Cai índice de confiança no setor industrial, diz CNI

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu para 61,9 pontos em março. A queda de 2,6 pontos ocorre depois da estabilidade registrada em fevereiro e de uma sequência de quatro aumentos consecutivos do indicador. Mesmo assim, o ICEI está 7,5 pontos acima da média histórica, informa a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão otimistas. Norte mantém alta superior a 62 pontos.

A queda na confiança é resultado das avaliações menos otimistas sobre as condições atuais e em relação às expectativas para os próximos seis meses. “O empresário percebe que a atividade está mais fraca do que era esperado no fim de 2018. Além disso, o processo de aprovação das reformas para a reativação da economia está se mostrando mais complexo e demorado do que se supunha. Com isso, os efeitos das reformas sobre a atividade vão ficar mais para frente do que previsto anteriormente”, avalia o economista da CNI Marcelo Azevedo.

De acordo de a pesquisa, o índice de condições atuais caiu de 55,6 pontos em fevereiro para 53,6 pontos em março. “Como o índice mantém-se acima dos 50 pontos, revela que o empresário ainda percebe melhora nas condições correntes de negócios nos últimos meses. Essa avaliação, contudo, é menos favorável do que em fevereiro”, diz a pesquisa.

PERSPECTIVAS – O índice de expectativas recuou de 69 pontos para 66,1 pontos. Foi o segundo mês consecutivo de queda desse indicador, que continua acima da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que os empresários mantêm o otimismo em relação ao desempenho da economia e das empresas nos próximos seis meses.

Entre fevereiro e março, a confiança diminuiu em todos os portes de empresas, segmentos industriais e regiões. Nas grandes e nas médias empresas, o ICEI caiu 2,5 pontos e nas pequenas, 2,8 pontos. Na indústria de transformação, o índice caiu 2,2 pontos, na extrativa, 6,6 pontos, e, na construção, 3,5 pontos.

Nas regiões, as maiores quedas foram verificadas no Nordeste, de 3,4 pontos em março frente a fevereiro, e no Sudeste, de 3,3 pontos na mesma comparação. Mas o ICEI continua acima dos 50 pontos em todo o país. É de 64,5 pontos no Sul, de 63,5 pontos no Norte, 62,7 pontos no Centro-Oeste, de 61 pontos no Sudeste e 59,3 pontos no Nordeste.

O ICEI é um indicador que antecipa tendências da economia. Empresários confiantes têm mais disposição para fazer investimentos, aumentar a produção e criar empregos. Isso é decisivo para o crescimento da economia.

Esta edição da pesquisa foi feita entre 1º e 19 de março, com 2.508 empresas. Dessas, 987 são pequenas, 932 são médias e 589 são de grande porte.
Fonte: CNI

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Otimismo cauteloso

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Os bancos só podem existir enquanto tiverem a confiança de seus clientes. Na economia, pode-se afirmar que o aquecimento ou desaquecimento da atividade econômicos depende, em grau elevado, das expectativas, assim como da confiança de que determinado país tem situação jurídica, fiscal, entre outras, a proporcionar segurança ao investidor.

No Brasil, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), a confiança se mantém no patamar de 64,5 pontos, conforme divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apesar de, na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, ter caído 0,2 pontos. Na série histórica, o nível atual se mantém acima do pico ocorrido em outubro de 2013, quando atingiu 58,1, e de fevereiro de 2018, quando chegou a 58,8 pontos.

No Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), valores acima de 50 pontos indicam confiança dos investidores. A conclusão que se pode ter a partir desses dados é de que o segmento industrial mantém a confiança no país, e nos negócios, em curva ascendente.

Na semana passada, o governo federal efetivou o leilão de concessão de uma dezena de aeroportos. A estimativa era de arrecadar cerca de 220 milhões de reais, qual não foi a surpresa das autoridades do setor aeroportuário com o valor efetivamente oferecido pelas organizações para obter a concessão, que ultrapassou em mais de dez vezes o montante estimado pelo governo e atingiu 2,37 bilhões de reais.

Em 2018, um ano no qual as expectativas iniciais mais otimistas se viram frustradas, as multinacionais enviaram às suas filiais com operações no Brasil, por meio de empréstimos, cerca de 32 bilhões de dólares, algo próximo de 123 bilhões de reais, dos quais dois terços direcionados à indústria. Os recursos, em sua maior parte, devem bancar operações já existentes e as sobras, caso existam, ainda podem obter ganhos com operações financeiras no país.

