas administrativas, consequência direta ou indireta da atividade da Zona Franca de Manaus.

 

Pesquisa mostra que, se está ruim, vai piorar

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A Pesquisa de Intenção de Compra e Confiança do Consumidor, divulgada nesta sexta-feira, 4, pela Fecomércio/AM, traz estimativas de que o consumidor pretende gastar R$ 150 em presente voltado para o Dia das Mães. Ao lado desta intenção de gasto, 47,5% dos entrevistados têm expectativa de que, nos próximos seis meses, a situação da economia do Amazonas pode estar um pouco ou muito pior do no momento atual.

Na mesma linha de raciocínio, 37,3% das pessoas ouvidas pela Fecomércio dizem acreditar que a situação financeira de suas famílias também deve piorar na comparação com o período de seis meses atrás. A notícia ruim é que, para 87,2% dos consumidores que responderam à pesquisa e que estão em busca de um novo emprego, conseguir uma ocupação está mais difícil do que neste mesmo período de 2017.

Apesar dos indicadores do governo federal acerca da baixa na inflação, 96% dos consumidores manauaras têm expectativa de que os preços devem estar mais altos no próximo mês em comparação ao mês anterior. De outro lado, 24,5% dos entrevistados declararam ter sofrido assalto no mês de março.

Mistificações energéticas no Amazonas

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No que diz respeito a energia, o Amazonas, e Manaus em particular, já viveram tempos muito bons e outros de pura mistificação sem que a capital do Estado e a população do enorme interior amazônico seja atendida com serviço de qualidade quando se fala de energia, seja elétrica, a cargo da Eletrobras e subsidiárias, e mesmo a partir do gás, combustível que já foi, em meados da primeira década deste século, o canto da sereia do qual se aproveitaram não poucos políticos para fazer seu marketing de enganação. Manaus foi uma das capitais pioneiras no uso da eletricidade no país, incluindo os bondes elétricos.

Não vai longe, ali por 2004, durante o primeiro governo petista sob a batuta daquele do qual me recuso a dizer o nome, quando se apregoava que o gasoduto Coari-Manaus seria a solução para o sistema termoelétrico de geração de energia para Manaus, com a utilização de um combustível limpo, mais barato e que só dependia do gasoduto para chegar aqui.

Orçado inicialmente em R$ 2,4 bilhões, o gasoduto atingiu a cifra de R$ 4,5 bilhões para cobrir os pouco mais de 660 quilômetros que separam a base Urucu-Coari de Manaus. Em operação desde 2009, de acordo com a Petrobras, o gasoduto abastece, com 5,5 milhões de metros cúbicos diários de gás, as geradoras Manauara, Tambaqui, Jaraqui, Aparecida, Mauá, Cristiano Rocha e Ponta Negra, gerando 760 MW. Agora, consulte o usuário para aferir a satisfação com o serviço de distribuição, a cargo da Eletrobrás.

A chegada do gasoduto a Manaus, mesmo com despesas quase dobradas necessárias para pô-lo em funcionamento e permitir a utilização do gás pelas geradoras na capital, do ponto de vista do consumidor pouca coisa mudou, seja pela falta de qualidade do serviço ou pelas tarifas praticadas, que têm subido sem nenhuma contrapartida de melhoria.

Mas aí veio outra promessa: ligar Manaus ao Sistema Interligado Nacional (SIN), a partir de Tucuruí/PA, e resolver, de uma vez, os problemas no fornecimento de energia para a capital. O Linhão de Tucuruí, como ficou conhecida essa conexão, tem cerca de 1.800 quilômetros de extensão, interligado por 3.600 torres, algumas das quais são tão altas quanto a Torre Eiffel, em Paris, como aquelas necessárias para levar os cabos de uma margem a outra do rio Amazonas. O linhão também incluiu a construção de sete subestações, do zero, embora o sistema opere com oito subestações. O custo da proeza, iniciada em 2010, foi de módicos R$ 3 bilhões

Quase oito bilhões de reais em infraestrutura para trazer energia de qualidade a Manaus e a população quase não nota nenhuma diferença entre o antes e o depois, dada a frequência dos apagões a complicar e até inviabilizar a vida dos manauaras. Lembremo-nos dos hospitais.

A situação recorda um pouco as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros, quando a telefonia era estatal e para adquirir uma linha telefônica, o cidadão tinha que virar investidor e fazer uma compra casada de linha e de ações da tal Telebrás, já o serviço era muito ruim, e caro.

