Vou tirar seu nome do SPC

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Os números sobre o desempenho do segmento industrial no Brasil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada, apontam para um crescimento da produção do setor na faixa de 13%, que seria a média para o país, aferida na passagem de maio para junho deste ano.

Esse crescimento, exatos 13,1%, segundo o IBGE, coloca o desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) como o patinho feio entre 13 estados que, entre maio a junho, tiveram crescimento na produção industrial. O Amazonas, com -1,1%, e o Espírito Santo, -2,0% destoaram desses estados.

Apesar da baixa no mês de junho, o PIM deve continuar a ampliar sua produção, até pela proximidade das festas de fim de ano.

O quadro estatístico montado pelo IBGE, entretanto, faz quatro comparativos que englobam os dados de um mês com o anterior, o mesmo mês com o do ano anterior, o acumulado do ano e o acumulado de 12 meses. No caso do Amazonas, apenas a relação de junho, período ao qual a pesquisa se refere, com maio, apresenta queda na produção.

Na comparação com junho de 2017, as indústrias que operam em Manaus apresentam crescimento de produção de 4,2%, entre janeiro e junho deste exercício, a produção do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus acumula expansão de 15,6% e é a única com dois dígitos entre os 15 estados pesquisados. No comparativo do acumulado de 12 meses, quando a produção do PIM cresceu 10,8%, conforme o IBGE, vale o que foi dito para este ano: é o maior entre os estados e o único com dois dígitos.

A média de desempenho da produção industrial brasileira de junho, aferida pelo IBGE, conforme registramos, é de 13,1%, mas no comparativo com o mesmo mês de 2017, cai para 3,5%, no acumulado deste ano, até junho, é de 2,3%, enquanto em 12 meses a produção cresceu, no Brasil, 3,2%.

Ressalte-se, porém, que o IBGE indica desempenhos superiores a 10%, em junho comparado com maio deste ano, para oito estados, além da região Nordeste, com pico de 28,4% no Paraná. Observe-se que esses estados foram atingidos, em tempo real, pela crise dos caminhoneiros, deflagrada em maio, logo sua base comparativa ficou reduzida em relação a junho.

A logística diferenciada do Amazonas, um dos fatores que deram origem à Zona Franca de Manaus, deve ter interferido, retardando aqueles efeitos da greve em relação às indústrias com sede em Manaus. Assim, pode-se dizer que, apesar da baixa no mês de junho, o PIM deve continuar a ampliar sua produção, principalmente se considerarmos a proximidade das festas de fim de ano.

Saindo um pouco da economia para registrar que os ataques direcionados à Zona Franca de Manaus devem se ampliar na campanha eleitoral que se aproxima e se inicia, no rádio e TV, em 31 de agosto, como já ficou demonstrado pelo que dizem alguns candidatos que, de maneira geral, criticam os incentivos fiscais à ZFM sem procurar saber a natureza e como é feita sua aplicação pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Para esses candidatos, que citaremos em um próximo texto, não há diferença entre o programa que dá incentivos à indústria automobilística, talvez a mais rica e menos necessitada do país, e aqueles vinculados às agências de desenvolvimento regional com Sudam, Sudene e a própria Suframa. Dos candidatos que aí estão, de novo só há o discurso tentando mostrar sua inocência quanto àquelas práticas que a Lava Jato anda investigando há anos, a menos que consideremos a promessa daquele candidato que alega ser capaz, se eleito presidente do Brasil, de limpar o nome de 63 milhões de CPFs negativados. Melhor ouvir o samba do Zeca Pagodinho, intitulado “SPC”.

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PIM tem panorâmica positiva

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Após quatro meses sem divulgar os dados de desempenho das indústrias incentivadas, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) publicou os Indicadores do Polo Industrial de Manaus (PIM). O documento acumula os números relativos aos quatro meses até abril de 2018. Em março, a Suframa divulgara os dados referentes ao mês de janeiro deste ano e, desde lá, só agora os atualizou. De modo geral, pode-se afirmar que o PIM está se recuperando, apesar do baixo impacto na contratação de pessoal.

O comparativo do desempenho entre o acumulado até abril de 2018 com o mesmo período do ano passado revela dados positivos nos principais indicadores conectados á indústria incentivada de Manaus, como bem confirma a aquisição de insumos, a qual passou de 3.62 bilhões de dólares em 2017, para 4.74 bilhões de dólares neste ano, registrando expansão superior a 30%. Esse fato oferece a percepção de aquecimento na atividade industrial.