No que diz respeito a investimentos, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informa que 2019 começou bem, tanto que, em janeiro, em relação ao mês de dezembro de 2018, houve alta de 1,3%, com ênfase para importação de máquinas e equipamentos destinados ao segmento de petróleo. Segundo o Ipea, esse desempenho dá um corte nos dois meses consecutivos anteriores, nos quais o indicador acumulou perdas de 3,3%. Na comparação com igual mês de 2018, a expansão é positiva em 5,8% sobre janeiro do ano passado.

Cabe ainda o registro de que, nesta segunda-feira, 18 de fevereiro, a B3/Bovespa atingiu o nível histórico de 100 mil pontos sem que os analistas acreditem que os papéis ali negociados tenham atingido seu teto, isto é, que os preços das ações já teriam atingido o maior preço.

As informações acima não podem ter outro rótulo que não o de otimismo, cauteloso é bem verdade, mas não dá para interpretar de outra maneira, embora segmentos políticos vejam outros espectros a fazer visagem pela economia brasileira. Faz parte do jogo, desde que os jogadores sigam as regras.

Se há otimismo no país, então há mais motivos para que se façam a reformas das quais tanto o Brasil necessita, entre as quais, vale sempre enfatizar, a da Previdência, sem descartar o desmonte do cipoal legislativo sobre tributos que torna a vida empresarial mais cara, trabalhosa e, mesmo assim, a arrecadação dos tributos, ou o desempenho de quem governa, não permite que o contribuinte tenha a contrapartida pela qual é obrigado a pagar.

Acidentes, tragédias e omissões

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O ano que transcorre parece ser um daqueles marcados para ficar na memória do brasileiro, e não apenas pelos acontecimentos e fatos políticos e econômicos, mesmo quando se considera que 2019 ainda está no início.

A marca deste ano é construída por tragédias que acontecem no país, onde pelo menos três acontecimentos merecem esse qualificativo: a morte de centenas de pessoas em Brumadinho (MG). Ali, o rompimento de barragem destruiu boa parte da cidade, matou 197 comprovadamente, enquanto mais 111 pessoas são dadas como desaparecidas. No entanto, dado o tempo transcorrido, que aconteceu em 25 de janeiro, não dá para ter esperança de que algum dos desaparecidos ainda esteja vivo.

A segunda tragédia foram as mortes dos dez atletas juniores ocasionadas por incêndio no  Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Rio de Janeiro, na sexta-feira, dia 8 de fevereiro. O fato ocorreu quando os atletas dormiam, na madrugada daquele dia, e a rapidez com que o fogo irrompeu e se propagou ocasionou a morte dos dez jovens, deixando outros três feridos.

 O último evento trágico – e torcemos para que seja o último, mesmo – deixou pelo menos 11 mortos na região metropolitana de São Paulo, a cidade mais rica do país e maior centro industrial da América do Sul, em decorrência de fortes chuvas que caíram na noite de domingo e madrugada desta segunda-feira, 11, naquela região, atingindo o ABC paulista.

A subida de rios e córregos na área mais atingida pelo alagamento atingiu cerca de dois metros e o rastro de morte e destruição deixado, além das mortes já mencionadas, foi visto nesta segunda-feira: casas com móveis destruídos, carros imprestáveis nas ruas, moradores ilhados sendo retirados, até o meio da tarde de segunda-feira, por bombeiros utilizando caiaques ou botes infláveis, sem que a água tivesse baixado pelo menos um metro.

Mais o que essas tragédias, aparentemente de naturezas tão diversas, teriam em comum? Quais suas causas? Por que tais eventos – que não podem ser chamados simplesmente de acidentes – se repetem, ceifam vidas, destroem patrimônio, extinguem histórias de vidas – se repetem? Fatalidade? Talvez, mas nem sempre.

No caso que envolve Brumadinho, as investigações em curso, que até agora já ouviram cerca de 60 pessoas, funcionários da mineradora foram presos e o presidente da companhia está de bilhete azul, começam a trazer luz ao evento, com a revelação, entre outras, de que a Vale fora avisada de movimentos suspeitos na barragem há cerca de oito meses. Ao que tudo indica, os executivos preferiram correr o risco a tomar providências que custariam uma grana alta.