No entanto, há quem queira e lute para manter a Eletrobrás sob o guarda-chuva do dinheiro do contribuinte, do usuário, que não tem um serviço adequado e ainda vai ter que cobrir rombos, distribuídos democraticamente entre todos os brasileiros, como aqueles R$ 130 bilhões, investidos no sistema Eletrobrás desde o início dos governos petistas, em 2003. O problema todo é que a estatal, por fatores conhecidos, teve seu valor de mercado reduzido de 57 bilhões de reais para 27 bilhões de reais, com o faturamento encolhendo de 41 bilhões de reais para 32 bilhões de reais. Não vou nem falar dos resultados negativos que se acumulam desde 2012.

É muito dinheiro indo pelo ralo, só porque alguns querem manter a energia sob o comando do governo, mesmo que a incompetência leve a empresa para o buraco.

Peteleco era poderoso e não sabia

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Quem foi criança antes que as emissoras de televisão chegassem ao Amazonas tinha diversão e entretenimento bem diferente do que hoje se tem e, mesmo depois da TV aportar em Manaus, por muito tempo ainda perduraram formas de entretenimento que deixavam de lado o lazer eletrônico para favorecer o lado mais social ao vivo, digamos assim, tanto para as crianças quanto para os jovens e adultos.

Não se tinha, até os anos 2000, acredito, a preocupação de que um dia um telefone, evidente que não me refiro àquele telefone que só servia para falar e ouvir, poderia criar dependência e, ao invés de ser um meio de comunicação pura e simplesmente, pudesse, como hoje, agregar rede social, TV, rádio – alguém ainda ouve? – jogos, bancos, livros, música, filmes e muito mais, até se tornar um dispositivo que vicia seu usuário, fato já reconhecido pelos estudiosos da área.

Mas voltemos lá para o tempo no qual os Beatles chegaram às paradas e, para conseguir um long play (LP), como se dizia na época, só importando a um custo muito alto, daí o sucesso das versões daquelas músicas do quarteto inglês na voz de Renato e seus Blue Caps e outros. Mas o tempo, nos anos 1960, era de bossa nova, de shows em circos que faziam a alegria da petizada – alguém ainda usa essa expressão? – com malabaristas, equilibristas, animais africanos ou nem tanto e até bonecos, sejam marionetes ou aqueles acompanhados de seu ventríloquo.

Pois é, ventríloquo tem origem no latim venter loqui, ou barriga falante, prática que vem desde a antiguidade quando era usada pelos oráculos com a finalidade de demonstrar aos crentes que o oráculo falava com os deuses. Na Idade Média, o mesmo recurso servia aos bruxos e bruxas para “manter contato” com os espíritos e impressionar seu público.

Se hoje essa técnica só é usada no entretenimento, em outros tempos foi fonte de muito poder e é aí que entra na história o “poderoso” Peteleco e seu tutor/pai/ventríloquo Oscarino Farias Varjão, que partiu na semana passada deixando saudades a seus admiradores, que vão desde jovens na casa dos cinquenta/sessenta anos de idade e outros bem mais moços.

No tempo em que a informação fidedigna chegava de forma mais rápida pelo telégrafo e era disseminada pelas emissoras de rádio e jornais impressos, ali pelo final da década de 60, Manaus tinha pelo menos dez cinemas e a moçada se divertia, aos domingos, nas sessões duplas apresentadas a partir do meio-dia, principalmente nos bairros como Educandos – cine Vitória -, Cachoeirinha, com o Ypiranga, e os do centro: Guarany, Polytheama, Odeon e Avenida, assim como o Palace, lá no boulevard.

Dias de semana eram reservados para escola e trabalho e as noites para mais estudo e namorar, que ninguém é de ferro, já os santos da Igreja Católica possivelmente tinham mais devotos do que hoje por um motivo bem prosaico: as festas do dia de cada santo eram precedidas por arraiais, com quermesse, comidas e bebidas e, de vez em quando, por um show, ao vivo, com Peteleco, o boneco negro de Oscarino era atração que garantia público em qualquer festa.

Em certo momento, ainda nos anos 1960, quando surgiu no mercado o guaraná Baré, o locutor Clodoaldo Guerra, da rádio Baré, talvez uma das mais ouvidas então, fez fama ao apresentar um show itinerante, a bordo de um caminhão que premiava os “cantores” e algumas vezes teve no Peteleco uma das atrações com a famosa resposta dada a perguntas impertinentes: “Tu é leso, é?” E assim era o mundo sem os eletrônicos de hoje.

Livros para Lula

Como o assunto é leve e feitas as despedidas de Oscarino, aguardando que Peteleco continue a se apresentar em Manaus, quero avisar que estou pensando em fazer uma doação ao comandante petista que, lá atrás afirmou ter chegado à Presidência da República sem precisar estudar e agora, como presidiário, diz que livro, para ele, só serve para usar em exercício físico de levantamento de pesos, pois bem, tenho uma Barsa com uns 25 volumes disponível para ele se exercitar, mas não pago o frete.

Guerrilha digital e pesquisa eleitoral

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midias_sociais350x219   Há quem diga que vivemos, hoje, tempos perigosos e não somente pela violência que se espalha matando, ferindo e assaltando o cidadão pelo país afora. Os tempos perigosos têm sua ramificação mais contundente nas redes sociais onde, na ausência de argumentos para um debate saudável e democrático que consolide conhecimento e apresente soluções para os problemas do país, o que se vê por ali é puro ódio, ofensas às pessoas que, às vezes, nem se conhecem pessoalmente. O pior, no entanto, parece estar por vir.

Em ano eleitoral, esse comportamento contra o adversário, que por aqui virou o “inimigo” desde a propalada “ideologia” petista do “nós contra eles” deve se acirrar ainda mais. Não é por outro motivo que pessoas, cujo pensamento político diverge dessa esquerda que se apropriou do Estado brasileiro e quase o demoliu a pretexto de assistir aos mais necessitados, começam – nas redes sociais – a acirrar o próprio comportamento com frases que não deixam dúvidas sobre como será o clima de campanha e mesmo eleição, pregando dar o troco para guerrilha digital da esquerda nos mesmos moldes pelos quais ela – a esquerda – até agora foi protagonista nesse terreno.

No Brasil que já teve cinco presidentes – ou ex-presidentes – presos, o sexto, encarcerado no último dia 7 de abril, continua a despontar em pesquisas eleitorais como o favorito a ser eleito, novamente, presidente do Brasil nas eleições de 2018. O problema aí é saber se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai aceitar essa candidatura. Argumentos em contrário não faltam como o fato de o petista-mor ser ficha suja, além da condenação em duas instâncias, sem falar na outra meia dúzia de processos em andamento contra ele.

A boa notícia pode ser o fato detectado pela pesquisa do Datafolha e divulgada no último domingo, de que o candidato da extrema direita está marcando passo na pré-campanha que os pré-candidatos já empreendem por todo o país, sem nenhuma fiscalização ou limitação por parte das autoridades eleitorais, quer dizer, o calendário eleitoral parece ter virado letra morta neste ano.

Mesmo assim, não faltam surpresas, seja na pesquisa que trata das eleições presidenciais, seja na que se refere aos pré-candidatos pelo governo do Estado do Amazonas. No caso da eleição presidencial a surpresa pode ser a colocação alcançada pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que tem uma história de vida bem parecida com a do comandante petista, com uma grande diferença: enquanto aquele declarou ter chegado ao cargo de presidente da República sem ter estudado, Barbosa, filho de pedreiro com uma dona de casa, ajudou a criar os sete irmãos estudando e trabalhando e se tornou ministro da corte suprema depois de muito esforço.

Na pesquisa do Datafolha, está atrás de Lula (PT 31%), Bolsonaro (PSL 15%), Marina Silva (Rede 10%) e, em quarto lugar, Joaquim Barbosa (PSB) com 8%, bem melhor situado que algumas raposas da política, inclusive com cargos como Geraldo Alckmin (PSDB 6%), Ciro Gomes (PDT 5%) e Álvaro Dias (Podemos 3%).

No Amazonas a surpresa ficou por conta dos dados divulgados na segunda-feira, 16, pelo Instituto 365 onde quem puxa o favoritismo ao governo estadual nas eleições deste ano é o jornalista Wilson Lima que detém 19,4% da preferência do eleitorado a quatro meses e meio das eleições e à frente do Negão, atual governador do Amazonas, que tem a preferência de 17,8%. David Almeida, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, tem 14,6%, empatando com Rebecca Garcia, a qual mesmo sem nenhum cargo político e pouca exposição na mídia pode ser considerada como outra surpresa neste momento com 14,3%, acima do senador Omar Aziz (9,7%) e de Francisco Praciano (4,3%).

Mas, como diz o ditado, nesses mais de quatro meses até as eleições ainda vai passar muita água sob a ponte e essa primeira pesquisa registrada é, digamos, um estudo preliminar do terreno eleitoral deste ano.

País da violência

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O Brasil, que já foi conhecido por ter um povo cordial, está a cada dia mais tomado pela violência que envolve não só aquela praticada pelos bandidos armados com fuzis e metralhadoras, seja no Rio de Janeiro ou em Manaus, mas também aquela do trânsito assassino que mata ou mutila milhares todos os anos. Essas duas são as que se mostram no dia a dia do país, outra, talvez com maiores danos à população é a violência do desvio dos recursos públicos para fins privados, com a interveniência de agentes públicos e que deixa sem recursos a saúde, a segurança, a educação, entre outros segmentos que deveriam ser a prioridade dos governos nos três níveis.

Diz o relatório 2017 do Atlas da Violência, com base em estatísticas de 2015, que foram assassinadas 59.080 pessoas no Brasil, naquele ano

A crônica policial está cada vez mais bizarra em Manaus, ao relatar ocorrências que se tornam frequentes, embora não se possa dizer que são banais. Assassinatos como o ocorrido no fim de semana, em Santa Luzia, Zona Sul, quando atiradores executaram dois homens que jogavam dominó, um dos quais, veio se saber depois, era o alvo e morreu no pronto-socorro, já o que morreu no local, ao que tudo indica, nada tinha a ver com o caso. Estava no local e no momento errados.

Outro caso ocorrido no fim de semana foi a invasão de um apartamento, depois metralhado por desconhecidos durante a madrugada no bairro Novo Aleixo, Zona Norte. Ali o alvo morreu na hora, mas a mulher e a filha, com cerca de um ano de idade, foram encaminhadas aos hospitais em estado grave. Se os alvos têm envolvimento com o tráfico de drogas, no fim das contas quem está próximo corre o mesmo risco e é aí que a população se torna vítima inocente de balas assassinas.

Diz o relatório 2017 do Atlas da Violência, com base em estatísticas de 2015, que foram assassinadas 59.080 pessoas naquele ano. É uma guerra sem quartel onde o cidadão se torna refém ao preferir ficar trancado em sua casa a sair à rua com todos os riscos que isso implica, seja ser vítima da violência dos bandidos, do trânsito ou de uma mais nova, com viés político, como o vereador que agrediu um homem durante manifestação contra a prisão do ex-presidente Lula, em São Bernardo do Campo/SP.

O viés político desse tipo de violência também atingiu pelo menos sete jornalistas, agredidos durante esses eventos contrários ao cumprimento de uma medida judicial e chegou até Curitiba, onde uma jornalista amazonense que ali mora foi agredida quando trabalhava na cobertura da prisão do ex-presidente.

Se a violência explícita está nas ruas, a dissimulada, aquela surripia recursos públicos para atender os favoritos do poder, seja favorecendo organizações empresariais, agentes públicos ou magistrados, como ocorreu por aqui e foi objeto de matéria jornalística em um programa da Rede Globo no último domingo, é tão ou mais danosa que a violência explícita. A esta falta pôr em prática uma metodologia que possa parametrizar suas consequências para a sociedade. A dificuldade, como bem reconhecem os defensores do ex-presidente transformado em presidiário no último sábado, é que não existem as provas materiais para materializar os danos causados à população por essas práticas criminosas, que não vão passar recibo nunca.

Voltando à violência explícita, a que dispõe de dados estatísticos para pesquisas e estudos, é o caso de registrar, conforme o Mapa já referido, que o Amazonas, apresentou, entre 2005 e 2015, um crescimento superior 101% na taxa de homicídios por 100.000 habitantes. Entre 2014 e 2015, a expansão desses homicídios foi de 16,8%, enquanto entre 2010 e 2015, chegou a 20,3%.

Ao cidadão que paga impostos e mesmo assim não tem garantia de sair para o trabalho e voltar com vida, fica apenas a possibilidade de perguntar o quê, realmente, está sendo feito para garantir o direito à vida das pessoas, além dos discursos repetitivos transmitidos diariamente pelas autoridades.

Seus dados fazem a fortuna das redes sociais

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Para que servem as redes sociais? A maioria das pessoas que as utiliza acredita que as plataformas como WhatsApp, Facebook, Instagram, entre outras, são uma forma de interagir socialmente de maneira remota. Isto é, a rede social possibilita o contato entre os indivíduos que podem estar próximos, mas não presentes, ou mesmo do outro lado do mundo.

A vida está mais cômoda e agradável, em compensação, os riscos aumentaram na mesma proporção dos dados que disponibilizamos na internet

Deve ser um dos lados mais agradáveis das redes sociais a possibilidade de encontrar pessoas que há muito não vemos por termos perdido o contato lá pelas brumas do passado, mesmo que não as tenhamos esquecido e isto, hoje, é um fato corriqueiro. Quem não tem uma história para contar sobre ter descoberto, pelo Facebook, por exemplo, um amigo ou amiga, um ex-colega de trabalho e até mesmo alguém da família com o qual se perdeu o contato?

Redes sociais, no entanto, se prestam para outras coisas como postar aquela foto do tambaqui “bronzeado” e quase pronto para ser saboreado, ou uma caneca de açaí só pra azarar os amigos que deixaram a terrinha e foram morar em outros estados ou mesmo em outro país.

Colocar a foto, ou um vídeo, do filho recém-nascido para mostrar aos familiares distantes, exibir a capa do livro que está lendo, fazer uma breve resenha do último filme que gostou e compartilhar são coisas positivas que não seriam possíveis de fazer sem as redes sociais trazidas pela internet. Mas nem só de boas coisas vive a internet e muito menos as redes sociais.

Em um tempo onde boa parte da vida das pessoas está embutida em um smartphone, e não estou falando apenas de fotos e vídeos pessoais. Refiro-me às facilidades que esses aparelhos trouxeram e que, hoje, dado seu poder de processamento e aos aplicativos, cada vez mais inteligentes, as pessoas já não podem abdicar de possuí-los e tornar a vida mais cômoda e agradável.

Mas, como diria Drummond: “No meio do caminho tinha uma pedra/ Tinha uma pedra no meio do caminho…”, pois nem só de zoar seguidores e fãs na internet se faz uma rede social. Ela é composta, basicamente, de informações, de dados: os seus, de seus amigos, de seus fãs e por aí vai, porque os dados são o combustível que movem as grandes organizações, que surgiram um dia desses, como Google, Facebook e hoje valem bilhões de dólares por uma razão simples, a um tempo, e muito complexa, em outro.

A simplicidade é porque elas obtêm os dados de seus usuários fornecidos pelos próprios, do contrário não acessam a rede social. Dados incompletos não permitem que outros usuários interessados em determinado perfil localizem aquele que procuram. Complexo porque, depois de fornecidas as informações pessoais, mesmo sob a promessa de todos os fornecedores de redes sociais e aplicativos, o usuário não tem mais controle cobre o destino que será dado às suas informações pessoais, profissionais, financeiras e até aquela receita muito gostosa de batida de maracujá, tipo licor, que minha mãe, d. Neuza, fazia.

É aí que o recente escândalo envolvendo o Facebook, cujos dados de milhões de usuários dos Estados Unidos teriam sido repassados à coordenação da campanha eleitoral de Donald Trump e, utilizados de forma ilegal, concorreram para influenciar eleitores a eleger o atual presidente norte-americano, deve nos levar a refletir e descobrir que somos reféns daqueles que, hoje, têm mais informações sobre as pessoas do que mesmo governos.

Mas o leitor poderia argumentar que há garantias, as quais, se implementadas, podem dar maior segurança às informações disponibilizadas por usuários das redes sociais. Com certeza, como diria o meu amigo lá do Mercadão. O problema é que as empresas que oferecem redes sociais, software e aplicativos “grátis” vivem de quê? As que produzem e comercializam software obtêm renda da comercialização de seus produtos, mas e as redes sociais? O filé de seu faturamento vem da comercialização das informações contidas em seus servidores. Sim, seu nome, foto, data do nascimento, os livros, filmes, bebidas, comidas que você mais gosta e muito mais que você, com os próprios dedos, ali registrou. Esse tesouro é matéria-prima para campanhas publicit&a acute;rias em grande escala e com direcionamento quase perfeito.

É, a vida está mais cômoda e agradável, em compensação, os riscos aumentaram na mesma proporção dos dados que disponibilizamos na internet, inclusive em aplicativos financeiros e sites de vendas como Amazon e congêneres.

Acho que vou voltar ao tempo do telégrafo e do fax… e continuar a enfrentar aquelas filas quilométricas nos bancos.

Mortes no trânsito e a resolução 726

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Levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em meados de 2017 informa que, no Brasil, 47 mil pessoas morrem vítimas de acidentes de trânsito e outras 400 mil sofrem sequelas decorrentes desse tipo de violência que infesta as vias urbanas e as rodovias brasileiras. O custo das mortes e da população sequelada, informa o Observatório Nacional de Segurança Viária, atinge a elevada cifra de R$ 56 bilhões.

Ainda de acordo com dados da OMS, nas Américas, o Brasil só fica atrás da República Dominicana, Belize e Venezuela quando o assunto é morte no trânsito. São muitas mortes e pessoas que ficam com traumas em decorrência do trânsito maluco praticado pela grande maioria de brasileiros com a complacência das autoridades em diversas instâncias.

Entre 2009 e 2016, o número de mortes no trânsito passou de 19 para 23,4 por grupo de 100.000 habitantes

Nem mesmo a edição de um novo Código Brasileiro de Trânsito (CBT), em 1998, conseguiu reduzir a calamidade da violência no trânsito que desde há muito tira a vida e deixa brasileiros aleijados, em que pese ter parte considerável da culpa os próprios condutores de veículos. Quando da edição do CBT houve um rápido período no qual o número de mortes no trânsito caiu, talvez em face de práticas como a Lei Seca, o uso de cadeirinha para crianças, além da obrigatoriedade de airbags nos veículos, a partir de determinado ano de fabricação.

No entanto, entre 2009 e 2016, o número de mortes no trânsito passou de 19 para 23,4 por grupo de 100.000 habitantes. Quer dizer, a mortandade continua e nem os acordos internacionais chancelados pelo Brasil têm surtido efeito no sentido de que o país implante políticas públicas eficazes para reduzir os óbitos decorrentes do trânsito. Assim, a meta de reduzir, até 2020, pela metade o número de mortes no trânsito, conforme compromisso assumido pelo país perante a Organização das Nações Unidas (ONU), já está descartada.

Apenas para citar um exemplo, os Estados Unidos, onde a população é cerca de 70% maior que a brasileira e a frota tem seis vezes mais veículos que a brasileira, o número de acidentes com morte no trânsito daquele país é de 30 mil vítimas por ano. Há algo de muito errado por aqui e não é apenas o motorista, o condutor de veículo, para quem a autoridade do segmento aponta o dedo acusador.

Para as autoridades do trânsito, no Brasil, acomodadas no ar condicionado de seus gabinetes, basta uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), como a recente 726/2018, de 6 de março deste ano, para resolver, na base da canetada, as agruras do trânsito e baixar o número de mortes nas vias do país. Essa resolução, que deveria vigorar no início de junho, deve ser revogada ainda nesta semana, conforme assegurou o Ministério das Cidades, para diminuir os gastos e “facilitar a vida dos brasileiros”. Em outras palavras, a natimorta resolução 726 não veio, nem poderia vir, para resolver os problemas da má formação dos condutores ou acabar com as más práticas na direção, mas para tungar o bolso e prejudicar o contribuinte. Alguém já d isse: “O Brasil não é um país sério”. Não é.

Um rápido olhar nas vias em quaisquer das regiões brasileiras vai encontrar asfalto de má qualidade, buracos, ausência de acostamento, de sinalização básica e fiscalização que, quando existe, é ineficiente. Tudo isso derivado, em boa parte, da corrupção que também mata os brasileiros ao retirar recursos dos hospitais, da conservação das estradas e vias urbanas, da segurança e por aí vai.

Assim, a tal resolução 726 previa que motoristas que fossem renovar a CNH, a partir de junho deste ano, deveriam fazer um curso teórico presencial ou a distância, e depois se submeter a uma prova, além do exame médico, já exigido. Aos bons condutores, que observam as regras do trânsito, não têm registro de infração ou multa e não se envolvem em acidentes graves, restaria cumprir aquilo que os burocratas do Contran chamaram de “Curso de Aperfeiçoamento para Renovação de CNH” e que eu chamaria de mais uma oferta de dificuldades para vender facilidades.