 A média dos investimentos produtivos no PIM, em 2017, foi de 9.02 bilhões de dólares, enquanto em 2018, conforme os Indicadores de abril, chegou a 9.44 bilhões de dólares, superando a marca dos 4%, até abril

As importações do PIM cresceram de 2.24 bilhões de dólares, nos quatro primeiros meses do ano passado, para 3.12 bilhões de dólares neste ano, com crescimento de 39%. As exportações também obtiveram expansão de dois dígitos, ultrapassando a casa dos 20% no período sob análise, quando atingiu 168 milhões de dólares, em face dos 139 milhões de dólares no mesmo período do exercício anterior.

Indicador mais visado, a expansão do faturamento no primeiro quadrimestre deste ano está, também, na casa dos dois dígitos e passou de 7.91 bilhões de dólares, para 9.13 bilhões de dólares, marcando crescimento superior a 15%, aferido pela moeda norte-americana.

No que diz respeito ao desempenho dos investimentos produtivos efetivados pelas organizações com operações fabris no Polo Industrial de Manaus, embora esse indicador esteja na casa de apenas um dígito, sua performance é positiva. A média, em 2017, foi de 9.02 bilhões de dólares, enquanto em 2018, conforme os Indicadores de abril, chegou a 9.44 bilhões de dólares, superando a marca dos 4%, até abril.

Ainda sobre os investimentos no PIM, o setor de eletroeletrônicos mantém a dianteira com média de 2.67 bilhões de dólares, em 2018, ante 2.53 bilhões de dólares no ano anterior, apresentando expansão superior a 5%. O segmento seguinte é o de termoplástico, cujas alocações passaram de 1.50 bilhão de dólares, em 2017, para a média de 1.60 bilhão de dólares neste ano, registrando expansão superior a 6%

Os investimentos no segmento de duas rodas, terceiro maior do PIM, caíram de 1.59 bilhão de dólares, em 2017, para 1.54 bilhão de dólares neste exercício, registrando baixa de 3,15%. Mesmo assim, o setor está entre aqueles que ampliaram a produção de bens, ao montar mais de 350 mil unidades, até abril deste ano, e faturar 306 milhões de dólares, contra os 269 milhões de dólares no mesmo período de 2017. A expansão das vendas chegou a quase 14%.

Em 2018, também houve expansão dos dispêndios das indústrias com salários, encargos e benefícios (SEB). Assim, da média mensal de 135.79 milhões de dólares em 2017, as organizações chegaram 136.39 milhões de dólares, conforme os dados de abril. Esse volume teve incremento de 0,44% na comparação com o ano anterior.

A média de colaboradores com vínculo formal no polo industrial passou de 78.900, em 2017, para 79.505 neste ano, com expansão 0,77%. No entanto, a média dos dispêndios com SEB teve uma ligeira baixa de 0,32%, ao passar de 1,721.10 dólares, no ano passado, para 1,715.55 dólares, neste exercício.

A recuperação do PIM está em andamento, mas a conjuntura política consegue atrapalhar a atividade da economia, também dependente de fatores externos, como a guerra comercial movida pelos Estados Unidos contra parceiros e aliados. Deve sobrar para as bandas daqui, também.

Ricos do Sudeste contra a ZFM, de novo

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A Zona Franca de Manaus (ZFM), para variar, volta ao foco da mídia, desta vez pela sempre vigilante imprensa paulista, como a segunda colocada em programas do governo federal que, por meio de incentivos fiscais, reduzem a arrecadação. O fundamento dos questionamentos contra a ZFM é um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que avaliou vinte programas de subsídios do governo em um período de 15 anos, entre 2003 e 2017.

O ranking montado pelo Ipea lista como os dez maiores programas que reduzem a arrecadação: Simples, 798,9 bilhões de reais; Zona Franca de Manaus, 448,1 bilhões de reais; isenções e deduções do IRPF, 319,8 bilhões de reais; entidades sem fins lucrativos, 261,8 bilhões de reais; desoneração da cesta básica, 230,8 bilhões de reais, fundos constitucionais, 164,5 bilhões de reais; Fundo de Amparo ao Trabalhador, 164,5 bilhões de reais; empréstimos da União ao BNDES, 160,3 bilhões de reais; Minha Casa Minha Vida, 106,9 bilhões de reais; Desoneração da folha de pagamento, 104,9 bilhões de reais.

No que diz respeito à ZFM, o valor registrado pelo Ipea, de 448,1 bilhões de reais acumularia subsídios no montante de 29,9 bilhões de reais por ano. Conforme informações do governo referente a 2017, esse gasto tributário atingiu 21,63 bilhões de reais. Onde será que foi parar a diferença?

