Setores do PIM têm perdas de faturamento

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Desempenho dos dez maiores setores do PIM

O faturamento das indústrias com operação em Manaus, medido em dólares e conforme os Indicadores de Desempenho da Suframa, relativos as setembro de 2018, atingiu 18.837 bilhões de dólares, com crescimento, aferido pela moeda norte-americana, de 1,24% na comparação com o acumulado no mesmo mês de 2017. Não é um resultado dos melhores, principalmente se comparado ao mesmo período nos exercícios de 2017/2016, quando a expansão foi superior a 18%.

Os cinco maiores segmentos industriais faturaram, entre janeiro e setembro, 15.536 bilhões de dólares, valor equivalente a 82% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus (PIM), enquanto os dez maiores, com vendas de 18.380 bilhões de dólares, asseguraram participação próxima a 98% no faturamento total do PIM.

Entre esses dez maiores setores, quatro tiveram perdas de faturamento na relação com o mesmo período – setembro – do ano anterior, a começar por eletroeletrônicos, que faturou 41 milhões de dólares a menos. Também teve perdas de faturamento o setor mecânico, 86 milhões de dólares e, em termos absolutos, foi o que teve a maior baixa.

O polo relojoeiro perdeu mais de 17% de faturamento no período sob análise, com baixa nas vendas de 50 milhões de dólares. Em termos relativos, com perdas de vendas na faixa de 18%, quem mais perdeu foi o setor de isqueiros e descartáveis, cujas vendas foram reduzidas em 83 milhões de dólares.

No balanço dos dez maiores segmentos industriais incentivados, o acumulado até setembro apresenta saldo positivo de 305 milhões de dólares.

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Economia brasileira fica abaixo da expansão de emergentes

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As estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para economia mundial, nos próximos anos, não são das mais otimistas se comparadas ao desempenho mais recente, principalmente no que diz respeito às economias mais avançadas, embora a perspectiva do FMI indique que as economias dos países emergentes devem ter performance mais significativa que a do mundo desenvolvido. As informações foram divulgadas na Carta de Conjuntura do 4º trimestre, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Conforme a visão do FMI, nos últimos dois anos houve melhorias no desempenho da economia em nível mundial em relação “ao período pós-crise de 2008”, no entanto, essa expansão pode ter chegado ao fim de mais um ciclo. A dinâmica econômica e as ferramentas utilizadas para contornar dificuldades na economia podem não permitir o prosseguimento dessa performance, com especial destaque, na visão do FMI, para a Zona do Euro e Estados Unidos.

Os números exibidos para justificar esse ponto de vista do FMI são, por exemplo, uma possível desaceleração no crescimento dos Estados Unidos, que neste ano deve ser de 2,9%, para algo em torno de 2,5% no próximo exercício fiscal. De outro lado, há a expectativa de que, nos países emergentes, o crescimento se mantenha estável em 4,7%. Por este parâmetro, o Brasil está longe de acompanhar o bloco desses países.

Por aqui, segundo a pesquisa Focus divulgada neste segunda-feira, 10, a estimativa de crescimento do produto interno bruto (PIB), apesar de apresentar ligeira indicação de crescimento em 2019, não ultrapassa a marca dos 2,53%, bem longe do patamar que o FMI prevê para os demais emergentes. É interessante registrar que nem da taxa prevista pelo FMI para o desempenho da economia global, quer é de 3,7%, o Brasil chega a se aproximar.

Mas se a economia brasileira já enfrenta dificuldades desde há muito, o panorama à frente também não está nada fácil, embora, diga-se, já se aviste pelo menos o túnel, se compararmos às expectativas para 2019 com aquelas efetivadas em relação ao ano que se encerra.