Já quanto às mortes dos jovens no Ninho do Urubu, as investigações demonstram que o local funcionava sem as certificações necessárias do poder público, o centro já fora multado, etc., porém continuava a funcionar e abrigar atletas em contêineres com revestimento de substância de alta combustão e que, quando inflamado, expele gases tóxicos.

A tragédia mais recente, em São Paulo, parece ser apenas decorrência de um fenômeno natural: chuvas, que em determinados locais da área atingida chegou a cerca de 120 mm em questão de horas. Assim, mesmo que o volume de chuva tenha sido excepcional, há de se perguntar se a região mais rica do país tem a infraestrutura mínima necessária para preservar a vida e o patrimônio de sua população, de quem paga impostos e não consegue a contrapartida do Estado.

Em todas as três tragédias existe omissão das autoridades e, se na região mais rica,  o caos é o cotidiano, é melhor não ter expectativas nas mais pobres.

Foto: Reprodução Web – Metro

Sobrevida da Zona Franca de Manaus

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A posse do novo titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na semana passada, as visitas que fez, assim como o que declarou, abrem algumas expectativas acerca de como será implementada sua gestão. Em suas falas e em entrevistas, Alfredo Menezes dá pistas que podem ser tomadas como o bom caminho para administrar o modelo, no entanto, mesmo assim, há que se procurar novas alternativas, se não para sair do modelo, pelo menos para garantir atividade compatível com a economia do Amazonas, enquanto ainda resta uma sobrevida à Zona Franca de Manaus (ZFM).

Ao enfatizar que o planejamento será uma das prioridades de sua administração, o superintendente dá oportunidade para que tenhamos a expectativa de que seu trabalho não deixará de lado o planejamento estratégico de que a Suframa já dispõe e, mais importante ainda, dará sequência às ações que se fazem necessárias para que as metas e objetivos ali propostos sejam concretizados da melhor forma possível, com ganhos tanto para o público interno quanto externo, e para a sociedade em geral.

Tornar o Distrito Industrial uma atração turística deve ter sido uma metáfora usada pelo superintendente para ilustrar a necessidade – existente há longo tempo – de dar atenção às vias de circulação daquela parte da cidade, onde está instalada a maior parcela das indústrias incentivadas pela Suframa, e cujo tráfego se torna precário dada a existência de crateras onde deveria haver asfalto de boa qualidade. Assim, se resguardariam recursos para implementar o turismo onde Manaus tem patrimônio, digamos, mais turístico, para mostrar.

A Suframa, que há muito vê seus recursos – captados aqui, pagos pelas empresas locais – servirem de lastro para o governo federal quitar seus compromissos de caixa, necessita que ações no sentido obter a liberação desses valores sejam realmente efetivadas e, ainda, que tais ações, cujo protagonista principal deverá ser o superintendente, com respaldo de parlamentares e autoridades dos estados e municípios onde são aplicados os incentivos, tenham eficácia e se traduzam em reforço ao orçamento daquela que já foi uma agência de desenvolvimento regional eficaz.

Se o modelo seguir um planejamento estratégico que contemple a busca de novas – ou nem tão novas assim – alternativas de matriz econômica, e aí a mais focada é aquela que aproveita a biodiversidade amazônica, o caminho para garantir o futuro crescimento e desenvolvimento do Amazonas e das áreas administradas com os incentivos fiscais da Suframa pode se tornar realidade. Mesmo assim, há que se lutar para que outras alternativas e possiblidades sejam exploradas.

Por exemplo, apoiar – com recursos – iniciativas como a do Codese, no sentido de implementar o polo digital na ZFM, o que traria benefícios para indústria, educação para a juventude, além de empregos para quem aqui vive, é uma boa opção.

O tabu – isto é, a legislação – que impede a exploração mineral no Amazonas é outro obstáculo a ser superado pelo grande potencial de riqueza a ser gerada. Obviamente que não se está defendendo a mineração à moda das Minas Gerais, cujos malefícios aí estão, mas, garantida a sustentabilidade do meio ambiente, é outra rota para a economia local.