Uma outra informação que, se foi levantada pelos pesquisadores do Ipea não teve destaque na matéria do jornal paulista, se relaciona à colocação oficial dos gastos tributários da União (GT), conforme a LOA. Por ali, os maiores subsídios têm a seguinte ordem: Simples Nacional é o que absorve maior volume de recursos. Em 2017 atingiu 75,57 bilhões de reais. Em seguida vêm os gastos com Rendimentos Isentos e Não Tributáveis – IRPF, com 28,04 bilhões de reais. O terceiro maior GT, Agricultura e Agroindústria – Desoneração da Cesta Básica, foi de 23,84 bilhões, enquanto a Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio, no exercício de 2017, ficou com 21,63 bilhões de reais. Quer dizer, o estudo apresenta discrepâncias entre os dados oficiais e os apresentados, tanto no valor quanto no ranking.

Mas também não é dito na matéria do jornal paulista que, no balanço da distribuição regional dos Gastos Tributários da União, conforme a LOA de 2017, a região mais rica e desenvolvida do país, a Sudeste, é contemplada com mais de 270 bilhões/ano em subsídios e é a que mais os absorve, cerca de 50% do total. A Região Sul fica em 2º lugar, com o montante de 40,1 bilhões de reais, correspondente a 14,8% do total; em 3º lugar vem a Região Nordeste, com 36,5 bilhões de reais e participação de 13,5%. Em seguida, na quarta posição, a Região Centro-Oeste, com 30 bilhões, equivalente a 11,1% e, na lanterna, na 5ª e última colocação ficou a Região Norte, com 29,5 bilhões e participação de 10,9 % no GT.

O estudo do Ipea também questiona a ausência de resultados dos programas de incentivos fiscais patrocinados pelos subsídios, inclusive pela falta de exigência desses resultados na legislação que os instituiu, ou mesmo por não serem fiscalizados pela autoridade competente. Como se vê, a falha e a incapacidade de avaliar resultados nasce no parlamento, ou em quem tem a iniciativa de propor os programas, e continua com a omissão dos órgãos fiscalizadores.

Se os pesquisadores do Ipea estudaram 20 programas de subsídios, pelo menos um, o modelo Zona Franca de Manaus, pode exibir os resultados. É só verificar o que era a economia do Amazonas na década de 1960 e no que se transformou nesses mais de 50 anos, mesmo com as crises cíclicas e os ataques frequentes ao modelo. Também pode ser aferido fotograficamente: ali no meio do mato onde se colhia buriti, sorva, caju, goiaba, talas para papagaio, hoje está em operação o Polo Industrial de Manaus (PIM).

Para quem não reside em Manaus e não sabe nada sobre o PIM, sobre o Amazonas e que muito critica sem conhecer a realidade local, esse resultado pode ser aferido dando uma olhada no selo de procedência de seus smartphones, a maioria produzidos na ZFM, assim como nos televisores e outros eletroeletrônicos, ou mesmo buscar relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) onde é feita referências ao acompanhamento da Suframa aos projetos por aqui instalados.

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As possibilidades de crescimento econômico da Amazônia foram esmiuçadas em quatro cenários propostos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em 2001, em projeções que poderiam se concretizar no fim da segunda década deste milênio, isto é, o prazo limite seria o ano de 2020. Aquelas projeções iam de uma Amazônia evoluída, com melhores indicadores sociais à base da sustentabilidade, com mais dois cenários intermediários de maior ou menor desenvolvimento, até o quarto cenário, onde, conforme aquele estudo, prevaleceria a pobreza e a degradação ambiental.

Os condicionantes para promover o crescimento e desenvolvimento da Amazônia, estão, como sempre estiveram, conectados aos processos internacionais e nacionais, com as limitações que tal situação impõe

Os condicionantes listados nos cenários propostos analisaram variáveis como a demanda por recursos naturais, o papel do Estado, rede e tecnologia da informação, passando  pelas políticas de desenvolvimento, política energética, ambiental, educacional, defesa nacional investimentos privados na região, oferta de transporte, comunicação e energia, entre outras de maior ou menor impacto na construção desse futuro a se concretizar daqui a dois anos.

No entanto, os condicionantes para promover o crescimento e desenvolvimento da Amazônia, estão, como sempre estiveram, conectados aos processos internacionais e nacionais, com as limitações que tal situação impõe, por fugir ao controle dos agentes locais, sejam da iniciativa privada ou dos governos estaduais e municipais. Assim, são caracterizados como externos.