Assim é que as expectativas colhidas pela pesquisa Focus, do Banco Central (BC), em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) indicam queda tanto para 2018 quanto para o próximo ano. Já o PIB, neste ano, deve crescer 1,3%, enquanto em 2019, conforme foi dito, deve chegar a 2,53%, com ligeira expansão em relação à pesquisa de quatro semanas atrás, quando estava em 2,50%. O câmbio, informa a Focus, tende a valorizar a moeda norte-americana e em 2018 deve fechar em R$ 3,78 por dólar. Há quatro semanas a cotação prevista era de R$ 3,70/dólar.

A valorização do dólar também está prevista para 2019 e a moeda norte-americana passou de R$ 3,76 para R$ 3,80/dólar nas últimas quatro semanas, informa a pesquisa do BC.

A boa notícia para este ano é que os preços administrados devem cair, já que há quatro semanas estava com estimativa de crescimento de 7,48% e agora baixou para 6,95%, mas no próximo ano esse fator se mantém estável no nível de 4,80%. O mesmo não se pode dizer da produção industrial, a qual deve cair tanto neste quanto no próximo exercício.

Se por um lado a baixa dos preços administrados se traduz em combustíveis com preços menores para o usuário, as estimativas do FMI colocam em banho-maria o desempenho da economia do petróleo, em particular, e das commodities no geral. A baixa no preço do petróleo vai impactar a exploração das jazidas do pré-sal, enquanto as commodities exportadas pelo Brasil, ferro por exemplo, podem sofrer impacto negativo.

Pelo visto, 2019 não vai ser para amadores.

Fatores ligados à mão de obra têm baixa no PIM

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As indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM) ampliaram as importações, assim como a aquisição de insumos, de forma geral, no acumulado até o mês de setembro, de acordo com a última edição dos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM). As exportações cresceram 3,93%.

No que diz respeito aos indicadores ligados à mão de obra, o valor médio mensal de salários, encargos e benefícios (SEB) caiu 6,31% no comparativo de setembro de 2017 e o nono mês deste ano. Com isso foi reduzida a participação per capita dos trabalhadores do PIM na SEB, de 1,715.69 dólares, em 2017, para 1,615.60 dólares, equivalente à baixa de 5,83% no período, apesar da redução da mão de obra em 0,50% no período.

As importações cresceram 27,9%, passando de 5.45 bilhões de dólares, para 6.98 bilhões de dólares no comparativo entre o mês de setembro de 2017 e o mesmo mês deste ano. No mesmo período, a aquisição de insumos teve expansão de 32,3%, quando passou de 8.65 bilhões de dólares, para 11.46 bilhões de dólares. Já o faturamento teve expansão de 1,24%, medido na moeda norte-americana.

No que diz respeito aos investimentos, na média, as indústrias baixaram suas aplicações na ZFM em 1,58% no período analisado, com a agravante de que os três principais segmentos também reduziram suas posições. Assim, o setor de eletroeletrônicos teve baixa de 0,66%, termoplásticos caiu 1,21%, enquanto o setor de duas rodas foi aquele com baixa mais acentuada, passando dos 8% no período analisado.