Enquanto tais iniciativas não acontecem, nada melhor do que fazer articulações, como propôs o superintendente, no sentido de trazer para a Suframa o direito de definir, aqui, os pré-requisitos que envolvem os processos produtivos básicos (PPBs) da indústria local, afinal, nos quadros da autarquia há competência suficiente para isso.

Samba da Reino Unido faz festa em Stª Luzia

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O último ensaio de rua da escola de samba Reino Unido da Liberdade aconteceu na noite de domingo, 24, a partir da praça de Santa Luzia, aonde integrantes, foliões e simpatizantes da escola do Morro da Liberdade se concentraram a partir das 17h. Este foi o segundo ensaio, neste ano, em Santa Luzia. O primeiro aconteceu dia 20 de janeiro.

Foliões se divertiram no ensaio da Reino Unido da Liberdade

A Reino Unido da Liberdade colocou todas as suas alas na festa que foi o ensaio deste domingo. A escola do Morro, integrante do grupo especial, desfila no Sambódromo à 1h20 da madrugada de domingo, dia 3 de março.

Com o enredo “Tambores, Crença e Costumes Afro-Brasileiros – A Benção Mãe Zulmira”, a Reino Unido conta a história do negro no país e festeja os 30 anos de seu primeiro título no carnaval do Amazonas.

Veja imagens do ensaio aqui

Política e desafios ao titular da Suframa

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O cargo de titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) finalmente saiu do limbo político com a nomeação publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira, 15, do coronel Alfredo Menezes, o qual já fora anunciado desde meados de janeiro sem que tal nomeação se formalizasse.

Em que pesem as diretivas do ministro da Economia, ministério ao qual a Suframa está subordinada, no sentido de que a política econômica em fase consolidação no País vai no sentido de reduzir juros, baixar incentivos fiscais e privatizar o que for privatizável, o discurso do novo superintendente é otimista.

Em duas oportunidades nas quais falou à imprensa, ele afirmou ter autonomia para gerir os incentivos fiscais administrados pela autarquia e negou, por outro lado, não ter apoio da bancada política federal do Estado do Amazonas.

O novo superintendente ainda não definiu a data na qual deve tomar posse, no entanto, já definiu que a primeira reunião do Conselho Administrativo da Suframa (CAS) não ocorrerá no próximo dia 28 de fevereiro, mas ficará para data a ser acertada.

Alfredo Menezes quer a presença do presidente da República, do vice-presidente e também do ministro da Economia, Paulo Guedes, na primeira reunião do CAS sob sua gestão, além de governadores e prefeitos vinculados aos municípios e estados jurisdicionados aos incentivos fiscais da Suframa.

Uma declaração de Alfredo Menezes que chama a atenção, provocada por afirmações veiculadas na imprensa local aludindo à ausência de apoio dos políticos à sua indicação para a Suframa, é de que esse apoio, informa o novo superintendente, então, deveria se traduzir não apenas pela bancada federal do Amazonas, mas, sim, pelas bancadas federais dos cinco estados que usufruem dos incentivos da autarquia.

Enquanto o titular da Suframa cuida dos aspectos políticos e de sua posse no cargo, a economia não para e os números vinculados ao desempenho da atividade econômica dão sinais contraditórios, como aqueles divulgados nesta segunda-feira, 18, pela Pesquisa Focus, do Banco Central (BC).

Por ali, a expectativa de evolução do produto interno bruto (PIB) para 2019, por exemplo, apresenta queda, passando de 2,53%, há quatro semanas, para 2,50% agora. De outro lado, o câmbio, considerando a moeda norte-americana, caiu da cotação de R$ 3,75 para R$ 3,70, assim como a Selic, que estava em 7% até o fim deste ano e agora caiu para 6,5% a.a.

Mas se as expectativas acerca do dólar e da Selic sugerem uma atividade econômica mais forte, o mesmo não acontece em relação às expectativas ligadas diretamente à produção industrial. De acordo com a pesquisa Focus, a estimativa da produção industrial caiu de 3,04%, há quatro semanas, para 3%.

Como notícia ruim sempre pode piorar, os preços administrados também apresentam viés de expansão, pois passaram de 4,80% para 4,89% até o fim deste exercício, informa a pesquisa do BC.

Da própria Zona Franca de Manaus (ZFM) não se pode dizer que esteja no melhor dos mundos ao se considerar que, conforme os indicadores de novembro de 2018, o faturamento da indústria incentivada, medido em dólar, apresenta queda de 0,3% no comparativo com o mesmo período de 2017.