Entre esses condicionantes externos, estão quatro conectados ao panorama mundial e cinco com ligações ao nacional. Assim, no panorama mundial, estão os serviços que a floresta tropical existente na Amazônia presta ao restante do mundo com impacto sobre as mudanças climáticas e o consequente espaço que se abre para esta região contribuir para o equilíbrio dos ecossistemas mundiais. Tais serviços, na visão de futuro dos cenários traçados, ensejariam a possibilidade de a Amazônia deixar para trás as atividades de exportação de recursos naturais, como madeira e minérios, e passar a ser exportadora de serviços ambientais valorizados, e devidamente remunerados.

Um outro condicionante externo mundial é a pressão por maior consciência acerca da necessidade de se preservar o meio ambiente. Esse fato se traduz em maior pressão de outras nações sobre países que, como o Brasil, detêm soberania sobre regiões ainda pouco degradadas, caso da Amazônia, com a finalidade de regular a exploração da natureza, assim como implementar medidas para controlar e administrar os recursos ambientais.

Reduzir o conteúdo de matérias-primas e energéticas e ampliar o conteúdo tecnológico e de conhecimento nos produtos a partir de inovações tecnológicas e de mudanças na estrutura produtiva seria um terceiro condicionante externo de impacto mundial para alterar as relações entre a produção e os recursos naturais e energéticos, reduzindo os coeficientes tanto de um quanto de outra nos produtos, com isso revertendo a tendência de degradar o ambiente, o que favoreceria a Amazônia por ser destaque nesse segmento.

A expansão mundial do turismo e a valorização do ecoturismo, que no início da década de 2000 movimentava cerca de 260 bilhões de dólares por ano, é outra condicionante mundial a favor da Amazônia, principalmente pelo envelhecimento e maior tempo livre da população dos países centrais, com maior renda média, assim como o apelo ao turismo ambiental, do qual esta região poderia sair favorecida. O problema, no entanto, é que o Brasil não dá prioridade a essa atividade até hoje e, nos idos dos anos 2000, a Amazônia, com tudo o que tem a oferecer, usufruía de apenas 0,01% daquele faturamento mundial.

Se essas condicionantes externas do panorama mundial deixam a região sem muita opção para alcançar estágio mais avançado de crescimento e desenvolvimento, outras existem e só dependem da vontade política de agentes nacionais, sejam prefeitos, governadores, ministros ou o presidente da República, assim como os parlamentares, cuja atenção não se volta para as ações com grande potencial de prover crescimento pelo Brasil afora e na Amazônia, particularmente, e aí ficamos a ver navios, pelo menos enquanto o rio Negro tiver calado suficiente para atracação de transatlânticos.

 

Cenários desvirtuados

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Uma das premissas para se trabalhar com planejamento é a possibilidade de acompanhar o desenrolar das atividades projetadas a fim de, caso necessário, fazer mudanças que coloquem a atividade, a ação, o negócio ou mesmo o desenvolvimento de uma cidade, estado ou país em harmonia com as metas fixadas, a fim de que os recursos, sempre escassos, possam ser utilizados de forma a proporcionar o melhor benefício possível.

No início do século 21, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), como era denominado o atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), publicou um trabalho que contemplava a Amazônia com diagnóstico sobre a conjuntura regional e oferecia a perspectiva de que a região poderia, a partir do ano 2000, atingir um dos cenários projetados ao fim da segunda década do milênio.

O primeiro cenário, batizado como de “Desenvolvimento Sustentável”, previa uma Amazônia “próspera, fortemente integrada e com intenso comércio com o resto do País e exportações ampliadas para o mundo.” A realização desse cenário considerava o protagonismo a ser exercido pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), uma vez que esse dinamismo seria suportado pela produção de bens de consumo, equipamentos e componentes microeletrônicos, de informática e telefonia. Assim, o desenvolvimento da região estaria interiorizado, criando postos de trabalho e alavancando os indicadores sociais.

O cenário seguinte é o de “Desenvolvimento Regional e Qualidade de Vida”, onde sobressairiam atividades novas como a bioindústria, combinados, por exemplo, com a de equipamentos e componentes microeletrônicos, além da ampliação de setores tradicionais como a indústria de bens de consumo duráveis e não-duráveis, com os mesmos resultados já listados no primeiro cenário.

“Crescimento e Degradação Ambiental” é um cenário menos otimista e a Amazônia aí é vista como região de crescimento médio e os segmentos com melhores retornos são a indústria de eletro-intensivos, metal-mecânica, agropecuária, agroindústria, beneficiamento de madeira e turismo. O desempenho da região, nesse cenário, não consegue eliminar a pobreza, além de um alto custo quanto ao meio ambiente, degradado com a utilização de tecnologias inapropriadas.