Aquisição de insumos aumenta e investimento cai na ZFM

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insumos

Ao que parece, as medidas de contenção de gastos e reformatação da estrutura administrativa, anunciadas pelo presidente eleito e que devem ser aplicadas à administração pública federal, as quais incluem a fusão de ministérios e eliminação de alguns, fizeram, finalmente, a ficha cair para alguns setores da sociedade do Amazonas.
É possível que essa tardia conscientização da fragilidade do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), o qual, embora esteja assegurado pela Constituição Federal até o ano de 2073, não tem sido devidamente equipado, digamos assim, para enfrentar as turbulências advindas das novas tecnologias que estão chegando e tendem a se encorpar mais no futuro, principalmente na indústria, segmento que perde terreno pelo país afora quando aferida sua participação no produto interno bruto (PIB) do Brasil.
No entanto, a opção de fundir o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços à estrutura do novo Ministério da Economia, feita pelo equipe do governo que assume em 1º de janeiro de 2019, teve o condão de tirar da zona de conforto segmentos da sociedade amazonense que pareciam acreditar que a simples perenidade da ZFM até 2073 seria suficiente para manter a geração de riqueza e emprego por aqui.
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que já teve grande papel como agência fomentadora do crescimento econômico tanto na Amazônia Ocidental, quanto em parte do Estado do Amapá, desde há muito perde força e poder de decisão, assim como recursos financeiros, mesmo aqueles gerados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), sem que a classe política procure se integrar mais com as bancadas da região Norte e até do Nordeste, com o objetivo de defender o modelo.
É possível e desejável que essa puxada de tapete caracterizada pelo fim do ministério ao qual a Suframa está hierarquicamente subordinada até que a nova estrutura ministerial seja oficializada, também faça da integração das forças políticas, principalmente dos estados sob jurisdição da Suframa, um objetivo que venha favorecer as demandas, que não são poucas, das indústrias com operações em Manaus.
De outro lado, os Indicadores de Desempenho do PIM, relativos ao mês de setembro e divulgados na semana passada, em que pese a fraca performance no que diz respeito à absorção de mão de obra pelas indústrias incentivadas, há outros indicadores que confirmam o aquecimento da indústria local.
Um dos mais fortes é aquele que mede a aquisição de insumos pelas indústrias. Neste particular, a evolução histórica dessa atividade nos mostra uma evolução positiva e, mesmo comparando o desempenho de 2018 somente até o mês de setembro, sua performance é muito significativa ao atingir 60,8% do faturamento.
Nos últimos 5 anos, 2014 fechou com 49%, 2015 com 51,8%, 2016 teve desempenho de 41% e em 2017 a aquisição de insumos chegou a 46% em relação ao faturamento do PIM. Como se vê, a evolução fica próxima dos 15 pontos percentuais acima da aquisição de insumos efetivada no exercício de 2017.
No entanto, a insegurança jurídica que ronda o Polo Industrial de Manaus, mesmo com sinais de desempenho positivo da indústria local, tem o poder de inibir novos investimentos ou afugentar alguns que se julgava consolidados, neste último caso, um bom exemplo é o anúncio de que a Pepsi Cola está deixando o Amazonas.
Outro exemplo, este mais estrutural, é sinal emitido pelo indicador de investimentos do PIM. Por ali há uma baixa, na média, de 145 milhões de dólares neste ano, comparado a 2017, quando o exercício fechou com a média de 9.140 bilhões de dólares, enquanto até setembro de 2018, a média é de 8.995 bilhões.

Escolha seu futuro

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Futurismo-cargadoslanceiros

O futuro já começou e os indícios de que vivemos o porvir estão disseminados nos meios de comunicação, softwares, aplicativos para celulares, assim como nas recentes conquistas da ciência, afinal, os norte-americanos conseguiram a proeza de colocar uma sonda em Marte nesta semana.

O futurismo – ciência – prega a necessidade de “se decifrar aquilo que você precisa aprender, guardar o que você precisa aprender, e desaprender, quando necessário”

Mas nem só de fatos científicos, como a humanoide exibida em recente programa de TV ou a criação de gêmeos com DNA editado que teriam resultado das pesquisas de um cientista chinês, noticiada também nesta semana, dão foco ao futuro (?) que já vivemos.

Sob o título de “Futurismo, ficção científica ou uma nova maneira de entender o mundo?”, em palestra ocorrida na 1ª Feira do Polo Digital de Manaus, Fabíola Almeida defende que as mudanças de paradigmas ocorridas ao longo das últimas décadas trouxeram o futuro para os dias atuais. O futurismo – que já foi um movimento artístico e literário voltado para a destruição de representações artísticas como a simbolista, impressionista e naturalista – teria status de uma nova ciência, que prega a necessidade de “se decifrar aquilo que você precisa aprender, guardar o que você precisa aprender, e desaprender, quando necessário”.

Fabíola, que é responsável pela disseminação de conteúdo sobre transformação digital do Sebrae-AM, além de ter MBA em Empreendedorismo, Inovação e Criação de Startups, afirma que mudanças já monitoradas na década de 1980, como aquelas apontadas na obra “Megatendências”, de John Naisbitt, que apontava, em 1982, as dez grandes transformações que já estavam ocorrendo na sociedade se confirmaram.

Entre essas transformações detectadas por Naisbitt estavam, por exemplo, a passagem de uma sociedade industrial para uma sociedade da informação; da tecnologia forçada – e cara, onerosa, de poucos usuários – para a alta tecnologia com grande contato humano; da economia nacional para a economia mundial; da ajuda institucional para a auto-ajuda; da democracia representativa para a democracia participativa, entre outras tendências, apontadas àquela época e que já estão sendo vivenciadas.

Isso tudo, conforme a gestora de conteúdo do Sebrae, já acontecia antes mesmo que a internet se popularizasse, o que só viria a ocorrer nos anos 1990, assim como a massificação dos smartphones. Em outras palavras, antes de 2007, quando Steve Jobs, da Apple, lançou o iPhone e mudou, de novo, não só um segmento industrial, mas a própria sociedade.

Citando Alvin Tofler, autor de “O choque do futuro” e “Terceira onda”, Fabíola reitera requisito do futurismo ao dizer que os analfabetos deste século não são aqueles que não sabem ler e escrever, mas sim quem não souber aprender, desaprender e reaprender.

As tecnologias surgidas nos últimos tempos e que colocam o mundo atual no limiar da quarta revolução industrial, também mudaram o mundo ao acabar com a previsibilidade da vida. Já não se consegue mais delinear uma carreira onde, a partir de um emprego formal, o indivíduo suba os degraus hierárquicos necessários para atingir o ápice e se aposentar – em uma única empresa – isso acabou. As pessoas deixam de lado a hierarquia e passam a trabalhar de forma colaborativa, independente do lugar do mundo em que se encontram.

O aprendizado dura a vida toda e os objetivos foram trocados por propósitos, pela maneira como o indivíduo quer ser visto pela sociedade. O poder mudou de mão e a opinião pública e a necessidade do consumidor fazem com que políticos percam poder e as organizações refaçam, relancem produtos em sintonia com aquilo que o consumidor determina.

A musiquinha da Globo, que anuncia a proximidade de mais um ano novo, nunca esteve tão atualizada: “…o futuro já começou.”

Foto: Reprodução Web/Toda Matéria

Falta de troco agora tem solução digital

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1a Feira do Polo Digital de Manaus

Desde a terça-feira, 27, a cidade é a capital digital da Amazônia com a realização, no Studio 5 Centro de Convenções, zona Sul, da 1ª Feira do Polo Digital de Manaus, que abrange expositores de tecnologias e produtos digitais, incluindo empresas, institutos de pesquisas, universidades e instituições como a Superintendência da Zona da Zona Franca de Manaus (Suframa). Uma das tecnologias apresentadas é o aplicativo Trocados, que dá solução à falta de troco em Manaus.

A programação de palestras foi aberta pelo futuro ministro do governo Jair Bolsonaro, o astronauta Marcos Cesar Pontes, que, no fim da manhã do dia 27, abordou o tema ‘É possível!”, com as dependências do salão nobre do Studio 5 lotadas por expectadores bem antes de ter início a palestra, por volta de meio-dia.
Além do cardápio variado de palestras, os expositores presentes ao evento também não ficam a dever no que diz respeito às múltiplas abordagens de produtos e tecnologias exibidas aos visitantes.

No campo de aplicativos para telefones celulares, chama a atenção aquele desenvolvido para receber um artigo em falta na cidade: troco. Com o app Trocados, já disponível para a plataforma Android e também na web, no site www.trocados.com.br A utilização do app, grátis para o usuário, se dá através de sites parceiros que creditam pequenos valores, via Trocados, na conta individual do usuário pelo smartphone cadastrado.