Como se vê, não vão faltar desafios a serem vencidos pelo novo titular e sua equipe, a qual ainda está em fase de definição. De qualquer maneira, votos de boa sorte.

Ensaio da Reino Unido tem presença surpresa

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O ensaio da escola de samba Reino Unido da Liberdade, que aconteceu na noite de domingo, 17, manteve o clima de alegria do carnaval e teve a presença surpresa da ex-madrinha da escola do Morro da Liberdade, Erika Leão, que entrou no samba ainda na avenida Maués.

Com camiseta da Gigantes do Morro (GM), Erika Leão caiu no samba neste domingo

A concentração aconteceu naquela via da Cachoeirinha, de onde os integrantes e simpatizantes da Reino Unido seguiram até o terreiro de Mãe Zulmira, a nova sede da escola da zona Sul, onde o samba continuou pela noite de domingo.

Clique no link para ver mais imagens: http://bit.ly/2GPxzlC

Turismo no meio do mato

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Manaus, mesmo maltratada, é uma bela cidade a surpreender quem aqui chega pela primeira vez, e, eventualmente, deslumbrar o visitante desavisado, em que pese os problemas que a acometem, a maioria, aliás, presente nas metrópoles brasileiras.

A violência, a ausência de estrutura que dê mobilidade aos habitantes por meio do transporte público – que é caro e não tem qualidade -, a precariedade no fornecimento do serviço de energia elétrica e até a ausência de porto público, que talvez pudesse reduzir os custos do frete para a indústria da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Ao manauara e ao amazonense que mora em Manaus, assim como pessoas de outros estados e países que aqui se fixaram, vivem e trabalham, causa ofensa grave o forasteiro que diz, e não são poucos, que a cidade só tem mato e jacaré passeando pelo asfalto.

Ouso dizer que tais afirmações não são verdadeiras, mas, caso o fossem, deveriam, mais uma vez, ser motivo de orgulho para os moradores da cidade por razão simples e que corroboraria o reflexo de termos instalado em Manaus o setor industrial que talvez seja um dos menos poluentes que se conhece.

As indústrias incentivadas que operam na cidade se ergueram em área de floresta, aonde boa parte ainda está preservada, apesar da atividade industrial se estender há mais de cinquenta anos.

De outro lado temos, um campus universitário implantado em plena floresta urbana na zona Sul da capital do Estado, fato pouco divulgado e até ignorado pelos próprios universitários e egressos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que se habituam a essa realidade e não a veem como um diferencial basicamente amazônico.

Manaus pode não ser uma cidade verde, mas já esteve em estado bem pior antes que a prefeitura começasse a arborizá-la e os corredores verdes começam a mudar a paisagem da cidade como bem exemplifica a avenida Djalma Batista, a qual, há cinco ou mesmo dez anos, era um deserto e agora já se pode usufruir, na época da floração, o espetáculo dos ipês colorindo e mudando a paisagem daquela via.

Em percurso de cerca de 15 quilômetros, entre as zonas Norte e Sul, saindo por exemplo do terminal 3, na Cidade Nova 1, até o bairro Japiim, o visitante passa por três reservas: a Sumaúma, a reserva do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a da Ufam.

Isto, sem falar nos parques urbanos como Mindu, Bilhares, entre outros, que fornecem um pouco mais de verde para Manaus, além de possibilitar ao manauara sentir orgulho de viver no “meio do mato”.

Nosso descaso pelo verde e outros atrativos de Manaus, e aí não falo somente da população que, em sua maior parte não conhece a Reserva Florestal Adolpho Ducke e nem mesmo o Teatro Amazonas, é tão grande que chega a parecer que tanto o morador quanto as autoridades desconhecem a cidade no mesmo grau que os forasteiros desinformados.

Essas reflexões acontecem a propósito da ideia – muito boa – explicitada pela presidente da Amazonastur, Roselene Medeiros, acerca da necessidade de criar um plano estratégico para o turismo estadual abrangendo o período 2020-2030. O segmento, na visão da titular da empresa de turismo, pode ser uma nova matriz econômica, fato do qual não se pode discordar e cujos exemplos bem sucedidos, estão em outros estados brasileiros como o vizinho Pará.