O quarto e último cenário, “Estagnação e Pobreza”, já dá bem a medida do que poderia acontecer com uma Amazônia que se manteria com a exportação de produtos derivados de recursos naturais renováveis e não-renováveis. “O espaço regional”, diz o estudo, “é desarticulado e as atividades dinâmicas são concentradas em poucos polos.” Resultado: pobreza e meio ambiente degradado.

O enunciado acima é parte do estudo Macrocenários da Amazônia 2000-2020 e oferece uma boa base para refletirmos acerca do que é e o que pode vir a ser a Amazônia, além de incluir o Polo Industrial de Manaus como uma das forças necessárias para o crescimento e desenvolvimento regional, fato que reforça a percepção do modelo Zona Franca de Manaus como fator primordial no crescimento do Amazonas e das outras regiões sob a jurisdição da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

No entanto, a integração da Amazônia ao resto do país ainda deixa muito a desejar e, no caso do Amazonas, e particularmente de Manaus, pela importância de seu parque industrial, a situação é mais precária sem ter por onde se abastecer ou escoar os produtos made in ZFM por via terrestre. Em um país que lá atrás, meados do século 20, fez a opção de privilegiar o modal rodoviário, a capital do Amazonas está isolada dos grandes centros consumidores do país, com as consequências drásticas daí advindas.

Voltando ao que dizíamos sobre a necessidade de planejar, pode-se afirmar que as poucas políticas públicas voltadas para dotar o país da infraestrutura necessária para dar suporte ao crescimento da economia são deixadas pelo caminho ao gosto do administrador público de plantão e para desgosto da sociedade. Sem isso, o país parar, como os caminhoneiros fizeram no último mês de maio, é apenas uma das muitas mazelas que devem ser enfrentadas.

Sem manutenção, nem LED acende

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Diz a Prefeitura de Manaus que o atual prefeito, cuja gestão completou 2000 dias no último domingo, dia 24, conseguiu recuperar 4 mil quilômetros de vias ao longo de sua administração, o que dá a média de dois quilômetros recuperados por dia. Pode ser uma boa marca, mas não se tem parâmetros para avaliar esse desempenho, nem de quantos quilômetros a chuva e o desgaste destroem no mesmo período.

Um outro destaque da Prefeitura de Manaus para as realizações do atual gestor, dá conta de que a cidade recebeu a instalação de 46 mil pontos iluminados com a tecnologia LED, mais econômica e com maior rendimento no aspecto iluminação.

Sem se referir ao principal responsável pelo equilíbrio fiscal obtido pelo município, o ex-secretário da Semef, Ulisses Tapajós Neto, a comemoração do prefeito por suas realizações nestes quase seis anos à frente da prefeitura passou longe de algumas promessas de campanha, embora tenha lembrado de que construiu algumas creches na cidade.

Como se sabe, Manaus tem um dos aeroportos mais modernos do país e deveria receber um fluxo maior de turistas, tanto do Brasil quanto do exterior, se os governos municipal e estadual dessem prioridade para o segmento turístico. No entanto, o que se vê é que o Terminal Rodoviário de Manaus continua como sempre esteve, isto é, pequeno, acanhado, sem conforto para usuários e passageiros. Tal situação não se justifica mesmo que se considere aquela porta de entrada/saída de pessoas como de baixo fluxo.

O amazonense e pessoas egressas de outros estados da região e dos países limítrofes acessam a capital do Amazonas pelas vias fluviais que cortam a Amazônia e o porto da cidade, o Roadway, que já foi orgulho da cidade, continua operando a meia-boca, com boa parte da estrutura sem utilização, prejudicando usuários e, por que não afirmar, a própria cidade.

A população do interior que aqui chega tem que enfrentar o atravancado – para dizer o mínimo – porto da avenida Lourenço da Silva Braga, que já foi escadaria dos Remédios, virou Manaus Moderna e continua operando como porto de lenha, sem nem mesmo isso ter, a lenha.

Quem se der ao trabalho de visitar aquele local vai ter a triste sensação de voltar no tempo, ali pelo início do século XX, ou até antes, quando os barcos eram movidos a velas ou a vapor. Hoje, embora as lanchas “ajato” façam grande parte do transporte de passageiros pelos rios do Amazonas e as embarcações de maior calado, como barcos de recreio e mesmo navios regionais transportem a maior parte da carga e passageiros, os métodos de trabalho de carga e descarga são os mesmos da época da escadaria dos Remédios, ou quem sabe, até de bem antes: feito nas costas de homens e mulheres, alguns profissionais do ramo, outros por pura necessidade.

Se algumas lanchas “ajato” dispõem de um terminal mais moderno, onde podem ancorar para desembarque e embarque, a maior parte só consegue atracar nas balsas exploradas por terceiros e que servem de píer. Com o rio cheio, como nesta época do ano, o sacrifício de quem necessita transitar por essas balsas é menor, na seca, passageiros têm que carregar bagagens e cargas penosamente, subir escadas com mais de cinquenta degraus para chegar a via pública, enquanto carregadores profissionais – a lembrar os escravos pintados por Jean-Baptiste Debret no Rio de Janeiro imperial – transportam cargas nas costas para cima e para baixo. Ali, de moderno, só chegou o apelido da avenida que circunda a orla: Manaus Moderna.

Manaus, uma das primeiras cidades brasileiras a ter energia elétrica e cujo prefeito, até com justiça, jacta-se de ter implantado a iluminação a LED, esqueceu as promessas feitas antes de assumir a Prefeitura de Manaus, lá por 2012, e após a recuperação do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, cujo relógio está parado, tirou a área portuária de suas prioridades. Mesmo com LED, há necessidade de dar manutenção e cobrar dos terceirizados que prestam serviços à PMM que o façam com seriedade, o que não acontece: a tal Manaus Moderna está há uma semana sem luz elétrica e quem necessitar embarcar ou desembarcar depois das 18h sofre e arrisca se acidentar.

Manaus Moderna está sem luz

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Área da avenida Lourenço da Silva Braga, a Manaus Moderna, próxima ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa, está sem iluminação há cerca de uma semana, denunciam comerciantes e usuários tanto da feira quanto passageiros que utilizam aquele local como porto de embarque e desembarque de pessoas e mercadorias.

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A constatação sobre a ausência de iluminação foi feita no início da noite de sexta-feira, 22, quando o movimento diurno, normal em função da feira da Manaus Moderna, com venda de alimentos e comércio tradficional, já estava menor. No entanto, ainda havia muitas pessoas transitando por ali, assim como  veículos, em busca de embarc ações com destino ao interior do Amazonas ou mesmo de outros estados da região.

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A ausência de iluminação pública, conforme informaram usuários que preferiram não ser identificados, acontece desde terça-feira, 19, após um temporal. A situação persiste mesmo após comerciantes que trabalham na Feira Manaus Moderna terem reclamado ao administrador do local. Em época de festa em Parintins, a situação pode trazer mais prejuízos pelo aumento da demanda do local como porto de embarque.

Violência e a caça aos aliens

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aliens-pixelQuatro indicadores sobre a eficiência da segurança pública, relativos ao município de Manaus, consultados on line no site da secretaria estadual do Amazonas registram que crimes como homicídios, estupros e latrocínios estão em queda. O quarto indicador também é negativo, mas nesse caso, deveria ser positivo, pois é referente ao número armas apreendidas. Estas estatísticas, porém, não conseguem levar à população maior sensação de segurança, seja nas ruas de Manaus ou mesmo nas residências, como indicam fatos acontecidos de quinta-feira, 14, até o último domingo, 17.

Na noite de quinta-feira um passageiro armado reagiu ao assalto efetivado por pelo menos dois bandidos contra um ônibus que circulava na avenida Max Teixeira, zona Norte da cidade. O enfrentamento culminou com a morte do motorista do coletivo e o ferimento, na cabeça, de um dos assaltantes, o qual, mesmo sem respeitar os direitos humanos dos cidadãos, nem contribuir para geração de riqueza ou para a previdência, está sendo tratado como se fosse o cidadão mais importante e não o lixo que é.

No mesmo assalto, a população, que já não aguenta mais ver pessoas de bem serem mortas pelos bandidos todos os dias, tentou, em vão, evitar a remoção, pelo Samu, do bandido ferido. É possível que este mesmo sentimento de insegurança e de impunidade aos criminosos tenha levado o passageiro a reagir ao assalto. É a barbárie chegando? Talvez não, pode ser a omissão das autoridades levando as pessoas a tentar fazer justiça contra a bandidagem.

Outro fato acontecido na semana passada ilustra a insegurança na cidade. Foi o caso do homem que assassinou cruelmente o casal proprietário de uma floricultura. O assassino estava em seu terceiro dia no emprego. Roubou R$ 700 e mais três telefones, o preço de duas vidas humanas. Os casos de atentados fatais à vida humana já atingiram, de janeiro a junho deste ano, cerca de 420 vítimas.

Mesmo assim, as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública só têm registros públicos disponíveis até abril e é por ali que se obtém a informação de que, no período de janeiro a abril foram praticados 76 estupros, 262 homicídios e 17 latrocínios. Em 2017 os números foram 88 estupros, 313 homicídios e 25 latrocínios nesses quatro meses. O número que destoa é o da apreensão de armas, que em 2017 foi de 368 contra 356 no mesmo período deste ano.

No caso dos assaltos ao transporte coletivo, a informação divulgada pela mídia é de que essas ocorrências já atingiram mais de 1400 neste ano, com a média de 7 ocorrências/dia. É como se toda a frota que roda diariamente por Manaus já tivesse sido vítima de assalto.

No último domingo, pouco antes de iniciar o jogo do Brasil contra a Suíça, dez homens invadiram uma casa no bairro Cidade de Deus, zona Norte, e atiraram contra três pessoas. Para a polícia, parece ser uma briga entre gangs do narcotráfico, já que o local é considerado “zona vermelha”. O problema é que tais ocorrências não se limitam a tiroteios entre traficantes e, na maior parte das ocorrências, a vítima é o cidadão comum.

Ante tais fatos é de se perguntar em que estão sendo aplicados os recursos superiores a 10% do orçamento de segurança pública do Amazonas para o exercício de 2018, na faixa dos R$ 15,46 bilhões. As prisões têm, como sempre tiveram, carências crônicas e não recuperam quem ali é internado, a maior parte da frota de segurança até foi renovada, mas é comum se ver câmera e refletor desses veículos voltados para o céu, em busca de aliens, ou para o chão, caçando vermes, talvez.

Infelizmente, a ausência de um serviço mais efetivo na segurança pública dá oportunidade para que a população, cansada da insegurança e de viver sob temor de ser assaltada a qualquer momento e em qualquer lugar, comece a apelar, também, para a violência e tentar acabar com a bandidagem com o linchamento de quem é flagrado, embora esse caminho não leve à solução do problema.

Tecnologia para o bem

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Até o último mês de 1967, os cirurgiões já realizavam transplantes de órgãos como rins e fígados em seres humanos, assim como dos ossos do ouvido, mas se alguém falasse em realizar um transplante de coração a coisa mudava de figura. Até então, mexer no coração era coisa que ficava a cargo do amor e do divino, pois esse órgão era associado à sede da alma e aos sentimentos.

A ciência, a tecnologia para a criar o fígado a ser implantado em uma pessoa virá das técnicas relacionadas à quarta revolução industrial, também conhecida como Indústria 4.0

Foi então que, no dia 3 de dezembro daquele ano, o cirurgião sul-africano Christiaan Barnard, aos 44 anos, realizou esse feito memorável em uma intervenção que ocupou por cinco horas sua equipe de 20 cirurgiões. A operação foi bem sucedida, mas o paciente, Louis Waskansky, 53 anos, morreu 18 dias depois, vitimado por infecção pulmonar decorrente de deficiência imunológica relacionada à rejeição do órgão transplantado.

Pois é, o que era tabu e coisa só encontrada na ficção científica se tornou realidade no final dos anos 1960 e, desde então, a humanidade tem aperfeiçoado a ciência e a medicina e o ser humano ganhou maior longevidade graças a esses e muitos outros avanços da ciência. Mesmo assim pergunto: você já imaginou fazer um transplante de fígado de origem não humana e, ainda mais incrível, nem de procedência do reino animal? Não faria? Bem, a novidade está a caminho.

A ciência, a tecnologia para a criar o fígado a ser implantado em uma pessoa virá das técnicas relacionadas à quarta revolução industrial, também conhecida como Indústria 4.0, e tem data marcada para acontecer, ou, pelo menos, um prazo dentro do qual deve ocorrer: 2025,

A quarta revolução industrial envolve áreas e integra sequenciamento genético, nanotecnologia, assim como energia renovável e computação quântica, entre outras áreas da ciência e da técnica. O aprimoramento dessas tecnologias está em andamento e já há estudos  pelos quais cientistas reescrevem o genoma de suínos com a finalidade de que os porcos tenham órgãos adequados ao transplante humano.

Mas o seu fígado, do qual falei anteriormente, não virá de um porco cujo genoma foi reescrito, ele será construído por meio de uma impressão 3D. Essa façanha é uma das 21 inscritas como pontos de inflexão e que devem acontecer até 2025, fruto das discussões travadas no âmbito do WEF, a sigla em inglês para o Fórum Econômico Mundial e registradas na edição de 2016.

Para quem gosta de moda e mesmo para quem não gosta, mas é obrigado a andar vestido para cumprir as normas sociais, também tem novidades listadas. Por exemplo, em 2025, cerca de 10% das pessoas já terão acesso a roupas conectadas à internet. Para melhorar ainda mais a vida, cerca de 90% das pessoas também poderão armazenar seus dados sem nenhum custo direto, empresas de publicidade bancarão a conta. Inclua-se entre as modernidades outros 10% de pessoas usando óculos de leitura conectados à internet. Livros? Só online, ao que parece.

A presença no mundo virtual deve atingir 80% das pessoas e um smartphone implantável deverá estar disponível comercialmente, enquanto 90% da população já terá acesso a esse meio de comunicação. Aliás, um celular ainda é só um meio de comunicação? “O meio é a mensagem”, já preconizava McLuhan.

Entre os pontos de inflexão com prazo para acontecer até 2025 e que constam do livro “A Quarta Revolução Industrial, de Klaus Schwab, está listada a produção do primeiro carro impresso em 3D, além disso, nos Estados Unidos, os carros autônomos, que circularão sem motoristas, vão compor cerca de 10% da frota daquele país.

O mundo pode melhorar e o caminho é a educação, o incentivo ao estudo, mesmo assim têm Trump e Kim Jong Un que podem detonar o planeta com um simples apertar de botões, fruto da tecnologia para fins catastróficos.

Omissão e irresponsabilidade

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A população de Manaus parece que se cansou de sofrer pagando passagens em ônibus velhos que não atendem a contento seus usuários e, nesta segunda-feira, quando o movimento paredista dos rodoviários completava uma semana em greve, usuários do transporte público coletivo urbano apelaram para a violência e depredaram, incendiaram e não faltou infiltrados, disfarçados de passageiros, que saquearam os coletivos danificados.

O prefeito, que tem falado muito sobre resolver a situação, pouco faz de concreto em favor de um transporte público mais digno para Manaus

A senha para iniciar a depredação, além da insatisfação acumulada em uma semana de péssimo serviços dos coletivos, por que normalmente já é ruim, foi o abandono de passageiros que já tinham pago a passagem e foram expulsos dos veículos no terminal 4, zona Leste, sem opções de chegar a seus destinos.

O movimento ilegal dos rodoviários, que volta e meia e por qualquer motivo paralisam o transporte público na cidade, já vinha sendo objeto de punição por parte da justiça que especificou altas multas para sindicatos e motoristas que parassem seus veículos, essas penalidades não tiveram o poder de reduzir o ímpeto do movimento. Pois, conforme informaram as empresas, estas teriam colocado cerca de 850 ônibus nas ruas de Manaus no início da manhã.

Essa frota de 844 carros corresponderia a pouco mais de 56% da frota operante cadastrada pela Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU), que totaliza 1.507 veículos. O problema é que os coletivos saíram da garagem e pararam nos corredores viários ou terminais, deixando os usuários sem transporte.

A questão é antiga e do conhecimento das autoridades, assim como da administração das empresas e sindicato dos rodoviários. Enquanto estes alegam lutar por um reajuste de salário e manutenção de algumas conquistas, a população virou refém da irresponsabilidade dos sindicalistas e até de vereador ligado ao movimento e filiado ao PCdoB, que diz apoiar a causa e, por tabela, a baderna na qual se transformou a cidade, e principalmente a zona Leste na última segunda-feira, dia 4.

O prefeito, que tem falado muito sobre resolver a situação, pouco faz de concreto em favor de um transporte público mais digno para Manaus, sendo assim, conivente com a situação que levou usuários a depredar veículos.

Manaus, com certeza, não é a quarta capital em população no Brasil, no entanto tem a quarta tarifa mais cara do país, e, se for montado um ranking para avaliar e classificar o serviço de transporte coletivo, bem como o estado da frota, se não tomar nota zero vai ficar bem próxima disso, assim como as autoridades que não usam suas prerrogativas e autoridade para solucionar de vez o problema.

Pior do que a omissão das autoridades é presenciar, como ocorreu na manhã de ontem, na zona Leste, profissionais do transporte coletivo em choque, com medo de retomar seu trabalho em função da violência desencadeada pelos usuários e outros aproveitadores e provocadores. Aliás, não se deve descartar a possibilidade de um viés político na violência contra os veículos, pois não faltaram partidários do “quanto pior, melhor” para suas pretensões escusas, de vez que teve gente gritando “Fora Arthur”, mas também “Fora Temer”, assim como aqueles que disseram que a culpa disso tudo foi tirar a presidenta do Planalto. Me engana, que eu gosto.

Quem saiu ganhando foram os moto-taxistas e o pessoal do transporte alternativo, estes autorizados a alongar seus itinerários até o Centro. Mas como nem tudo é perfeito, resta saber se vão receber o produto de seu trabalho, de vez que as cooperativas vivem a reclamar do atraso nos repasses que devem ser efetivados pelo Sinetram.

Na briga do mar com o rochedo, a vítima é sempre o caranguejo, mas por aqui a população substituiu o caranguejo.