De acordo com Silvestre, um dos responsáveis pelo estande da Trocados, o app já conta com parceiros que vão desde supermercados, drogarias, mercearias, entre outros, assim como informou que os créditos gerados já podem ser utilizados para fazer pagamentos a operadoras de telefonia, adquirir créditos para passagem de ônibus, via Passa Fácil, Uber, além de outras parcerias já firmadas. A Trocados é resultado do programa da Incubadora UniNorte Empreende e conta com o apoio da Fapeam.

Estas iniciativas passam também por aquelas voltadas para a economia circular, conhecida também como logística reversa, e que buscam proporcionar a reciclagem de materiais por meio da coleta remunerada de resíduos sólidos, como a proposta pela Residuum (www.residuum.com.br), que já atende empresas manauaras colocando em contato quem demanda o serviço com os eventuais prestadores de serviço.

Foto: Juliana Alice

Gastos com servidores do AM crescem

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta segunda feira, 26, nota técnica onde registra indicadores dos gastos com pessoal nos estados da Federação, assim como no Distrito Federal (DF). Entre as dificuldades encontradas para obter as informações necessárias é apontada a falta de transparências, em alguns estados, acerca do respectivo Portal Transparência, onde receitas e despesas dos entes federativos deveriam estar disponíveis aos cidadãos.

Entre as descobertas dos técnicos do Ipea está o fato de que, no período de setembro de 2017 a agosto deste ano, os gastos com pessoal ativo nos estados cresceram 0,8%. No entanto, no mesmo período, o pessoal inativo dos estados teve os gastos ampliados em 8%.

O serviço público brasileiro, que não é nenhum primor no atendimento às demandas do cidadão, só está piorando com esse tipo de “gestão pública”

Grosso modo, informa o Ipea, o esforço no sentido de conter gastos com o pessoal ativo não conseguiu contrabalançar a ampliação dos gastos com inativos.

Pior que isso é a constatação de que, entre 2014 e 2017, pelo menos 20 unidades da Federação reduziram o número de funcionários estatutários ativos, enquanto do outro lado, os 24 estados analisados apresentaram expansão no número de inativos. Assim, o número de servidores ativos nos estados teve queda de 1,6%, ao mesmo tempo em que o número de inativos cresceu 5,6%.

Do ponto de vista do Ipea, isso se traduz na redução da contratação de novos servidores estatutários nas unidades da federação, enquanto o número de inativos cresce. Mas se a perspectiva deixar de ser apenas o gasto público com servidores ativos ou inativos, pode-se dizer, também, que o serviço público brasileiro, que não é nenhum primor no atendimento às demandas do cidadão, só está piorando com esse tipo de “gestão pública”.

De acordo com os dados coligidos pelo Ipea, até mesmo o volume de investimentos no último ano de mandato dos governadores, que em ano eleitoral tem histórico de crescimento, foi afetado, uma vez que nas eleições de 2010 e 2014 houve picos de investimentos, o que não ocorreu em 2018.

O Estado do Amazonas, que em 2006, conforme o Ipea, teve gastos com o pessoal ativo na faixa de 1,7 bilhão de reais, subiu à marca dos 2,8 bilhões em 2010. Essa expansão no montante de recursos destinados a custear pessoal cresceu 64,7% em meia década.

No período compreendido entre 2010 e 2017, os gastos com o pessoal ativo do Estado do Amazonas se elevou, em valores nominais, em dois bilhões de reais, passando de 2,8 bilhões para 4,8 bilhões de reais. A expansão do volume de recursos destinados ao pessoal ativo nesses sete anos cresceu mais de 70%. Entre os anos de 2006 e 2017, o crescimento dos gastos, em valores nominais, assim, atingiu 182,3%

No caso dos inativos, a expansão alcança percentuais bem maiores. No período 2006 a 2010 passou de 470 milhões para 790 milhões de reais, com expansão de 68%; entre 2010 e 2017, subiu de 790 milhões para 1,7 bilhão de reais e crescimento superior a 115%. Por fim, entre 2006 e 2017, esse crescimento dos gastos com inativos foi superior a 260%.

Se for comparado o gasto com pessoal ativo do Amazonas com os valores dispendidos pelo Estado do Rio de Janeiro, que vive situação das mais lastimáveis em administração das finanças públicas, o Rio de Janeiro apresenta, nas três situações elencadas acima, desempenho bem mais favorável ao erário, tendo incrementos de 50,8% para 2006/10; 63,0% para 2010/17; e, por fim, 145,9% no período 2006/17.

A conclusão que se pode tirar desses números é que a “valorização do pessoal” não é acompanhada por avaliações internas de desempenho do servidor público do Estado, o que já é sabido desde há muito, enquanto isso, a qualidade do serviço é mínima.

Baixas expectativas

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Na última pesquisa sobre a produção industrial divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada, o destaque, corroborando a máxima de que má notícia é que é a notícia, foi a queda superior a 14% no comparativo entre o mês de setembro e o mesmo mês do ano anterior das organizações que mantêm operações no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Bem menos substancial foi a queda na produção das indústrias incentivadas no comparativo entre setembro e agosto deste ano. Por ali, a baixa foi de 5,2%. Menos mau. No entanto, é de se registrar que em 2018 o desempenho das indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM) acumula, conforme o IBGE, expansão de 7,8%, performance que é reforçada pelo crescimento acumulado da atividade industrial em 12 meses, no Amazonas, superior a 8%.

Se o panorama no Amazonas parece nebuloso, os números relativos à pesquisa semanal do Banco Central (BC) – Focus -, traz algum alento nos indicadores garimpados junto aos agentes econômicos, bancos e consultorias, fechada na última sexta-feira, 9, e divulgada nesta segunda-feira.

As expectativas sobre o desempenho dos investimentos diretos no país, por exemplo, indicam que, de uma semana para outra, houve crescimento, passando de 67 bilhões de dólares para 68.5 bilhões de dólares, quando o horizonte é o presente exercício. Essa expectativa é ainda mais substancial para o próximo ano. Para aquele exercício, as expectativas garimpadas pela Focus indicam que a previsão de 70 bilhões de dólares cresceu para 72.5 bilhões de dólares.

Os preços administrados, que tiveram peso considerável no custo das organizações no exercício que se encerra, principalmente quando a questão se refere a insumos como combustíveis e energia elétrica – esta última teve reajuste superior a 14% neste mês de novembro – parecem ter papel menos oneroso a partir de agora. As indicações obtidas pela Focus são de que, em 2018, esses preços devem cair. Há quatro semanas a previsão era de expansão de 7,84%, reduzida para 7,48% nesta edição da Focus.

Para 2019, as expectativas sobre os preços administrados estacionaram, há quatro semanas, na casa dos 4,8%. Pode não ser o ideal, mas é bem melhor que os números prospectados para 2018.

De outro lado, enquanto o IBGE detecta desempenho real de queda na produção industrial, as expectativas colhidas pelo BC também não são das mais alvissareiras. Para 2018, a expectativa de crescimento, que era de 2,67% há quatro semanas, agora está em 2,22%. O mesmo vale para 2019, onde caiu de 3,24% para 3,04% na última semana.

Em que pesem expectativas indicando baixa na inflação medida pelo IPCA, que há quatro semanas era de 4,43%, para 2018, tendo caído para 4,23% na última semana, a evolução do produto interno bruto (PIB), na visão dos agentes econômicos entrevistados, se mantém estabilizada em 1,36%. O mesmo se pode dizer para o exercício de 2019, no caso do PIB, há quatro semanas na faixa dos 2,5%.

Por fim é de se registrar que as idas e vindas sobre a composição de ministérios, a redução do número de pastas anunciadas pelo presidente eleito também não tem contribuído para formar um painel mais estável para a atividade econômica, mesmo quando se considera que o mandato do novo governante só se iniciará em janeiro.

PIB: Consumo das famílias cai pelo segundo ano consecutivo

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PIB 2016-IBGE-20181109

O Produto Interno Bruto (PIB) atingiu R$ 6,267 trilhões em 2016 e a sua queda percentual em relação a 2015 foi revisada de -3,5%para -3,3%. O resultado de 2016 decorreu de uma queda de 2,9% do Valor Adicionado Bruto (VAB) e de um decréscimo de 5,6% dos Impostos sobre produtos, líquidos de subsídios.

Os três setores econômicos mostraram quedas: agropecuária (-5,2%), indústria (-4,6%) e serviços (-2,3%). Com isso, o PIB per capita foi de R$ 30.548, com queda em volume de 4,1%).

O consumo das famílias, que representa 62,8% do PIB, caiu pelo segundo ano consecutivo: em 2016 (-3,8%) e em 2015 (- 3,2%). Por outro lado, a despesa de consumo final do governo cresceu 0,2% em 2016, após recuar em 2015 (-1,4%).

De 2015 para 2016, a taxa de investimento caiu de 17,8% para 15,5%, chegando ao seu menor percentual na série histórica iniciada em 1995.

Em 2016, o setor externo novamente contribuiu positivamente para o PIB, com as exportações subindo 0,9%, uma variação ainda positiva, embora menor do que os 6,8% de 2015. A queda nas importações (-10,3%) foi menos intensa que a de 2015 (-14,2%).

Pela primeira vez na série do Sistema de Contas Nacionais do Brasil – referência 2010, o setor empresas não financeiras mostrou capacidade de financiamento (R$ 20,7 bilhões).

Em relação às empresas do setor financeiro, o valor adicionado bruto teve crescimento nominal de 16,7% e alcançou R$ 423,4 bilhões. Contribuiu para esse resultado o aumento da Selic, que fechou o ano no patamar médio de 14,2% a.a, contra 13,5% a.a em 2015.

Essas e outras informações integram o Sistema de Contas Nacionais 2010-2016 – referência 2010, que agrega novos dados, mais amplos e detalhados, do próprio IBGE e fontes externas, além de atualizações metodológicas, que revisam os resultados divulgados pelas Contas Nacionais Trimestrais. Veja mais no site do IBGE.

Indústria (-4,6%) e serviços (-2,3%) e agropecuária (-5,2%) caem em 2016

A Agropecuária recuou 5,2%, após três anos consecutivos de crescimento. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), condições climáticas adversas afetaram o desempenho de importantes culturas, como o milho e a soja, cuja produção recuou 24,8% e 1,1%, respectivamente.

Fonte: IBGE

Manaus acaba com fila preferencial para idoso

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O tamanho das filas destinadas a agilizar atendimento para idosos, gestantes e pessoas com deficiência em estabelecimentos comerciais levou a Câmara Municipal de Manaus (CMM) a aprovar lei abolindo esse tipo de artifício que deveria melhorar a vida dessas pessoas.

A informação é do presidente da CMM, vereador Wilker Barreto (PHS), ao afirmar, nesta quarta-feira, 7, durante a Tribuna Popular, que para substituir a lei anterior foi aprovado naquela casa legislativa texto legal criando a obrigatoriedade para que idosos, gestantes e pessoas com deficiência tenham atendimento preferencial sem a necessidade esperar em filas específicas. Em outras palavras, as pessoas com limitações físicas devem ser atendidas tão logo cheguem ao local.

Emendas impositivas

Barreto também afirmou, contando os dias e em clima de despedida do Legislativo municipal, que sai da casa com o sentimento de dever cumprido por ter sido durante sua gestão como presidente da CMM que foi implantado o sistema de emendas impositivas ao orçamento municipal. Wilker Barreto é deputado estadual eleito e assume assento na ALE-AM em 2019.

Conforme Barreto, já no orçamento de 2019, os vereadores poderão direcionar verbas para atendimento de necessidades da população, as quais deverão ser obrigatoriamente cumpridas pelo Executivo no exercício fiscal a partir do próximo ano.

Foto: Robervaldo Rocha/CMM