Há, porém, que educar o morador de Manaus e das cidades do interior do Amazonas que tenham potencial turístico, a fim de que se tornem divulgadores de uma riqueza que é nossa e com retorno assegurado, se a estratégia der certo.

Reino Unido faz ensaio em Santa Luzia

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A praça de Santa Luzia ficou pequena para receber os integrantes e simpatizantes da escola de samba Reino Unido da Liberdade que aconteceu no início da noite de domingo, 10, em cenário mais colorido pelo pôr-do-sol, que foi espetáculo à parte.


Clique aqui para ver as fotos

A evolução da Reino Unido aconteceu pela avenida São Joao e alameda São Benedito, até a sede da escola, no Morro da Liberdade, zona Sul.

Coisas pequenas no Senado

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O Brasil já viveu época em que era conhecido como o país do futuro e teve um tempo em que foi uma ditadura, dizem, viveu, depois, a fase na qual agora dizem ter sido a era do socialismo caboclo. O país, na verdade, vive uma situação anômala na qual o errado às vezes está certo e o certo, dependendo do viés político, passa a ser o errado.

É, porém, fora de questão que o Brasil é um país surpreendente. Tão surpreendente que em uma eleição para a presidência da casa maior do Legislativo, a eleição para presidência do Senado Federal, se torna o palco de pequenas coisas, coisas pequenas, de coisas que fazem o brasileiro sentir vergonha pelos outros. Os outros, no caso, são os políticos, aqueles que deveriam nos representar, e, em vez disso, nos causam vergonha.

O Congresso Nacional, que já foi uma casa onde os parlamentares eram conhecidos e respeitados pelo País afora, pelo menos em alguns momentos da história, é hoje uma casa de escândalos, escândalos que vão desde a alta incidência de prática de corrupção entre seus membros, tanto faz se na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal, boa parcela dos parlamentares está envolvida em práticas criminosas.

Mesmo assim, os congressistas conseguem fazer a população ficar surpresa, como aconteceu desde a última sexta-feira e no sábado no Senado Federal. Ali, membros conhecidos daquela casa parlamentar quase foram aos tapas e só não chegaram às vias de fato pela interferência de outros senadores que, por algum motivo, tiveram um pouco de bom senso para apartar a briga, ou as brigas que estavam prestes a acontecer. Não bastasse, na véspera, na sexta-feira, dia 2, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) ter tomado literalmente os documentos do mãos do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que presidia os trabalhos, e se apropriado indevidamente de lugares na mesa que comandava a sessão do Senado Federal.

Há quem diga que ela estava certa, todavia, deve ser um “certo” assim, com aspas, porque a verdade é que foi, no mínimo, um desacato, falta de respeito à autoridade que estava no comando da sessão.
A eleição de Davi Alcolumbre para presidência do Senado se transformou, dessa forma, em um fato que envergonha ainda mais a classe política, esta que hoje está no Congresso Nacional.

Por outro lado, não há de faltar aqueles que irão dizer que o novo presidente do Senado vai ser um parceiro da Zona Franca de Manaus (ZFM). Se isto vai acontecer ou não é o que será visto daqui para frente. Pelo menos as expectativas criadas a partir da eleição de Davi Alcolumbre indicam que a Zona Franca de Manaus terá nele um parceiro. As expectativas que se tem, a partir das conversas mantidas por Alcolumbre com políticos amazonenses, principalmente com dois senadores com os quais o então candidato manteve conversas a fim de obter apoio à eleição à presidência daquela casa dão a entender que isso poderá acontecer.

De outro lado, se a Zona Franca de Manaus está enfraquecida, em situação mais complicada está a própria Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa,) em função das indecisões que permeiam a indicação de um superintendente sem que este, o coronel reformado Alfredo Menezes, seja nomeado, como aconteceu no início de janeiro.

A indicação do militar reformado para ocupar o cargo de superintendente sem a consequente nomeação, deixou o atual ocupante do cargo sem saber como se portar, de vez que pode não mais ter o respaldo da secretaria à qual a autarquia está subordinada.

A ZFM está em compasso de espera, como já alertava a historiadora Etelvina Garcia há mais de 5 anos, ao dizer que “devemos nos preparar para viver sem incentivos fiscais, estamos atrasados.” É por aí.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado